Um novo método de detecção e vigilância do mosquito transmissor da dengue foi testado com sucesso no Recife. O trabalho é resultado da parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Fiocruz, através do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde da ENSP e do Departamento de Saúde Coletiva do CPqAM – Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães.
Para a análise da eficácia do novo sistema, foram realizadas coletas em diferentes localidades diversas do Recife. As coletas contínuas renderam mais de quatro milhões de ovos depositados em 464 armadilhas-sentinela, chegando a 98,5% o índice geral positivo de capturas. A contagem de ovos tornou possível a identificação de pontos onde a população do vetor é consistentemente concentrada durante o tempo, determinando as áreas que devem ser consideradas como de alta prioridade para atividades de controle.
Um mapa mostra os locais onde foram contados mais ovos da fêmea Aedes. Somado a dados cartográficos, socioambientais e epidemiológicos, é possível ter um eficiente sistema de alerta e controle da doença para que os órgãos públicos possam intervir antes de surtos se transformarem em epidemias.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Inpe
