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Mercado global de imagens aéreas deve alcançar 3,2 bilhões de Euros em 2023

Por Eduardo Freitas | 15h15, 18 de Dezembro de 2017

Tecnologias avançadas como SIG, Lidar e câmeras de visão em 360 graus podem ser oportunidades no mercado de Aerofotogrametria

global aerial imaging market analysis 20172023 Mercado global de imagens aéreas deve alcançar 3,2 bilhões de Euros em 2023O relatório Global Aerial Imaging Market Analysis (2017-2023), divulgado recentemente, afirma que o tamanho do mercado global de imageamento aéreo deverá chegar a 3,2 bilhões de Euros em 2023, com uma taxa de crescimento anual estimada em 13% no período.

Imagens aéreas ajudam a realizar medidas e capturar dados sobre o uso e ocupação do solo através de plataformas remotas, sem necessidade de contato direto com a superfície.

Sensores embarcados em diversos veículos – tais como helicópteros, aviões, balões e drones – são usados para esse tipo de coleta remota de informações.

Com aplicações em diferentes indústrias, o imageamento aéreo está presente, hoje, desde a engenharia civil até a agricultura.

De acordo com o relatório, as imagens de satélites podem restringir o crescimento deste mercado por serem vistas como uma opção para algumas aplicações, devido ao seu avanço em resolução espacial, espectral, radiométrica e temporal.

Segundo a pesquisa, tecnologias avançadas como os Sistemas de Informação Geográfica (GIS, na sigla em inglês), sistemas lidar (medição a laser) e câmeras de visão em 360 graus podem ser oportunidades no mercado de Aerofotogrametria.

Com base nas aplicações, o relatório de mercado divide o setor em Mapeamento, Gestão de Desastres, Gerenciamento de Recursos & Energia, Fiscalização & Monitoramento e outros.

Já com base nos usuário final, os segmentos do mercado são Governo, Energia, Defesa, Agricultura & Floresta, Mídia & Entretenimento, Engenharia Civil & Arqueologia e outros.

Dentre as empresas mencionadas no relatório, estão Blom ASA, Fugro, EagleView Technology Corporation, Digital Aerial Solutions, Cooper Aerial Surveys, Landiscor Real Estate Mapping, Kucera International, John Deere Agri Services / GeoVantage e High Eye Aerial Imaging.

E os drones?

Apesar de abordar o imageamento aéreo de forma global e citar no seu resumo que os sensores podem ser embarcados em drones, o relatório “esquece” as empresas deste setor. Além disso, o impacto das imagens de satélites é analisado na pesquisa, mas não o dos drones, uma tecnologia emergente em todo o globo.

Não existem muitos números consolidados sobre o mercado de drones. Um estudo (disponível aqui em pdf) da Secretaria de Desenvolvimento e Competitividade Industrial (SDCI) em parceria com a Directorate-General for Mobility and Transport (DG MOVE) abordou temas específicos da indústria de drones desenvolvida no Brasil e na União Europeia, a fim de identificar pontos de complementariedade entre as duas regiões e analisar especificidades do panorama comercial e ambiente regulatório do setor.

Já o relatório Clarity from above (disponível aqui em pdf), da PwC, revelou que o mercado global de Drones pode chegar a 127 bilhões de dólares, ou seja, muito mais do que o de Aerofotogrametria publicado recentemente. Para chegar a este valor, a PwC usou como base de cálculo o valor dos serviços demandados pelas empresas e órgãos públicos que poderão ser substituídos, em um futuro muito próximo, pela tecnologia dos Drones.

Imagens de satélites, aviões, drones, topografia tradicional: o certo é que o mercado é grande e promissor, e que tudo isso deve ser visto como complementar e não excludente.

Cada tecnologia e metodologia tem seu nicho, na qual é imbatível. Cabe aos bons profissionais identificarem quando, como, onde e porque utilizar cada uma delas.

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Mercado de Agricultura de Precisão deve chegar a 4,2 bilhões de Euros em 2021

Por Eduardo Freitas | 16h16, 12 de Dezembro de 2017

Segundo um estudo recente da Berg Insight, o mercado global de soluções para Agricultura de Precisão chegou a 2,2 bilhões de Euros no ano passado e deverá alcançar 4,2 bilhões até 2021, com um crescimento anual em torno de 13,6%.

pesquisa mercado agricultura de precisao 300x285 Mercado de Agricultura de Precisão deve chegar a 4,2 bilhões de Euros em 2021Um vasto conjunto de tecnologias é aplicado, hoje, em atividades de alta precisão em fazendas, com o objetivo de gerenciar variações no campo e maximizar a produtividade, bem como minimizar o uso de corretivos agrícolas.

Enquanto soluções como auto-guia e controle de máquinas já são, hoje, tecnologias populares na indústria agrícola, a telemática e a tecnologia de aplicações diferenciadas (VRT, na sigla em inglês) ainda estão em estágio inicial de adoção.

