Um mapa com data de 1602, do cartógrafo Matteo Ricci, colocava a China praticamente no centro do Universo. Durante séculos, este mapa era uma lenda – um verdadeiro "Santo Graal" para os cartógrafos -, pois seu paradeiro era desconhecido.

A carta veio à tona recentemente, e estará exposta na Biblioteca do Congresso, em Washington, até o dia 10 de abril.

Matteo Ricci foi um jesuíta italiano que viajou à China para evangelizar, mas que também levou consigo alguns conhecimentos de cartografia. Por encomenta do imperador Wanli, da dinastia Ming, o padreco-cartógrafo empreendeu a elaboração de um mapa mundi. Como não podia deixar de ser, o mapa colocava o território chinês exatamente no centro.

Somente duas de suas sete cópias encontram-se em bom estado, incluindo a que está em exposição na capital norte-americana, cujos seis painéis medem 3,7 metros de largura por 1,5 de altura.

Na sua representação cartográfica do mundo, Ricci incorporou caracteres chineses, detalhes do terreno, etnografia, ecologia, política e cultura dos cinco continentes.

O documento também contém informações sobre meridianos e paralelos, as distâncias aos demais planetas e explicações sobre a duração variável das noites e dias.

Na verdade, colocar um país no centro do mapa mundi não é muita novidade. Aqui no Brasil estamos acostumados com mapas que colocam a Europa em evidência, mas para australianos, indianos ou russos, o mapa é bem diferente.
 

Fácil de entender a narração, não é ? 🙂