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Números atualizados do mercado de Geotecnologia: para onde vamos?

Por Eduardo Freitas | 17h34, 06 de Julho de 2018

Entenda onde estamos e para onde vai o setor geoespacial no mundo neste apanhado com números atualizados do mercado de Geotecnologia

Concorda comigo que, para conhecer bem um terreno é preciso de um mapa do local?

Seja para quem já empreende ou para quem ainda pretende empreender no setor de Geotecnologia, é essencial primeiro saber onde estamos e qual é o estado-da-arte, para então conhecer as previsões e as tendências que apontam para onde este mercado vai.

Fique comigo ate o fim deste post para entender um pouco mais sobre este mercado…

Falta de números

Não existem muitos estudos específicos sobre ‘Geociências’ e/ou ‘Geotecnologia’ no mundo. O que há são pesquisas sobre quanto vai faturar o setor de GIS, Aerofotogrametria, Observação da Terra, Agricultura de Precisão, entre outros.

Ainda falta um estudo geral.

Oxera Geo Services Números atualizados do mercado de Geotecnologia: para onde vamos?Um dos mais recentes foi realizado em 2013 pela Oxera para a Google, na qual colocava sobre o ‘guarda-chuva’ Geoserviços tudo que é relacionado a geo, desde navegadores até imagens de satélites.

Segundo aquele estudo, a receita anual do mercado de Geo estaria entre 150 e 270 bilhões de dólares, muito maior do que a indústria de games – que já é gigantesca – e praticamente um terço da indústria aeroespacial – que tem uma certa sobreposição com o setor de drones.

Especificamente no setor de Drones, talvez por ser uma área nova e que carece de números para embasar a tomada de decisão dos empreendedores, conta com mais de 50 estudos com previsões para os próximos anos.

Números de 2017

Para não dizermos que estamos totalmente ‘às cegas’, um estudo de 2017 da Geospatial World joga um pouco de luz sobre o mercado geoespacial, com alguns números atualizados, os quais são apresentados aqui de forma sintetizada.

Segundo o estudo, o valor econômico de todo o setor seria de mais de 500 bilhões de dólares, sendo os principais stakeholders os desenvolvedores de tecnologia, os provedores de dados geoespaciais, os desenvolvedores de aplicações, os pesquisadores e educadores, os formuladores de políticas públicas e, finalmente, os usuários.

A realidade no setor mostra que as rápidas mudanças nas Geotecnologias estão levando a ciclos cada vez mais rápidos de inovação, gerando também incertezas quanto ao futuro. A divisão feita pelo estudo é em relação às tecnologias:

• SIG e Análise Espacial (desktop, web, mobile)

• GNSS e Posicionamento (navegação, posicionamento indoor, mapeamento)

• Observação da Terra (imagens de satélite, aerofotogrametria, drones)

• Escaneamento (Lidar, Escaners a Laser, Radar)

A porcentagem de cada área na indústria Geoespacial gira em torno de 37% para a Observação da Terra, 33% para GNSS e Posicionamento, 17% no GIS e Análise Espacial e 13% no Escaneamento.

Especificamente no setor de GIS, o estudo prevê que deverá chegar a 14,62 bilhões de dólares em 2020 frente a 7,61 no ano passado, o que representa crescimento de 11,4% ao ano, um número excepcional se comparado ao crescimento geral da economia global.

Já no setor de GNSS eram 3,6 bilhões de equipamentos em 2014 e a expectativa é que este número chegue a 7 bilhões em 2019, ultrapassando em breve o número de um receptor por habitante no planeta.

No mercado de escaneamento 3D, a previsão e de passar de 3,41 bilhões de dólares em 2015 para 5,9 bilhões em 2022, com taxa de 9,6% de crescimento o ano, também um bom número.

As áreas de aplicações que mais se beneficiam das Geotecnologias mapeadas foram infraestruturas de transporte, desenvolvimento urbano, administração de terras, defesa, segurança, agricultura e serviços baseados em localização. Por sua vez, os benefícios mais percebidos são o aumento da eficiência, produtividade e planejamento, além de melhor monitoramento e transparência.

Por sua vez, as principais barreiras em sua adoção e uso são a alta expectativa dos clientes, mudanças frequentes em projetos, falta de mão-de-obra qualificada, burocracia, altos custos, falta de interoperabilidade, entre outros.

Tendências

numeros atualizados do mercado de Geotecnologia 300x199 Números atualizados do mercado de Geotecnologia: para onde vamos?Mas as notícias são boas pois algumas tecnologias estão direcionando o setor de Geo para que esteja mais alinhado à Indústria 4.0. São elas a computação em nuvem, a internet das coisas, o big data e a automação. Segundo o estudo, tudo isso cria novos modelos de negócios, informações em tempo real para sistemas críticos, diversificação de fontes de renda, visibilidade global e maior eficiência nas operações.

As tecnologias inovadores que devem se beneficiar das Geotecnologias nos próximos anos são os carros autônomos, dispositivos ‘vestíveis’, impressão 3D, micro-satélites, games, realidade virtual e aumentada, entre outras…

Na área de aquisições e fusões, algumas negociações recentes demonstram a força e a integração das Geotecnologias com outras áreas, como a parceria entre Bentley e Siemens, a fusão entre Geoeye e DigitalGlobe, a aquisição do Waze pela Google e, a mais emblemática, a HERE sendo controlada por grandes montadoras como Mercedez, Audi e Daimler. E as empresas ‘mapeadas’ por serem altamente dependentes de geoinformação foram LinkedIn, Facebook, Twitter, TripAdvisor, Airbnb, Amazon, Uber, dentre outras.

