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TerraSAR-X escaneia a Estação Espacial Internacional

Por MundoGEO | 15h55, 09 de Março de 2010

TerraSAr X TerraSAR X escaneia a Estação Espacial InternacionalA Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) foi completamente sacaneada escaneada pelo satélite TerraSAR-X.

Operado pela empresa Infoterra, o TerraSAR utiliza a tecnologia de radar para fazer mapeamentos com resolução espacial de até 1 metro.

Diferentemente de câmeras óticas, o radar não precisa "enxergar" as superfícies a serem mapeadas.

Contando com essa tecnologia, no dia 13 de março de 2008 o TerraSAR mapeou a ISS, que passou a apenas 195 quilômetros do satélite.

iss terrasarx radar TerraSAR X escaneia a Estação Espacial InternacionalA passagem pelo campo de visão levou apenas três segundos, mas foi o suficiente para que o radar de abertura sintética pudesse adquirir a imagem da Estação Espacial.

Apenas algumas horas após o imageamento, uma nuvem de pontos 3D da ISS já estava disponível no escritório da Infoterra.

Uma configuração como esta acontece 10 a 11 vezes por mês, porém não existe risco de haver uma colisão, já que os veículos encontram-se em órbitas diferentes. O TerraSAR fica a 514 quilômetros de altitude, enquanto a ISS orbita a Terra entre 360 a 450 quilômetros.

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Terremoto no Chile alterou duração dos dias e o eixo da Terra

Por MundoGEO | 15h09, 09 de Março de 2010

O terremoto de 8,8 graus na escala Richter, que aconteceu em fevereiro no Chile, reduziu a duração dos dias e mudou a distribuição de massas na Terra. Segundo um cálculo preliminar, feito pela Nasa, o sismo deve ter reduzido a duração de cada dia em 1,26 microsegundo. Além disso, o tremor alterou em oito centímetros a posição do eixo terrestre.

Parece pouco, mas não é. Em aplicações que exigem precisão centimétrica – ou milimétrica -, como o monitoramento de estruturas, por exemplo, oito centímetros são uma imensidão. A diferença na duração dos dias também não é irrelevante, já que a sincronização do tempo é crucial para várias atividades, com implicações nos setores de telefonia e bancário.

Além dessas diferenças globais, o terremoto literalmente redesenhou o mapa chileno. Segundo um estudo recente, feito com a ajuda de estações de monitoramento, a cidade de Concepción "andou" 3,04 metros para oeste. Já a capital Santiago se moveu 27,7 centímetros. Até Buenos Aires migrou 4 centímetros para a esquerda.

Três metros, 27 centímetros ou quatro centímetros; essas distâncias são imensas quando falamos em geodésia e posicionamento de alta precisão.

Toda essa movimentação mexe com o posicionamento GNSS no continente. O Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (Sirgas), por exemplo, terá que ser recalculado para levar em conta essas mudanças.

Atualização em 10 de março, às 11h: segundo  Luiz Paulo Souto Fortes, diretor de geociências do IBGE, "o Sirgas é um sistema cuja materialização é mantida por uma rede de estações GNSS de operação contínua que permite detectar todos os deslocamentos que as estações sofrem continuamente ao longo do tempo ou em eventos repentinos tais como o do terremoto do Chile. Neste último caso, as coordenadas das estações são atualizadas para os novos valores, associando-se a elas uma nova época de referência pós-terremoto. Desta forma, os deslocamentos das estações, como são determinados com grande precisão, não afetam a precisão do sistema".
 

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Posicionamento "GPS" por sinais de TV ?!?

Por MundoGEO | 15h51, 02 de Março de 2010

Era só o que faltava. A empresa Rosum anunciou hoje o lançamento do Alloy, uma tecnologia de localização e sincronização para ambientes fechados e "canyons" urbanos baseada em sinais de TV!

Desenvolvido em parceria com a empresa de TV digital Siano, o chip Alloy utiliza os sinais de transmissão de televisão para fornecer informações precisas sobre localização, tempo e frequência.

O lançamento do chip abre um novo mercado de oportunidades comerciais, pois permite a localização e sincronização com aparelhos no interior de edificações, em espaços urbanos com prédios altos ou mesmo em carros transitando dentro de túneis.

Isso também abre um leque de oportunidades de publicidade móvel, em tempo real, pois o sistema pode apresentar um anúncio no dispositivo do usuário, de acordo com sua localização. Por exemplo, um usuário vendo um filme dentro de um taxi em movimento pode ser surpreendido por um anúncio dizendo "Pare agora mesmo e entre nesta loja à sua frente, pois aquele tênis Nike que você tanto estava procurando está aqui, com a sua numeração!"

A tecnologia Alloy combina um chip com receptor A-GPS de alta sensibilidade, juntamente com uma solução híbrida de TV e GPS que funciona – teoricamente, pois ainda não vi em ação – em qualquer ambiente, seja urbano, rural, interno ou externo. Segundo os desenvolvedores, os sinais de transmissão de TV seriam 100 mil vezes mais potentes que os de GPS, o que possibilitara o posicionamento no interior de construções.

