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Inpe participa de pesquisa sobre os efeitos das mudanças climáticas na Bacia do Prata

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O Sétimo Programa-Quadro para Pesquisa e Desenvolvimento (FP7), principal instrumento de financiamento da União Européia à Ciência e Tecnologia, aprovou recentemente um projeto no qual participam quatro instituições brasileiras de pesquisa, entre elas o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Inpe. O projeto, de mais de 3 milhões de euros, consolida uma rede de pesquisa européia e sul-americana para avaliação de mudanças climáticas e estudos de impactos na Bacia do Prata.

A proposta do projeto é melhorar o entendimento dos efeitos das mudanças climáticas para a Bacia do Prata e, ao mesmo tempo, aprimorar os modelos de cenários futuros. Uma das principais questões formuladas pelo projeto é identificar com maior precisão os fatores climáticos e hidrológicos que determinam a frequência e extensão espacial com que ocorrem inundações e secas na área da Bacia.

As instituições brasileiras – CPTEC/Inpe, universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e do Paraná (UFPR) e a Universidade de São Paulo (USP), capitalizam 15,5% do montante do financiamento.

Bacia da Prata

A bacia do Prata, quinta maior do mundo, destaca-se pela importância para a agricultura e geração de energia hídrica na América do Sul. Regiões do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai fazem parte da área de abrangência da bacia, que engloba os rios Paraná, Paraguai e Uruguai, além do rio da Prata, com delta entre Uruguai e Argentina.

A área agrícola nesta região tem se ampliado nas últimas décadas com a pressão da demanda mundial por alimentos e biocombustíveis. O aumento da média anual da precipitação entre 20 e 30% nos últimos 30 anos tem favorecido a expansão da fronteira agrícola. No entanto, a previsão de aquecimento global para este século pode trazer maior vulnerabilidade à região devido, principalmente, aos períodos de seca e ao aumento na freqüência de chuvas intensas projetadas para até o final deste século.

A demanda por energia também se ampliou. Hidrelétricas na Bacia do Prata produzem cerca de 95% da energia utilizada no Paraguai, 25% no Brasil e 40% na Argentina. Mas a projeção de aumento da temperatura média global, de 2 a 4 graus Celsius para este século, cria incertezas quanto à ampliação e manutenção do potencial hidroenergético dos rios da bacia.

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