E o Brasil?

Para finalizar, foi criado um ranking global, baseado em 5 pilares, no qual cada país foi avaliado de acordo com sua infraestrutura e políticas públicas, capacidade institucional, nível de adoção dos usuários, capacidade da indústria e índice de ‘prontidão’ geoespacial.

Neste ranking, os mais bem posicionados são, nesta ordem: Estados Unidos, Reino Unido e Holanda.

O Brasil aparece em 28º dentre 50 países, sendo classificado como um país no qual a indústria está amadurecendo enquanto percebe os benefícios do uso das Geotecnologias.

O levantamento de números sobre o mercado, além de ser um problema pode ser encarado até mesmo como uma oportunidade, pois existem um espaço para que este setor seja melhor mapeado, principalmente em países em desenvolvimento em com imensas carências, como é o nosso.

Recado dado…

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Imagem: Pixabay

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Agro é Tech, Agro é Pop, Agro é Digital!

Por Eduardo Freitas | 19h37, 29 de Setembro de 2017

Drones, Internet das Coisas, Realidade Virtual, Machine Learning, Big Data. Estes termos, que há pouco tempo poderiam parecer de filmes de ficção científica, já estão integrados ao dia-a-dia do campo, nas fazendas mais conectadas. Mas ainda tem um longo caminho a ser percorrido. Entenda…

Nos dias 21 e 22 de setembro aconteceu em Carambeí (PR) – no meio do caminho entre Ponta Grossa e Castro, região dos Campos Gerais – um evento disruptivo para o setor de Agronegócio, o Digital Agro.

Segundo organizadores e expositores, o DigitalAgro superou as expectativas, com uma visitação qualificada e focada em negócios. E o objetivo do evento foi cumprido, de levar a transformação digital para perto do produtor rural, ao invés deste ter que se deslocar até os grandes centros para conhecer as novidades.

Na entrada da feira, uma ‘atendente virtual’ em tamanho real nos dava as boas vindas de dentro de uma tela, enquanto nos estandes havia óculos de realidade aumentada, drones e muito entusiasmo em relação às novas tecnologias do campo…

feira digital agro 2017 1024x576 Agro é Tech, Agro é Pop, Agro é Digital!

Mas, também, muitas dúvidas, como pôde-se ver no semblante de quem estava assistindo as palestras. Afinal, não é fácil ouvir que você tem que ‘esquecer’ quase tudo o que conhecia e partir para a transformação digital no campo.

IoT, Aplicativos e Novos Modelos de Negócios

Na palestra sobre Internet das Coisas (ou IoT, a sigla mais popular e ‘marketeira’), o professor Ernane José Xavier Costa, da USP, comentou sobre como as pessoas podem – e devem – ser consideradas como ‘sensores’, afinal elas enxergam, ouvem e sentem tudo o que está acontecendo no campo.

Isso vale muito também para quem atua com drones, mas vamos falar sobre esse assunto no momento certo…

Na mesma palestra foi esmiuçado o conceito de Smart Farms, que se assemelha ao já conhecido Smart Cities, mas ainda há muitos desafios a serem superados, como a desmistificação da tecnologia, a falta de padronização, a dificuldade para sair da zona de conforto. As soluções: envolver a IoT na governança e iniciar com protótipos de ideias e soluções, para só depois que os conceitos sejam comprovados, aí sim implementar em escala maior.

O palestrante da Embrapa Informática Agropecuária, Daniel de Castro Victoria, por sua vez, falou sobre como a empresa está se aproximando do usuário, através de portais e apps para quem não tem, necessariamente, conhecimentos de GIS ou sensoriamento remoto.

A imagem a seguir, compartilhada por Daniel, de como artistas em 1900 imaginaram como seria a agricultura nos anos 2000, demonstrou como a tecnologia avançou. E, se imaginarmos, hoje, como será em 2100, certamente também erraremos:

artistas imaginam agricultura nos anos 2000 Agro é Tech, Agro é Pop, Agro é Digital!

Uma das empresas de maior êxito na Agricultura estava representada na programação por Santiago Larroux, da John Deere. Segundo ele, o Brasil é privilegiado por ter sol e chuva em abundância, além de – ainda – ter grandes áreas disponíveis para cultivo.

Porém, ainda temos imensos desafios a vencer, como a baixa cobertura de rede celular, falta de mão-de-obra especializada, pouca – ou nenhuma – interoperabilidade entre diferentes formatos de dados e aversão a novos modelos de negócios.

Larroux demonstrou a importância do Brasil para a John Deere pelo fato do país ter um centro de inovação em Indaiatuba (SP), o terceiro da empresa no mundo. Nesse centro estão sendo pesquisadas soluções para resolver – ou ao menos minimizar – os efeitos da cintilação ionosférica, um problema para quem trabalha com levantamentos geodésicos de alta precisão. E finalizou dizendo que ‘a Agricultura Digital vai chegar e já está batendo na nossa porta’.

Drones e Imagens de Satélites

Na sequência foi a fez de focar nos Drones, com a palestra de de Bruno Holtz Gemignani e André Luiz Augusto Thomaz, representando a 3DGEO, com o tema ‘monitoramento agrícola com RPAS – o uso de imagens multiespectrais no auxílio à tomada de decisão”. Segundo eles, muitos ainda não se deram conta que quem faz o serviço é a câmera, não o drone, que é somente a plataforma. E valorizaram muito o diferencial de trabalhar em conjunto com o produtor e/ou a equipe técnica da fazenda.

