October | 2013 | Latitude

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Legislação: Carga tributária, Vants & Drones, Ministério da Defesa

Por Emerson Zanon Granemann | 13h35, 17 de Outubro de 2013

De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Legislação”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Legislação: Carga tributária, Vants & Drones, Ministério da Defesa:

O primeiro ponto deste tema é a necessidade de uma revisão imediata na carga tributária que onera os equipamentos topográficos, geodésicos e fotogramétricos que não tem similaridades nacionais. Tais valores dificultam que as empresas e profissionais se atualizem, e com isso possam obter maior  produtividade, qualidade  e oferecer serviços mais baratos para os usuários.

Considerando os dados obtidos por  Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs ou Drones) para mapeamento, está sendo muito necessária a finalização da legalização dos levantamentos para fins comerciais. Com certeza esta plataforma veio para somar as imagens de satélite  e a aerofotogrametria clássica. Mas as noticias são boas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) prometeu até 2014 liberar esta legislação.

Por fim, nos parece fundamental uma urgente modernização da legislação de serviços de mapeamento do Ministério da Defesa. As empresas do setor tem se preocupado com a demora das licenças para a execução dos aerolevantamentos. Outra preocupação é a tentativa do Ministério de querer controlar e catalogar as informações obtidas no Brasil, que são muitas, por imagens de satélites e, no futuro, por VANTs. Nos tempo atuais, parece difícil implementar estas ações, a prioridade deveria ser outra. Além disso, outro ponto importante é rever os critérios para as empresas se cadastrarem no Ministério, visando se habilitar para a realização de trabalhos. A chave nesta questão é a atualização da legislação à luz das demandas por agilidade e por tipos de produtos diferentes, associado a uma rapidez muito grande das tecnologias. Dados geográficos hoje são menos de segurança nacional e mais de suporte ao crescimento do Brasil.

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Mercado: Pregão eletrônico, Qualidade dos projetos, Mapeamento do setor

Por Emerson Zanon Granemann | 20h29, 04 de Outubro de 2013

De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Mercado”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Mercado: Pregão eletrônico, Qualidade dos projetos, Mapeamento do setor:

A palavra chave aqui é “qualidade” dos serviços por preços justos que permitam aos usuários receberem produtos e serviços que lhes atendam, às empresas obter  resultados do capital investido para reinvestir e crescer. Dois pontos são destaque. Primeiro, a modalidade de escolha de serviços por pregão eletrônico, o chamado “leilão”. Esta opção tem suas vantagens, incluindo a compra de produtos e dados do setor, mas pela legislação que a criou, não deveria ser usada para contratação de serviços de engenharia, como muitos trabalhos de mapeamento, por exemplo. Na nossa opinião, este assunto precisa ser melhor tratado, até porque ele é unanimidade em todos os estado brasileiros.

Outra questão relacionada apresenta um certo despreparo, em muitos casos, na especificação do projeto e do acompanhamento da sua execução. Neste caso, esta falha compromete não são a forma de seleção da melhor proposta, como também na garantia de recebimento de um resultado de qualidade. A solução passa pela melhor qualificação dos profissionais que atuam nas empresas privadas e públicas, contratantes para quem não tem equipe interna preparada. Uma opção é o uso de consultorias especializadas ou convênios com universidades. O cuidado a ser tomado nestas opções é que os profissionais  tenham neutralidade, estejam atualizados com os avanços tecnológicos e procurem entender o que o usuário realmente precisa de acordo com sua disponibilidade  de recursos.

E por fim, para que esta relação “produtores x usuários” ganhe consistência, falta um real conhecimento da cadeia produtiva do setor, os tipos de empresas, o perfil dos seus colaboradores e as demandas dos usuários . Todo setor econômico que se preze tem dados econômicos e de empregabilidade. Na área de Geomática isto já se tornou um mito, ninguém sabe. Desta forma fica mais difícil o setor empresarial se planejar e a comunidade como um todo mostrar sua força e promover melhorarias  institucionais. Afinal qual é tamanho deste setor? Quantos profissionais emprega? Quanto movimento de recursos e quais as demandas anuais por serviços e produtos?

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  • Emerson Zanon Granemann
    @emersonzanongranemann
    Engenheiro Cartógrafo pelo UFPR. Fundador e CEO da MundoGEO. Idealizador dos eventos MundoGEO#Connect e DroneShow. Coordenador do Fórum Empresarial de Geotecnologias e do Forum Empresarial de Drones.

    Engenheiro Cartógrafo pelo UFPR. Fundador e CEO da MundoGEO. Idealizador dos eventos MundoGEO#Connect e DroneShow. Coordenador do Fórum Empresarial de Geotecnologias e do Forum Empresarial de Drones.

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