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Troca-troca no Ministério da Ciência e Tecnologia

Por Eduardo Freitas | 14h51, 19 de Janeiro de 2012

A presidente (ou presidenta, como ela prefere ser chamada) Dilma não cedeu às pressões do seu partido por um nome político e escolheu um técnico para substituir Aloizio Mercadante no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Aloizio Mercadante1 Troca troca no Ministério da Ciência e Tecnologia

Mercadante sai da Ciência e Tecnologia e vai para Educação

O novo ministro será Marco Antonio Raupp, atual presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), graduado em física pela Universidade do Rio Grande do Sul e PhD em matemática pela Universidade de Chicago.

O que é novidade na verdade deveria ser uma regra: especialistas em suas áreas sendo nomeados como ministros, devidamente assessorados por profissionais capacitados para as questões administrativas e políticas.

Que tal um médico no Ministério da Saúde, um professor na pasta da educação e assim por diante? A escolha de um técnico para a Ciência e Tecnologia é um passo adiante, porém sabe para onde vai o “mestre” Mercadante? Para o Ministério da Educação!

Marco Antonio Raupp Troca troca no Ministério da Ciência e Tecnologia

Marco Antonio Raupp assume a Ciência, Tecnologia e Inovação

O nome de Raupp se impôs pelo perfil técnico: foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e já comandou o Parque Tecnológico de São José dos Campos. Em dezembro de 2010 assumiu a AEB e priorizou três projetos: o lançamento do foguete ucraniano Cyclone a partir  da base de Alcântara (MA); o desenvolvimento do satélite geoestacionário de comunicações; e a concepção do foguete brasileiro VLS.

Raupp já foi presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um reduto de excelência em tecnologia geoespacial.

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Não há erros se você reagir (bem) a eles

Por Eduardo Freitas | 20h43, 17 de Janeiro de 2012

Nada (ou tudo?) a ver com geo, mas é algo a se pensar no início de um novo ano: o que são erros?

Stefon Harris, em mais um vídeo da série TEDtalks, fala sobre erros enquanto mostra alguns exemplos, juntamente com seu quarteto de jazz, e toca em um ponto profundo: muitas ações são percebidas como erros apenas porque não reagimos apropriadamente a elas.

Você trabalha em equipe? Como reage aos “erros” dos colegas?

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Tendências do GIS para 2012 e além

Por Eduardo Freitas | 15h00, 16 de Janeiro de 2012

bola de cristal 300x221 Tendências do GIS para 2012 e alémComeço 2012 com um post sobre o futuro do GIS, baseado neste excelente artigo do projessor Mike Goodchild (entrevistado por mim em 2008 para a revista InfoGEO edição 53).

Segundo Goodchild, o futuro do GIS está nos ambientes “indoor”, em localização de tudo, na internet das coisas,  no GIS em tempo real e nas múltiplas formas de representar o mundo.

Indoor

No artigo, fala-se que o GIS é uma tecnologia que abrange “somente” 13% da realidade, já que o GPS e as imagens de sensoriamento remoto funcionam bem fora das edificações (outdoor), porém um americano médio passaria 87% de seu tempo em locais fechados (indoor). Por outro lado, com as tecnologias de escaneamento a laser, posicionamento por RFID, modelos de construções (BIM), etc., isto está mudando aos poucos.

Tudo localizado, todo o tempo

Estima-se que mais de 80% da informação na web tenha uma componente de localização. E hoje, qualquer computador ou celular é facilmente “localizável” através de seu IP, receptor GPS, GPRS, etc.. Ou seja, estamos avançando para uma era na qual praticamente tudo (desde um animal de estimação até um eletrodoméstico) terá sua coordenada geográfica definida e, eventualmente, rastreada. Veja no artigo que há algumas questões sobre privacidade e emergências.

Internet das coisas

Sabendo onde um objeto está, a qualquer momento, abrem-se possibilidades como por exemplo a de que dois objetos possam trocar informações entre si. Hoje, com um leitor de QR-code um smartphone pode escanear um código e “baixar” um histórico (por que não georreferenciado) com todas as informações sobre um objeto.

GIS em tempo real

Com o crescimento do mapeamento colaborativo, a popularização de equipamentos inteligentes e da internet de banda larga, torna-se possível fazer alguns estudos com dados em tempo real (ou “quase real”), tais como análises de tráfego, resposta a emergências baseada em dados de campo, etc..

Múltiplas visões do mundo

Segundo o artigo do professor Goodchild, muitas vezes o GIS contém apenas um ponto de vista, que é geralmente do setor governamental. Por outro lado, cada vez mais indivíduos ou grupos tendem a buscar novas ou diferentes formas de visualizar um dado ou até mesmo dar nome aos locais. Com isso, abrem-se novas frentes nas quais o GIS pode ser uma ferramenta para organizar diferentes visões do mundo e colocar ordem no caos.

Estes são apenas alguns pontos sobre o futuro do GIS que gostaria de compartilhar aqui. O que você acha destas tendências? Há mais algo a acrescentar?

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Coordenador de cursos e pesquisas do Instituto GEOeduc, Consultor da MundoGEO, Diretor Financeiro da ABEC-PR. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, cursando Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Pai do Rafael e da Julia, Marido da Luciana, sushiman e corredor (quando dá tempo)

    Coordenador de cursos e pesquisas do Instituto GEOeduc, Consultor da MundoGEO, Diretor Financeiro da ABEC-PR. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, cursando Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Pai do Rafael e da Julia, Marido da Luciana, sushiman e corredor (quando dá tempo)

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