3dgeo resultados 300x168 Agro é Tech, Agro é Pop, Agro é Digital!Segundo Bruno, é importante ser sincero com os produtores e mostrar que tem um longo caminho desde a tomada das imagens até entregar o dado processado. Também é fundamental trabalhar com equipamentos robustos, desde a plataforma (drone) até o sensor. Além disso, usando uma câmera multiespectral é possível enxergar além do visível. Com a capacidade de captar o infravermelho, é possível identificar a atividade fotossintética das plantas, algo essencial no agronegócio. Ou seja, mesmo lá do alto, é importante ter os pés no chão.

‘A transformação digital da agricultura’ foi o tema abordado por Roberson Sterza Marczak, da ADAMA, que fez questão de explicar que existe uma diferença imensa entre inovação – que gera valor – e invenção. E demonstrou que é importante, no agronegócio, ‘ouvir as plantas’ através de sensores, como por exemplo em atividades de irrigação baseada em crescimento. Para ele, os drones já viraram uma ‘commodity’ pois o que se quer saber é qual será o approach em relação aos dados gerados por eles.

E o Big Data é intensamente explorado pela empresa, como por exemplo o histórico de imagens NDVI de mais de 10 anos. Porém, na maioria das fazendas os dados e sistemas ainda são uma ‘colcha de retalhos’, que precisa ser organizada. O próximo passo é convergir todas estas tecnologias: big data, drones, IoT…

palestrantes digital agro sensoriamento 1024x452 Agro é Tech, Agro é Pop, Agro é Digital!

Palestrantes do painel de sensoriamento do Digital Agro

Inteligência Artificial

O ‘robô’ Watson, da IBM, foi desnudado por Luis Otavio Fonseca na palestra sobre conhecimento cognitivo na agricultura. Segundo ele, sistemas de inteligência artificial podem ser ‘treinados’ para diversas aplicações, como por exemplo identificar falhas de plantio em imagens de satélites. Ou, ainda, fazer com que o robô ‘dirija’ um trator com objetivo de economizar combustível.

Para Fonseca, três atores têm que estar alinhados para que a computação cognitiva tenha sucesso no agro: produtor, gerente da fazenda e cientista de dados.

Já Bruno Pezzi Figueiredo, da SGS / Unigeo, mostrou uma visão inovadora nos processos de precisão na agricultura e trouxe um termo atualizado, que é a ‘nutrição de precisão’. Enfatizou também a importância de se coletar e usar dados de qualidade, sejam eles geoespaciais ou não. E a interdisciplinaridade e os recursos humanos foram valorizados, já que na Unigeo há pelo menos 40 programadores, 50 profissionais de geo e um time de agrônomos.

O representante mais emblemático do setor de Geotecnologia no evento foi Abimael Cereda Junior, da Imagem, que desmistificou as ideias de que GIS é caro ou complexo, e complementou dizendo que agricultura sempre foi big data, desde os primórdios da humanidade, e que sempre se lidou com o estado-da-arte da tecnologia. Comentou, ainda que o termo ‘com o uso de Geoprocessamento’ não existe no agro, pois é inerente ao setor que se trabalhe com dados e análises geoespaciais. Finalizou comentando que o WebGIS permite focar nos problemas de negócio e que Geo é o que une todas essas questões, integrando tudo numa base única.

Agro é Digital!

Diferentemente de anos atrás, quando uma feira de Agronegócio contava basicamente com defensivos agrícolas e produtos químicos, nesta não havia nenhum estande com este foco.

Pelo contrário, os produtores já viram que a solução para maximizar ganhos e diminuir custos no campo está no digital.

Chegou a era do Digital Agro!

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Blockchain e Geotecnologia: vem aí (mais) uma revolução

Por Eduardo Freitas | 22h24, 21 de Setembro de 2017

Confiança, imutabilidade, transparência: características que todo profissional do setor de Geo gostaria de ver para seus dados. Com a integração de Blockchain e Geotecnologia, vem aí (mais) uma revolução. Entenda…

Você já usou bitcoins para pagar por algo? Cadastrou sua carteira (wallet) online ou física? Já conhece o protocolo FOAM para transação de dados geo? É bom ficar por dentro, pois o mundo depois da tecnologia Blockchain nunca será como antes.

A Geoinformação sempre fez bom uso das tecnologias computacionais, desde as bases de dados até o armazenamento e análises na nuvem. Além disso, as tecnologias geoespaciais estão a cada dia mais sendo integradas a sistemas como ERPs, CRMs e por aí vai…

Dessa forma, é apenas questão de tempo para que possamos incorporar também a tecnologia Blockchain.

O termo “chain” é a cadeia de transações, como se fossem entradas em uma espécie de livro caixa, mas esses ativos podem ser desde dinheiro até imagens, mapas, documentos… Enfim, qualquer coisa que possa passar de uma pessoa a outra de forma online. Hoje, o que acontece é a transação entre tokens contendo somente os metadados dos ativos. Já o envio físico do ativo ocorre de forma separada.

