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Seção do Leitor

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Este espaço é reservado para auxiliar usuários de equipamentos e softwares de diversos campos da geotecnologia a resolver problemas e solucionar dúvidas. As perguntas e respostas abaixo foram escolhidas por terem sido freqüentemente vistas em listas de discussão, grupos e fóruns na web nos últimos meses.

Dúvida: Qual a taxa de rastreamento a ser adotada nos receptores GPS para transporte de coordenadas da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC)? Podem ser usadas taxas diferentes, como dez ou sete segundos ?
Solução: A taxa de gravação dos dados da RBMC é de 15 segundos. No caso do GPS ser configurado para outras taxas, há perda de épocas. Com taxa de dez segundos serão perdidas as de 15 segundos, 45 segundos e assim por diante. Com taxa de sete segundos a sincronização é mais difícil, sendo a primeira somente com 105 segundos. O ideal é configurar para cinco ou quinze segundos, para não perder nenhuma época.

Dúvida: É possível utilizar dados provenientes de cartas topográficas produzidas pelo IBGE ou pelo IGC no georreferenciamento de imóveis rurais?
Solução: A norma é clara quanto a este assunto. Para áreas alagadas, com cobertura de mata protegida por lei ou em pontos inacessíveis pode-se utilizar coordenadas de cartas existentes. Uma opção para obter melhores resultados é efetuar pontos de controle por GPS ou estação total, a fim de confirmar coordenadas de alguns pontos notáveis da carta.

Dúvida: É recomendável trabalhar apenas com um receptor GPS L1/L2, primeiro efetuando o transporte de coordenadas e depois rastreando os vértices do perímetro de uma propriedade?
Solução: Pode-se usar o receptor em cada ponto e calcular as coordenadas utilizando os dados da RBMC do mesmo dia. Utilizando L2, a precisão obtida pode chegar a menos de 50 cm, dependendo do horário e do local. Em um trabalho relatado foi feito transporte para apoio básico com quatro horas de rastreio, processado pela RBMC, sobre um marco de primeira ordem do IBGE e efemérides transportadas, e obteve-se acurácia melhor do que 10 cm. Esse tipo de configuração não é recomendada em função do baixo desempenho operando com apenas um receptor GPS. A configuração ideal seria utilizar alguns receptores L1 em conjunto com a base L1/L2, transportada utilizando um interva-lo de aproximadamente doze horas usando duas bases da RBMC.

Dúvida: Após coletar os dados com um receptor L1/L2 e determinar as coordenadas de uma base dentro de uma propriedade A, para fazer o georreferenciamento de uma propriedade B próxima e usar a mesma base, é necessário rastrear novamente a base da propriedade A ou pode ser feito o trabalho da propriedade B com os dados da base da propriedade A?
Solução: É possível fazer somente um rastreio de base, no caso na propriedade A, desde que se anexe ao projeto todo o processo de ajustamento do trabalho realizado para a base da propriedade A no trabalho realizado para a propriedade B. Porém, o vértice mais afastado da propriedade B, em relação à base da propriedade A, não deve estar a uma distância maior do que 20 km.

O objetivo das respostas dadas não foi esgotar o assunto, mas apresentar dicas simples para questões corriqueiras enfrentadas por profissionais da área.Para questões mais complexas o melhor sempre é consultar um especialista com experiência na área.

Se você tem alguma dúvida técnica ou mesmo outras alternativas para resolver os problemas apresentados nesta sessão, envie um email para lista@mundogeo.com  

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