O agronegócio brasileiro é um dos primeiros do mundo a contar com adubadeiras, tratores, recolhedoras, colheitadeiras, arruadores, sopradores e pulverizadores autônomos, ou seja, que são operados remotamente, sem a presença de condutores. Apesar de elevar significativamente a produtividade, essa tecnologia traz também demandas, como, por exemplo, a de sistemas de monitoramento que possibilitem conhecer as condições do local onde o maquinário está.

agrobusiness 300x152 Máquinas autônomas fazem agribusiness adotar monitoramento remoto Uma das soluções mais completas para essa necessidade é o VIA Mobile 360, sistema de monitoramento da multinacional de tecnologia VIA Technologies. A partir de câmeras instaladas ao redor do maquinário, o equipamento pode gerar uma única imagem de 360º a partir do local em que ele se encontra. Dessa forma, possibilita ao operador saber em tempo real e remotamente tudo que ocorre ao redor do veículo. “Como o sistema possibilita acompanhar em uma única tela tudo o que se passa ao redor do maquinário, um único operador é capaz de monitorar várias máquinas simultaneamente com segurança”, observa Ubiratan Resende, diretor geral da VIA Technologies no Brasil.

O maquinário autônomo é um dos componentes da chamada “agricultura de precisão”, em que dados servem para que a operação seja mais produtiva e eficiente. Entre outros, possibilita que insumos sejam utilizados na medida exata e até que o traçado feito pelas máquinas seja preciso a ponto de poupa brotos novos da passagem de rodas. “Essa tecnologia proporciona um enorme ganho de produtividade. Porém, como essas máquinas são usadas em grandes extensões de terra, a ausência de um condutor acaba por gerar insegurança quanto às condições e eventuais obstáculos ou riscos a que estão expostas”, diz Resende.

Interpretação de imagens

O VIA Mobile 360 também dispõe de um recurso denominado diagnóstico de imagem. Consiste na capacidade do próprio sistema de identificar eventos diferentes, como a presença de pessoas, animais, árvores não mapeadas ou mesmo pragas, que podem interferir na operação do maquinário ou colocar em risco a lavoura. Caso o operador não os perceba visualizando as imagens, o próprio sistema emite um alerta. “O proprietário define que tipo de eventos serão identificados. Dessa forma, reduz-se a possibilidade de que algum fator de risco passe desapercebido”, diz.

O sistema também pode ser empregado em máquinas convencionais. “É uma forma de saber se o operador está conduzindo o veículo de forma adequada. São equipamento caros, que devem ser operados de forma que durem o maior tempo possível”, afirma Resende.