Por sua vez, o termo “block” refere-se ao agrupamento das transações relacionadas entre si. Uma forma de visualizar a Blockchain é imaginar entradas em um livro contábil, onde todas as transações entram na sequência em que ocorrem.

blockchain e geotecnologia 300x221 Blockchain e Geotecnologia: vem aí (mais) uma revoluçãoExistem algumas diferenças sensíveis em relação a uma base de dados tradicional. Blockchains são abertas para todos os membros, assim como os registros das transações. Não há uma administração central, por ser uma rede ponto-a-ponto. Cada transação que entra na Blockchain é verificada e aprovada por consenso entre os membros da rede. Por outro lado, há “validadores” – chamados de mineradores – que podem revisar e validar transações.

Confiança e Imutabilidade

As duas características chave da tecnologia Blockchain são confiança e imutabilidade. A confiança é sobre a qual toda negociação acontece, enquanto a imutabilidade é a garantia de que um registro ou transação não pode ser modificado ou apagado. Quando um membro faz uma transação, data e hora são estampados e uma chave é gerada pelo computador, usando a chave privada do membro da rede. Cada transação subsequente também terá estampada seus dados (data, hora, chave).

Por isso, eu sugiro fortemente que, se você ainda não fez isso, crie uma carteira (wallet), no início online, e quando se sentir confortável com esta tecnologia, tenha uma carteira física. Tem vários serviços de carteiras online, as quais têm a finalidade básica de estocar bitcoins, mas que você pode usar para qualquer tipo de ativo. Já as carteiras físicas são como pen-drives ou tokens, válidas para quem precisa guardar valores maiores.

Hoje, em uma transação tradicional, duas partes que não se conhecem precisam de um intermediário em quem confiem, para que possam trocar ativos entre si. Um banco, por exemplo.

Em uma Blockchain, esse intermediário é substituído por uma rede ponto-a-ponto na qual a autorização e a validação das transações é feita através de um processo de consenso entre seus membros.

Ou seja, saem os intermediários e entra a troca direta!

Já imaginou onde isso pode dar? Desde a compra/venda de dados geoespaciais até mesmo o voto em políticos, já temos tecnologia para eliminar quem está entre as pessoas e tornar o fluxo de informação muito mais transparente. Mas, então, quais as barreiras para que isso aconteça?

Em alguns casos, ainda é preciso que haja um controle central, garantia de confidencialidade, rápida performance e alta escalabilidade. Num caso como este, ainda faz sentido se pensar em bases de dados. Um exemplo é o SINTER – Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais -, da Receita Federal, que está sendo desenvolvido baseado em conceitos de bases de dados.

Público x Privado

Existem dois tipos de Blockchains: pública e privada. A implementação mais conhecida de uma Blockchain pública é a moeda digital bitcoin. Neste caso, um membro tem que configurar uma carteira, à qual o sistema atribui uma chave privada. A partir disso, o membro já pode interagir com a rede e usar bitcoins para pagar por bens, serviços, dados, documentos e o que mais você puder imaginar.

Já uma Blockchain privada pode ser implementada por uma instituição, tal como órgãos governamentais ou empresas, com número restrito de usuários e entrada somente através de convite. Ainda que outros membros possam ver a transação, eles não podem participar dela. As regras podem ser facilmente alteradas pelos administradores e os mineradores são certificados pela instituição.

E onde entra o Blockchain na Geotecnologia?

Existem várias áreas onde a tecnologia Blockchain pode ser usada, mas destacam-se duas: transações territoriais e repositórios de dados.

Hoje, no caso de negócios envolvendo imóveis, em regra não há confiança estabelecida entre duas partes que estão envolvidas e existe necessidade de transparência em relação aos dados. Por isso, existe uma parte que é o registro de imóveis para fazer a intermediação.

Porém, com Blockchain essa parte poderia simplesmente ser eliminada. E isso já está sendo testado em vários países, como Ucrânia, Estônia, Honduras, Georgia, Gana e Suécia (esta última está implementando um projeto piloto).

No Brasil, convivemos com erros e inconsistências em registros de terras, e ainda que as tecnologias geoespaciais tenham tido um grande impacto na digitalização de mapas e implementação de geoprocessamento, as transações de dados relativos a imóveis tende a perder sincronismo, pois constam em várias bases.

Uma implementação que integra Geotecnologia e Blockchain é o FOAM, um protocolo aberto para o mercado de dados geoespaciais na blockchain Ethereum. O FOAM associa “coordenadas” espaciais criptografadas a contratos e estes a endereços físicos. Como se sua carteira tivesse um “layer espacial” e seu dinheiro fosse creditado ou debitado em função de sua localização.

Um exemplo poderia ser o uso de transporte público, no qual um ônibus identificaria a posição geográfica dos pontos de entrada e saída do usuário no veículo e cobraria somente a distância que ele percorreu. Outro exemplo seria estocar dados geoespaciais em função de sua localização e cobrar pelo seu uso somente quando a pessoa estiver naquele local.

Para ajudar, fizemos um infográfico explicando como seria uma transação entre duas pessoas, que não se conhecem, mas que intercambiariam dados e valores sem necessidade de um intermediário:

infografico blockchain 409x1024 Blockchain e Geotecnologia: vem aí (mais) uma revolução

Então, quando usar Blockchain?

Uma organização que precise trabalhar sem intermediários, onde os membros não necessariamente se conheçam suficientemente para terem confiança entre eles, numa rede que requeira abertura e transparência sobre as transações, seria uma séria candidata à implementação de Blockchain.