Segundo o estudo, a interoperabilidade entre hardware e software ainda é um desafio no campo, ainda que estejam em andamento iniciativas de padronização por organizações como Agricultural Industry Electronics Foundation e AgGateway.

Hoje, a maioria dos fabricantes de equipamentos para agricultura têm iniciativas relacionadas com Agricultura de Precisão. Dentre as principais, podemos citar a John Deere, seguida por Trimble, Topcon Positioning Systems, Raven Industries e Ag Leader Technology.

O grupo Hexagon tem uma forte posição na área através de sua subsidiária NovAtel, enquanto em aplicações e serviços destacam-se a Monsanto, através da Climate Corporation, a canadense Farmers Edge e a recém-criada DowDuPont. No setor de sensores, várias empresas estão emergindo no mercado, como Davis Instruments, Pessl Instruments, Semios, Hortau, AquaSpy e CropX.

Movimento Agtech

Até 2050 o mundo terá 9,6 bilhões de habitantes e para que toda essa população consiga sobreviver, a produção de alimentos terá de crescer 70% em relação ao que era gerado em 2006. É o que diz a FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura. Esse avanço só será possível através do uso otimizado dos solos e água, com máxima economia e produtividade, e a AgTech será um elemento crítico para alcançar esta meta.

A AgTech vem emergindo como um ponto crucial de investimento, mas esse ainda é um fenômeno recente. Ainda que novas tecnologias possam deixar proprietários “com o pé atrás”, todos buscam aprimorar sua produtividade. Isso se dá pela combinação entre hardware e software, o que inclui aplicativos para coleta georreferenciada de dados sobre pragas e condições hídricas; sensores que rastreiam equipamentos e medem a condição de solo; além de terminais onde essas informações podem ser relacionadas a imagens de satélite ou de drones para tomada de decisão.

Considerando a evolução das plataformas de drones e a carência tecnológica no mercado agrícola no Brasil, a tendência para os próximos anos é o desenvolvimento de soluções completas que possibilitem a análise rápida da saúde de culturas, incrementando o ganho para os produtores.

E o uso de geo no campo recebeu um impulso por parte do setor financeiro, quando o Banco Central lançou a Resolução 4.427, em 2015, que obriga instituições bancárias a usar GIS e sensoriamento remoto para fiscalizar operações de crédito agrícola. Veja aqui uma análise da Resolução.

A agricultura encontra-se em uma encruzilhada: o mundo precisa produzir mais alimentos do que nunca com recursos limitados. Até onde chegaremos, a partir daqui, exigirá talento e cooperação de agricultores, empresas, governos, universidades e cidadãos. Com isso, poderemos chegar – sem fome – aos quase 10 bilhões de passageiros na nave-mãe Terra em 2050.

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Com os avanços da nanotecnologia, satélites muito, mas muito pequenos, já são realidade, primeiramente de forma experimental, mas em breve lançando produtos no mercado. Entenda

Conhecidos como femtosatélites, estes minúsculos veículos espaciais têm menos de 100 gramas e vêm sido desenvolvidos nos últimos 15 anos. Muitos deles trabalham em conjunto com uma “nave mãe” (satélites maiores) para fornecer dados e sinais complementares, mas algumas versões mais recentes operam de forma independente.

femtoSat 1 300x219 A ascensão dos Femtosatélites: vem aí (mais) uma revolução no Sensoriamento RemotoUm femtosatélite, por definição, é um dispositivo capaz de realizar todas as funções básicas de qualquer satélite: comunicação com a estação de terra;  sobrevivência no espaço; determinação de sua posição e orientação; e observação.

Através dos femtosatélites, o uso de pequenos veículos espaciais será a evolução lógica e natural no mercado aeroespacial. Alguns exemplos de femtosatélites reais em desenvolvimento são o Kumar, PocketQub, Sprite e WikiSat.

Para alcançar dimensões tão reduzidas, são usadas duas técnicas bem diferentes: existem os chamados satélites em uma placa (Satellite-on-a-board) e os satélites em um chip (Satellite-on-a-chip). Os primeiros são maiores e muito mais fáceis de construir, além de mais baratos. Já os satellite-on-a-chip são muito mais caros, porém muitíssimo menores.

O femtosatélite Kumar está sendo desenvolvido pelo grupo Canadense Kumar e promete revolucionar a indústria aeroespacial com grandes ideias de pequeno formato. Já o PocketQub é um projeto do Twiggs, um grupo norte-americano do Kentucky, parecido com o famoso “CubeSat” mas em uma versão ainda menor, com apenas 5 centímetros de lado.