Em termos de tecnologia de navegação e posicionamento, o que pode vir depois disso?

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Pesquisa propõe nova forma de interpretar o aquecimento global

Por MundoGEO | 15h28, 02 de Março de 2010

A Terra deveria estar entrando em um período de resfriamento, porém isso não vem acontecendo. Na verdade, esse fenômeno já deveria ter iniciado há uns 2 mil anos, porém o planeta insiste em continuar aquecido.

Um grupo de cientistas ingleses e alemães decidiu aprimorar o conhecimento científico sobre o clima. Financiado pelo Conselho de Meio Ambiente do Reino Unido e pela Fundação Alemã de Ciências, o estudo contou com a participação de cientistas das universidades de Southampton e Bristol, na Inglaterra, e Tuebingen, na Alemanha.

Ao invés de questionar os métodos de medição sobre os efeitos da ação humana sobre o clima, os cientistas decidiram avaliar o quadro de referência contra o qual o registro das temperaturas atuais está sendo comparado. Eles compararam o atual período interglacial com outro semelhante, ocorrido há 400 mil anos, conhecido como MIS-11 (Marine Isotope Stage 11).

Estudos anteriores usaram esta analogia para sugerir que o atual período interglacial deveria ter terminado entre 2,5 e 2 mil anos atrás, porém a Terra continua quente.

De acordo com a hipótese antropogênica, os impactos do desmatamento e das emissões de metano e dióxido de carbono estariam nos mantendo artificialmente nessas condições.

Agora, os pesquisadores usaram um novo registro de mais alta resolução dos níveis do mar, que reflete os volumes de gelo ao longo do globo. Eles descobriram que o atual período interglacial de fato já durou de 2 a 2,5 milênios a mais do que o previsto e, sob essa nova teoria, ainda não largamente aceita, os níveis do mar deverão se manter elevados ainda por outros 2 mil anos ou mais, mesmo na ausência de um aquecimento global causado pelos gases de efeito estufa.

Ou seja, indo na contra-mão de vários estudos que apontam a atividade humana como principal culpada do aquecimento global e das mudanças climáticas, os cientistas ingleses e alemães propõem que a atual "onda quente" é inteiramente enquadrável nas características normais do clima da Terra.

E agora? Quem está certo?

Com informações do Portal Inovação Tecnológica

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China no umbigo do mundo

Por MundoGEO | 18h28, 01 de Março de 2010

Um mapa com data de 1602, do cartógrafo Matteo Ricci, colocava a China praticamente no centro do Universo. Durante séculos, este mapa era uma lenda – um verdadeiro "Santo Graal" para os cartógrafos -, pois seu paradeiro era desconhecido.

A carta veio à tona recentemente, e estará exposta na Biblioteca do Congresso, em Washington, até o dia 10 de abril.

Mapa Matteo Ricci China no umbigo do mundoMatteo Ricci foi um jesuíta italiano que viajou à China para evangelizar, mas que também levou consigo alguns conhecimentos de cartografia. Por encomenta do imperador Wanli, da dinastia Ming, o padreco-cartógrafo empreendeu a elaboração de um mapa mundi. Como não podia deixar de ser, o mapa colocava o território chinês exatamente no centro.

Somente duas de suas sete cópias encontram-se em bom estado, incluindo a que está em exposição na capital norte-americana, cujos seis painéis medem 3,7 metros de largura por 1,5 de altura.

Na sua representação cartográfica do mundo, Ricci incorporou caracteres chineses, detalhes do terreno, etnografia, ecologia, política e cultura dos cinco continentes.

O documento também contém informações sobre meridianos e paralelos, as distâncias aos demais planetas e explicações sobre a duração variável das noites e dias.

Na verdade, colocar um país no centro do mapa mundi não é muita novidade. Aqui no Brasil estamos acostumados com mapas que colocam a Europa em evidência, mas para australianos, indianos ou russos, o mapa é bem diferente.
 

Fácil de entender a narração, não é ? icon smile China no umbigo do mundo

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Tabela de GeoEventos

Por MundoGEO | 16h16, 01 de Março de 2010

O Luiz Amadeu Coutinho, em mais um de seus serviços à comunidade de geotecnologia, criou uma tabela com os próximos eventos do setor.

Além de acessar a tabela, é possível ver os eventos em um mapa global. Todos os registros podem ser atualizados diretamente na tabela online, neste link. Acessei a tabela hoje e já havia 85 eventos cadastrados.

O Portal MundoGEO tem uma agenda de eventos, não tão completa, que pode ser acessada aqui.

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Coordenador de cursos e pesquisas do Instituto GEOeduc, Consultor da MundoGEO, Diretor Financeiro da ABEC-PR. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, cursando Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Pai do Rafael e da Julia, Marido da Luciana, sushiman e corredor (quando dá tempo)

    Coordenador de cursos e pesquisas do Instituto GEOeduc, Consultor da MundoGEO, Diretor Financeiro da ABEC-PR. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, cursando Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Pai do Rafael e da Julia, Marido da Luciana, sushiman e corredor (quando dá tempo)

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