A tecnologia Blockchain já é realidade e veio para ficar. É uma rede imensa, distribuída globalmente, acessível por qualquer aparelho e onde qualquer coisa de valor – informação, dinheiro e até mesmo votos – pode ser movida, guardada e gerenciada de forma segura e transparente. Pois é, vem aí (mais) uma revolução…

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Retrospectiva Geo e Drones 2016

Por Eduardo Freitas | 13h00, 29 de Dezembro de 2016

Aproveite esta pausa e a virada no calendário pra desligar um pouco do trabalho, aproveite o tempo com família e amigos, pra então voltar com tudo em 2017…

Mas de nada adianta pular 7 ondas, fazer promessas de ano novo e depois ser novamente “engolido” pela rotina.

unnamed 300x187 Retrospectiva Geo e Drones 2016Então a dica que eu tenho é:

Anote suas metas para o próximo ano e foque em duas ou no máximo três.

De nada adianta ter uma lista de dez itens e não cumprir nenhum. Escolha duas metas que vão fazer a diferença na sua vida, registre por escrito e concentre seus esforços pra alcançá-las.

Aproveito este contato pra registrar aqui a Retrospectiva de 2016 (o critério que usei foi de notícias mais visitadas ao longo do ano no GEOeduc, DroneShow e MundoGEO).

Vale a pena relembrar tudo o que aconteceu neste ano louco:

Janeiro

Análise exclusiva: veja as diferenças e semelhanças entre o ArcGIS Earth e o Google Earth Pro

Geo na Escola: A utilização de maquetes na explicação de escalas numéricas e gráficas

Vídeo do mini-curso sobre cartografia temática e como um bom mapa pode fazer a diferença

Conheça as novas instruções do Decea para uso de Drones no Brasil

Instituto de Pesquisas Espaciais da Índia se prepara para substituir o GPS

Fevereiro

Geo na Escola: A utilização de maquetes para a explicação de relevo e curvas de nível

Veja como usar estilos de superfícies no AutoCAD Civil 3D para representação de terrenos

Geo na Escola: Veja como fazer modelização 3D de edificações usando SketchUp Make

Número de Drones registrados nos EUA chega a 300 mil

Observatório das Metrópoles disponibiliza 70 livros para download gratuito

Disponível o novo ArcGIS 10.4 com destaque para a Visualização de Dados e Resiliência Corporativa

Março

Análise: nova postura do Incra nos processos de Georreferenciamento e Certificação de Imóveis Rurais

Guia Definitivo do CAR: tudo que você precisa saber para fazer o cadastro corretamente e dentro do prazo

Geo na Escola: Veja como utilizar realidade Virtual com os aplicativos e jogos do Google Cardboard

Saiba tudo sobre a Certificação e Homologação de Drones para Anatel

IBGE divulga a Grade Estatística e Atlas Digital Brasil 1 por 1

CREA-PR disponibiliza caderno técnico de Cadastro Territorial

IBGE aplica o MAPGEO2015 para rever as altitudes de sete pontos culminantes

Abril

GEOeduc atualiza seção de conteúdos gratuitos sobre Geotecnologia com mais de 60 arquivos para você baixar

Geo na Escola: Cartografia Inclusiva – entenda como elaborar mapas táteis e sonoros

Após 1 Ano da liberação do Google Earth Pro gratuito, veja aproveitá-lo ao máximo em seus projetos

Lançamento: Horus anuncia novo Drone para mapeamento

Equipe Black Bee Drones confirma presença no DroneShow

Finalistas dos Prêmios DroneShow e MundoGEO#Connect 2016

IBGE lança o Perfil dos Municípios Brasileiros

EUA e Exército Brasileiro irão compartilhar dados geoespaciais

Maio

História da Agrimensura: desenhando os rumos da História Americana através da Topografia

Arrumando a casa: entenda como será o projeto Geo na Escola a partir de agora

CAR é prorrogado até 2017 para propriedades até 4 Módulos Fiscais, entenda como fica

Conheça os Espaços de Trabalho do AutoCAD e entenda mais sobre as ferramentas SIG no Civil 3D

Geo na Escola: Saiba como gerar um mapa de localização do seu município no Google Earth Pro

Estudo revela que o mercado global de Drones pode chegar a 127 bilhões de dólares

XMobots e Geo Agri lançam Drones para pulverização de lavouras

Conheça os ganhadores do Prêmio MundoGEO#Connect e DroneShow 2016

Exército Brasileiro lança especificação para mapeamento topográfico de grandes escalas

Junho

Disponível vídeo e pdf do mini-curso online Introdução ao Georreferenciamento de Imóvel Rural

Conheça ferramentas de Topografia no AutoCAD Civil 3D: Guia Survey e Description Keys

Geo na Escola: Você já ouviu falar de RPG na sala de aula? Ele pode ajudar você no ensino da geografia

Santos Lab desenvolve novo Drone para cumprir missões distantes

FAA libera a primeira legislação dos Drones nos Estados Unidos

Unifei oferece novo curso presencial de Pós-Graduação em Drones

Temer prorroga CAR até o fim de 2017 para todas as propriedades. Veja o que muda

Secretaria de São Paulo disponibiliza mapeamento de áreas urbanas para gestores públicos

IBGE lança Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 com mapas interativos e caderno temático sobre indígenas

Julho

Pokémon Go: entenda os detalhes técnicos por dentro do jogo e a Geotecnologia envolvida

Geo na Escola: Conheça agora o ambiente online Geocraft – o Minecraft da vida real

Trilha de Aprendizagem em Topografia: registre-se e garanta 10 dias de conteúdo 100% gratuito

Software Drone2Map 1.0 para ArcGIS já está disponível. Confira!