Por sua vez, o femtosatélite Cornell Sprite 1 foi desenvolvido por Zac Manchester, um estudante norte-americano de Nova York que conseguiu financiamento para “encher” todo um CubeSat – chamado de KickSat – com estes pequenos satélites para colocá-los em órbita.

E, por último, o WikiSat V3, um projeto majoritariamente liderado pela Europa.

Para que um femtosatélite possa ser considerado útil, é necessário que realize uma série de funções dentro de uma missão, que justifiquem sua construção:

• Comunicação – o satélite deve ser capaz de comunicar informação, seja para outros satélites como para estações em terra. Devido a suas pequenas dimensões, muitas vezes a antena é maior do que o próprio satélite. E para poder comunicar informação via rádio, é preciso que o satélite tenha um mínimo de potência elétrica. Para isso, há duas opções: ter baterias que usem o mínimo possível de energia ou incluir painéis solares que sejam suficientemente potentes para alimentar o satélite.

• Sobrevivência – ou seja, a estrutura e os componentes que formam o femtosatélite devem suportar não só as condições hostis no espaço mas também durante seu lançamento e viagem até sua órbita. Deve, ainda, suportar a radiação, sendo resistente aos efeitos da mesma nos sistemas redundantes que garantam a integridade do satélite em caso de falha em algum dos sistemas. Além disso, as constantes mudanças de temperatura – por exemplo, quando estiver exposto ao sol ou eclipsado – devem ser suportadas pela estrutura e componentes.

• Posição e Orientação – esta determinação é necessária caso o satélite realize alguma função de observação. Esta informação também pode ser enviada à estação em terra para que se conheça onde se encontra o satélite e o que está fazendo a cada momento. Tudo isto, juntamente com as funções anteriores, pode complementar as informações sobre o estado de saúde do satélite.

• Observação – o satélite deve servir para algo concreto, ou ter uma razão de ser, como por exemplo a Observação da Terra, o monitoramento atmosférico, etc.. Todas estas ações requerem tanto memória como capacidade de processar informação, ainda que seja somente comprimi-la e enviá-la para a estação em terra. Obviamente, devem existir sensores ou câmeras de pequeno formato e de baixo consumo, que possam ser integrados a um satélite de tão diminutas dimensões.

peru sat 300x171 A ascensão dos Femtosatélites: vem aí (mais) uma revolução no Sensoriamento RemotoEm 2013, o Peru fez história com o lançamento de um femtosatélite até a órbita baixa da Terra. Isso mostrou que satélites até então fora do mercado tradicional de sensoriamento remoto podem, com esta tecnologia, competir em algumas áreas com baixo custo e grande agilidade. Desenvolvido pela Universidade Católica do Peru e pelo Instituto de Rádio Astronomia, o satélite Pocket-PUCP foi usado para transmitir dados sobre temperatura.

As aplicações dos femtosatélites incluem testar esta tecnologia para o futuro, pousar em asteróides, além de conduzir experimentos biológicos. Mas um dos principais focos é a obtenção de imagens da Terra, setor que deverá ganhar um grande impulso nos próximos anos, aumentando muito a capacidade do ser humano para a coleta de dados.

Um desafio, assim como no caso dos drones, é como este emergente mercado será regulamentado, já que deverá aumentar ainda mais o problema dos detritos espaciais em órbita, pois permite o lançamento de dezenas ou até centenas de veículos ao mesmo tempo. Por outro lado, abrem-se novos mercados com a maior quantidade de dados e o desenvolvimento de veículos que poderão ir cada vez mais longe.

Mercado de Observação da Terra

tamanho do mercado de observacao da terra 300x252 A ascensão dos Femtosatélites: vem aí (mais) uma revolução no Sensoriamento RemotoDe acordo com a 10ª edição do relatório da Euroconsult sobre o mercado de Observação da Terra baseada em satélites, os dados e serviços desse setor deverão chegar a 8,5 bilhões de euros até 2026, com base na trajetória atual de crescimento, e até mesmo a 15 bilhões em um cenário alternativo.

Esta opção mais otimista considera as implicações de novas soluções que abram mercados futuros e ainda inexplorados, como os femtosatélites, por exemplo.

Ainda, avanços em inteligência artificial e deep learning deverão beneficiar o setor, possibilitando novas soluções baseadas em detecção e análises de mudanças.

No Brasil, o estudo de mercado mais ‘recente’ é de 2008, feito pela empresa Intare Consultoria em Gestão da Informação. Com um crescimento de 9% entre 2006 e 2007, e de 20% estimado para aquele ano, o dimensionamento do mercado potencial de Geoinformação no Brasil para 2008 era de 619 milhões de reais, considerado o conjunto dos componentes Dados, Softwares e Serviços.

Com informações dos posts:
Femtosatélites, qué son y para qué sirven
The Rise of Femtosatellites
Mercado de Observação da Terra pode chegar a 15 bilhões de euros em 2026

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

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