O IBGE disponibiliza hoje, 28 de julho de 2016, o Mapa de Cobertura e Uso da Terra do estado de Rio de Janeiro, em formatos vetorial e pdf, nas escalas de 1:250.000 (1 cm = 2.500 m) e 1:700.000 (1 cm = 7.000 m). Os produtos resultam da interpretação de imagens de satélite com 30 m de resolução, captadas em 2015, além de levantamentos de campo e informações estatísticas dos 92 municípios fluminenses. O download gratuito do mapa em pdf pode ser feito aqui, e o dos arquivos vetoriais, aqui.

O IBGE mapeia sistematicamente a cobertura e o uso da terra em cada unidade da federação, refletindo a situação encontrada no ano específico de trabalho, sempre na escala de 1:250.000. Além dos mapas do Rio de Janeiro, estão disponíveis os do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe.

Os arquivos em formato vetorial, nas duas escalas, são voltados aos que utilizam Sistemas de Informação Geográfica. Já o produto em pdf (apenas na escala 1:700.000) tanto pode ser visualizado em computadores domésticos como impresso em grande formato (plotter), e possibilita uma visão geral das coberturas e usos encontrados.

3220 4339 190656 510179 600x432 IBGE mapeia a cobertura e o uso da terra no estado do Rio de Janeiro

Um terço de todo estado ainda é coberto por florestas

O mapeamento da cobertura do estado do Rio de Janeiro mostrou que quase a metade (47,2%) dos 43.782 km² tem predominância de pastagens. O mapa também apresenta que um terço (33,1%) de todo o território fluminense ainda é coberto por áreas florestais.

A cobertura florestal se encontra em sua totalidade no Bioma Mata Atlântica, majoritariamente nas áreas de serras, o que representa um aspecto de suma importância para a conservação da biodiversidade no país, principalmente em um estado que possui alta densidade demográfica (378 hab/km2) e elevada taxa de urbanização (97,3%).

Os levantamentos de campo apontaram que as atividades tradicionais, como a lavoura de cana-de-açúcar, no norte do estado, e a extração de sal, na Região dos Lagos, mostraram sinais de redução, devido à expansão da pecuária e das áreas urbanas, respectivamente. Por outro lado, novas atividades foram detectadas, como o cultivo de noz de macadâmia, no município de Piraí, e o plantio de grama comercial, em Saquarema, Silva Jardim, Cachoeiras de Macacu e Casimiro de Abreu.

Fonte: IBGE