Comunidade envia carta à ANAC e cria abaixo assinado pela regulamentação dos Drones

Aplicativo DJI GO agora inclui sistema de Geofencing para drones. Entenda

Satélite de altíssima resolução Kompsat-3A entra em operação comercial

IBGE lança Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 com mapas interativos e caderno temático sobre indígenas

Google Earth atualiza base de imagens do mundo e Brasil ganha mais detalhes. Confira!

Agosto

Check-list grátis: Trabalhando com Equipes de Sucesso

Já está disponível vídeo e pdf do mini-curso online Introdução ao CCIR. Assista agora!

Disponível vídeo e pdf da palestra online sobre GeoIncra e CCIR: Dificuldades e Soluções

Abaixo-assinado pela regulamentação dos Drones alcança a meta

Pós-graduação Drones em Aplicações Civis e Comerciais abre inscrições

Maior fabricante de drones do Mundo apresenta novidades para o setor

Leica apresenta seu mais novo sensor GNSS: o Leica Viva GS16

Tutorial: Importe arquivos SHP e salve como KMZ no Google Earth

Prorrogado o prazo para vinculação dos dados cadastrais de imóveis rurais

Setembro

Entenda como você pode fazer exportação de arquivos do Civil 3D para o Google Earth

Gestão Territorial: Conheça a nova trilha para atuar na área e inscreva-se agora mesmo

Assista agora o replay onde você entenderá como escolher o drone ideal para seu projeto

Conheça o DOBBY, o Drone tamanho de bolso para fotografia aérea

DJI lança seu novo drone compacto e dobrável: conheça o Mavic Pro

A espera acabou! GoPro lança em outubro o seu primeiro Drone Karma

Autodesk antecipa o futuro com novidades para o setor de Geotecnologia

IBGE disponibiliza o novo Mapa Político do Brasil versão 2016. Confira

Aprovada a Lei que prorroga o Cadastro Ambiental Rural. Confira os novos prazos

Outubro

Conheça as funcionalidades da Topografia no AutoCAD Civil 3D

Disponível vídeo e pdf da palestra online com uma Introdução ao Sensoriamento Remoto. Assista!

Assista agora mesmo o replay da palestra SIG ao Alcance de Todos com Global Mapper

Replay do webinar: Raio-X do Setor de Drones

Artigo: você sabe quem regulamenta o setor de Drones no Brasil?

Baixe o eBook gratuito sobre como fazer Aerofotogrametria com Drones

Ministério Público Federal recomenda que seja dada transparência ao CAR

CAU disponibiliza nova interface Geo para consulta a dados públicos

Satélite PeruSat-1 envia suas primeiras imagens. Confira!

Incra realiza auditoria em certificações de imóveis rurais de todo o Brasil

Novembro

Entenda como a eleição de Trump nos EUA pode impactar o setor de Geotecnologias e Drones

REPLAY: Veja neste vídeo como fazer 10 processamentos com o software Global Mapper 18

Instituto GEOeduc lança 10 novos mini-cursos de Geotecnologia e Drones. Confira!

Conheça o e-book “Piloto de Drone, uma Profissão de Futuro” e garanta já o seu!

DJI anuncia lançamento dos drones Phantom 4 Pro e Inspire 2. Confira!

Novo curso online de Aperfeiçoamento em VANTs e Drones com 88 horas de duração

IBGE divulga novo Mapeamento de Recursos Naturais. Confira!

Georreferenciamento e certificação de imóveis acima de 100 ha passam a ser obrigatórios

Lançada versão 2.18 do software livre QGIS. Confira as novidades!

Exército Brasileiro produz dados para cobrir vazio cartográfico na Região Sul do país

Dezembro

MMA disponibiliza dados das propriedades registradas no CAR. Veja como andam os cadastros!

Assista o replay da Palestra Modelagem Geográfica na Avaliação Ambiental

Lançamento: novo Combo de cursos online de Introdução às Geotecnologias

Aplicativo DroneShow inicia cadastramento de empresas

Decea reúne operadores de drones para orientações sobre normas de voo

Amazon realiza primeira entrega de forma autônoma com drone

Terracap abre concurso com 423 vagas para nível médio e superior

IBGE apresenta versão atualizada da Base Cartográfica Contínua do Brasil

Disponível novo Módulo de Consulta Pública aos dados do CAR

Mapa online interativo sintoniza rádios ao redor do globo

Bastante coisa, não é mesmo?

Lembre-se que tudo acontece duas vezes… Primeiro, na mente de quem sonhou com algo, e depois quando o sonho se realiza.

Neste fim de ano, sonhe, mas no início do ano, execute.

Feliz 2017!

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That’s great! It starts with an earthquake, birds and snakes, an aeroplane, Lenny Bruce is not afraid. Eye of a hurricane, listen to yourself churn… e por aí vai. O mundo – como o conhecemos – está prestes a acabar. E isso é bom…

O parágrafo acima é o início da música It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine), do R.E.M. que diz mais ou menos o seguinte: “é o fim do mundo como o conhecemos (e eu me sinto bem)”.

A canção é de 1987 (!), mas em tempos de drones, realidade virtual e inteligência artificial, está a cada dia mais atual.

