Por Júlio Giovanni da Paz Ribeiro

O objetivo deste texto é iniciar, e provocar, uma reflexão sobre como algumas das principais tendências tecnológicas do momento, tais como IoTBigData e I.A. irão ajudar, e muito, a implementação abordagens que nós, profissionais que atuam na área de GIS, já somos habilitados para fazer.

É claro que para isso precisamos também sair da nossa zona de conforto e ir em direção a esses outros conhecimentos, pois no fim, acredito fortemente que as tecnologias “sozinhas” não resolvem os problemas. Elas são apoio/ferramenta para tais soluções. É preciso que alguém calibre, preencha e dê a direção.

Icone smart cities 1703301 370x370 Artigo: profissionais de Geo estão preparados para lidar com Smart Cities?Pensar de maneira analítica, sistêmica e crítica nós já fazemos. Até aqui, nenhuma novidade para quem já atua nessa área. Por isso, não irei aprofundar as vantagens de se pensar “espacialmente”. Contudo, todos nós que atuamos nessa área sabemos: o que conseguimos analisar e propor de conexões, são, muitas vezes, difíceis de serem compreendidas. Concordam com essa afirmação? Caso não, me fale um pouco como você soluciona isso.

Gostaria de trazer uma contribuição de como novas tendências tecnológicas irão contribuir para aplicarmos nosso olhar na gestão territorial. Vamos ver rapidamente 3 exemplos que falam de conexão, dimensão e interpretação:

1. O futuro das conexões entre as “coisas” é o IoT (Internet of Things/Internet das Coisas). Isso será a materialização tecnológica daquilo que alguns geógrafos já diziam. O importante é a conexão, é a interdependência entre os elementos. Essa conexão seria mais importante do que os elementos isolados propriamente ditos.

2. Pensando na capacidade de lidar com uma grande quantidade de dados, considerando retirar o máximo de valor deles, trabalhar com BigData já é uma realidade. Mas, quantos de nós ainda estão pautados em um cenário de análise limitado pela capacidade de processamento de informações?

3. Por fim, e aquela necessidade de monitorar algum fenômeno buscando gerar alertas? Considerando os inputs e também os outputs que podem afetar um “equilíbrio” específico. Como exemplo os estudos de catástrofes naturais, tais como enchentes, terremotos, deslizamentos de terras em áreas urbanas, dentre outros. Para isso, vivemos um momento muito forte dos cálculos não lineares, da busca pelo entendimento de previsão dos pequenos elementos nas grandes consequências de um fenômeno. É neste momento que os avanços da Inteligência Artificial (Machine Learning) poderão ser empregados para apoiar a previsão de catástrofes ambientais em um espaço de tempo muito menor.

Quer ir além?

Convidamos você a participar do nosso evento online sobre o tema. Nosso curso irá abordar e aprofundar esses temas, priorizando sua aplicabilidade nas chamadas Smart Cities, ou como prefiro dizer “Comunidades Inteligentes”. Esse mercado já está movimentando milhares de profissionais e trilhões em negócios.

Vamos demonstrar quais os casos de sucesso já implementados e as principais tendências desse tema no Brasil e mundo.

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O evento será realizado no dia 30 de março de 2017, às 20h00. Caso tenha alguma dificuldade de inscrição, entre em contato pelo e-mail cursos@geoeduc.com

Julio Ribeiro Artigo: profissionais de Geo estão preparados para lidar com Smart Cities?Júlio Giovanni da Paz Ribeiro. Graduado em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2005). Mestre em Geografia – Tratamento da Informação Espacial pela mesma instituição (2008). Experiências profissionais nos campos da licenciatura, bacharelado e empreendedorismo. Atualmente é CEO do Grupo MKT Tecnologias (Market Knowledge Trends), sendo este responsável pelo Instituto GEOeduc e execução dos treinamentos da AcademiaGIS Imagem (Esri BR). Foi o fundador/presidente da APROGEO-MG. Já atuou como professor universitário UniBH, UNA e PUCMinas, nos cursos de Geografia, Gestão Ambiental, Engenharia Ambiental, Mineração e Relações Internacionais. Atualmente é Professor do IBEC (Instituto Brasileiro de Educação Continuada). Possui experiência como coordenador do Curso de Geografia e Diretor do Instituto de Engenharia e Tecnologia do Uni-BH. Experiência como gerente de Marketing da linha de Conteúdo Geográfico da IMAGEM/ESRI (Soluções de Inteligência Geográfica). Atua nas áreas de tendências tecnológicas e práticas inovadoras de ensino. Consultor em gestão do conhecimento e geotecnologias. Principais áreas de interesse: Tendências Tecnológicas, Educação, Geomarketing, Análises espaciais e Smart Cities.

Fonte: GEOeduc