Recentemente, no dia 31 de outubro de 2016 estive no lançamento do livro “Incansáveis”, do autor Maurício Benvenuti, que vive no Vale do Silício há 2 anos e contou várias histórias de tecnologias disruptivas que estão destruindo modelos de negócios obsoletos (ou “sedentários”, como ele comenta no livro).

Muitas das previsões que ele mostrou – e que agora estão se confirmando – eu já vinha abordando em algumas palestras sobre tendências das Geotecnologias: drones, veículos autônomos, impressão 3D, internet das coisas…

O que há pouco tempo parecia ficção científica, já está acontecendo!

Veja como exemplo o que aconteceu semana passada, que foi tratado como um mega-evento: um caminhão, nos EUA, fez a primeira entrega de cervejas de modo totalmente autônomo!

A empresa de veículos autônomos Otto – comprada recentemente pela Uber – deslocou um caminhão por 120 milhas sem ninguém na direção. Um motorista profissional estava presente só para monitorar a viagem, como você pode conferir neste vídeo:

Coincidentemente, alguns destes assuntos foram abordados no meu editorial da última edição (88) da revista MundoGEO – que já chegou para os assinantes -, o qual registro a seguir na íntegra:

“O fim do mundo está próximo!

Sim, você leu direito. O mundo – como o conhecemos hoje – está prestes a acabar. E isso é bom…

Que a tecnologia está avançando rapidamente, não é novidade para ninguém. Porém, a velocidade com que a tecnologia avança está acelerando cada vez dia após dia. Percebe a diferença? Ou seja, além de nos acostumarmos com mudanças, temos que nos adaptar a elas de forma cada vez mais rápida, ou então ficaremos para trás.

Vamos usar como exemplo o setor de Geotecnologia e Drones. Faz uns sete anos que começamos a falar sobre Drones na revista MundoGEO, quando se falava somente de asa fixa e havia uns poucos modelos no mercado. Uns dois anos depois, o assunto entrou em nosso evento MundoGEO#Connect como um seminário a parte, e também criamos uma seção no portal MundoGEO sobre o assunto, mas as fontes de dados eram poucas e as novidades esparsas.

Fazendo um corte rápido para os dias de hoje, agora os Drones têm uma revista e evento próprios (DroneShow), aplicações inovadoras surgem todo dia, e temos que “correr atrás do prejuízo” para não perdermos nada que acontece neste setor. Além disso, grandes empresas como a PwC já estão mapeando este mercado, e grandes marcas como GoPro estão entrando com força total.

Este é somente um exemplo entre vários de intenso avanço tecnológico, como GNSS, Sensoriamento Remoto, GIS… Temos outros de áreas que nem eram citadas há alguns anos – a não ser entre pesquisadores – que são o Big Data, Smart Cities, veículos autônomos… Eu mesmo tenho uma palestra “pronta” na qual abordo o estado-da-arte em Geotecnologias e as tendências que vêm por aí, que se eu não atualizar a cada seis meses, já fica “velha”.

Hoje, o que eu considero como “tendência” para as Geotecnologias é, na verdade, a integração de várias tecnologias que já são realidade, hoje, mas que vão revolucionar nossa forma de trabalho nos próximos anos. Junte a popularização da internet das coisas, impressão 3D, realidade aumentada, e teremos um adorável mundo novo pela frente…

Para quem ficar parado no tempo, este novo mundo será algo tão assustador quanto o uber é para os taxistas. Novos modelos de negócios e formas de trabalho estão surgindo para quem estiver disposto a pagar o preço e aproveitar estas novas oportunidades. Você vai pagar este preço?

Gostaria muito de saber sua opinião sobre tudo isso. Envie para eduardo@geoeduc.com que eu vou ler e responder todos os comentários, além de registrar alguns na próxima edição da revista.

Vejo você do outro lado…”

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Publicado originalmente no Blog GEOeduc

 


 

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einstein 150x150 Infográfico: A Teoria da Relatividade de Einstein e suas implicações nas Geotecnologias

Você sabia que o relógio do seu smartphone “bate” mais rápido do que o que está a bordo de um satélite GPS? A principal implicação da Teoria da Relatividade de Einstein nas Geotecnologias é a diferença entre o tempo marcado na Terra e o que é contado nos satélites, já que estes viajam a velocidades extremamente altas.

Pela Teoria da Relatividade de Einstein, já amplamente comprovada, o tempo passa mais devagar para quem viaja mais rápido (mas não pense que correndo de carro a 150 por hora você vai viver mais .. muito pelo contrário). Os Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS, na sigla em inglês) – como o norte-americano GPS, o russo Glonass, o europeu Galileo e o chinês Beidou – já compensam esse “atraso” para o usuário final, seja em equipamentos de alta precisão ou smartphones.

Confira no infográfico a seguir (em inglês) a Teoria da Relatividade de Einstein explicada item por item:

 Infográfico: A Teoria da Relatividade de Einstein e suas implicações nas Geotecnologias

Source SPACE.com: All about our solar system, outer space and exploration.

Parece loucura .. e é mesmo, mas tudo cientificamente comprovado icon wink Infográfico: A Teoria da Relatividade de Einstein e suas implicações nas Geotecnologias

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Semana Geo, Workshop Anac e Mudanças no Setor

Por Eduardo Freitas | 20h29, 19 de Setembro de 2013

E seguimos com a série de vídeos com os destaques da semana no setor de geotecnologia. Na última sexta-feira nós gravamos um vídeo com o balanço da Semana de Webinars MundoGEO, que aconteceu de 9 a 13 de setembro e reuniu 7.125 inscritos de quase 40 países.

As nações com maior número de participantes – além do Brasil, é óbvio – foram: Peru, Colômbia, Argentina, México, Portugal, Espanha, Equador, Bolívia, Chile, Venezuela, Uruguai, Paraguai, Costa Rica, Moçambique, Honduras, Angola, Estados Unidos, Guatemala, Alemanha, El Salvador, Itália, República Dominicana, França, Bulgária, Bélgica, Panamá, Romênia, Jamaica, Indonésia, Canadá, Belize, Nigéria, Nicarágua, Austrália e Gabão, entre outros.

Foi realmente uma “maratona” de seminários online, mas valeu a pena tanto pela quantidade de pessoas que conseguimos reunir ao longo da semana, como também pela qualidade das apresentações e também dos questionamentos feitos pelos participantes. Alguns arquivos (pdf e vídeo) já estão disponíveis no hotsite de cada webinar. E algumas empresas estão inovando, com a inclusão também do histórico de todas as perguntas e respostas feitas durante e após cada evento.

Workshop Anac

E na semana anterior o destaque foi o Workshop sobre VANTs realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no qual esteve presente meu colega Alexandre, que fez uma análise do que viu por lá:

E na mesma semana, o Emerson Granemann (diretor e publisher da MundoGEO) gravou este vídeo que inaugura a série “MundoGEO Café”, com sua opinião sobre o que deve mudar no setor de geotecnologia para que o mercado se desenvolva:

Lembrando que está aberta somente até essa sexta-feira (20 de setembro) uma pesquisa online na qual solicitamos que a própria comunidade indique quais são os temas estruturais e fundamentais para valorizar, fortalecer e proporcionar um crescimento sustentável do setor de geomática no Brasil.

O que você achou dos vídeos? Não esqueça de deixar um comentário e se inscrever no Canal MundoGEO para receber os vídeos em primeira mão!

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Feliz Ano Novo!?!

Por Eduardo Freitas | 11h04, 03 de Março de 2012

Todo ano faço esta brincadeira, mas parece que o ano só começa depois do Carnaval mesmo. Aqui em Curitiba, até um Réveillon fora de época vai acontecer neste sábado (3/3) para comemorar o “início oficial do ano”.

Aqui no MundoGEO, estamos trabalhando a todo vapor desde o início do ano, já lançamos a nova revista MundoGEO em formato impresso e digital, já estamos com a versão em espanhol praticamente pronta, a programação completa do MundoGEO#Connect LatinAmerica está quase finalizada, mas parece que algumas coisas “destravaram” somente com a passagem de fevereiro e do Carnaval.

Os webinars, por exemplo, só começaram com o evento de semana passada, sobre detecção de mudanças com Erdas Imagine e imagens RapidEye, que foi um sucesso de inscrições e participação. Agora as empresas já estão agendando seus webinars para 2012 e também estamos lançando uma nova modalidade, com seminários online com inscrição paga. O primeiro será sobre práticas para certificação rápida e legal de imóveis rurais. Além disso, estamos em negociações avançadas para em breve realizar também nosso primero webinar em espanhol.

A feira do MundoGEO#Connect LatinAmerica, que vai rolar de 29 a 31 de maio em Sampa, também estava meio “enrolada”, mas com o “início oficial do ano” as coisas mudaram muito e a procura por estandes está bombando. Empresas que não tinham nos procurado, do Brasil, EUA e até da China, já entraram em contato e reservaram ou contrataram seus espaços.

Oportunidades de trabalho

A oferta de vagas também bombou na última semana. Se antes do Carnaval o MundoGEO publicava, no banco de oportunidades, uma vaga a cada dois dias, na semana passada foram praticamente duas vagas por dia, com empresas entrando em contato frequentemente conosco para divulgar seus novos postos de trabalho. Veja o resumo com as vagas da semana, que é publicado toda sexta-feira.

Enfim, escrevi tudo isso para desejar a todos um Feliz Ano Novo!

Atualização em 4/3: 20 mil pessoas estiveram ontem no revellion fora de época!

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Tabela de GeoEventos

Por MundoGEO | 16h16, 01 de Março de 2010

O Luiz Amadeu Coutinho, em mais um de seus serviços à comunidade de geotecnologia, criou uma tabela com os próximos eventos do setor.

Além de acessar a tabela, é possível ver os eventos em um mapa global. Todos os registros podem ser atualizados diretamente na tabela online, neste link. Acessei a tabela hoje e já havia 85 eventos cadastrados.

O Portal MundoGEO tem uma agenda de eventos, não tão completa, que pode ser acessada aqui.

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Dica de Blog: Sadeck Geotecnologias

Por MundoGEO | 18h24, 26 de Agosto de 2009

Não sei como o blog do Sadeck ainda não constava nos links aí do lado direito do GeoDrops. O lema do blog é: Geotecnologias, isso em primeiro lugar, serve para planejar. 

Sadeck trabalha no Centro Regional de Belém no Sistema de Proteção da Amazônia SIPAM-CR-BE. É formado em geodésia e cartografia pelo CEFET-PA, graduado em geografia pela UFPA e cursando especialização em geotecnologias no IESAM. Tem experiência na área de geografia, com ênfase em geografia fí­sica.

No blog, fala sobre geoprocessamento, sensoriamento remoto e cartografia, entre outros assuntos.

Se você tem uma sugestão de site ou blog, envie para e d u a r d o @ m u n d o g e o . c o m (sem os espaços).

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

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