O Microlançador Brasileiro (MLBR), iniciativa voltada ao desenvolvimento de um veículo lançador de pequeno porte para colocar satélites em órbita a partir do território nacional, concluiu com sucesso, em 24 de janeiro passado, um importante teste de resistência do motor do primeiro estágio. O ensaio representa mais um avanço no cronograma do projeto e confirma a segurança e a robustez do sistema.
Conhecido como ensaio hidrostático, o teste foi realizado em banco de provas e teve como objetivo simular as principais condições enfrentadas durante um lançamento, como a pressão interna no motor e os esforços mecânicos que atuam sobre o veículo no momento da decolagem.
Durante o procedimento, o motor foi preenchido com água e submetido a um aumento gradual de pressão, enquanto um pistão instalado na base do equipamento reproduziu as cargas típicas do voo. A metodologia permite avaliar o comportamento estrutural do sistema de forma segura e controlada, antes da realização de testes com propelente.
O resultado superou as expectativas do projeto. A ruptura do motor ocorreu apenas a 103 bar, valor significativamente superior à pressão máxima prevista para a operação nominal, estimada em 67 bar, indicando uma ampla margem de segurança estrutural.
Para Ralph Correa, da Cenic, empresa líder do projeto, o teste marca um avanço importante no desenvolvimento do veículo.
“Esse ensaio é fundamental porque confirma, na prática, que o motor suporta condições muito mais severas do que aquelas previstas para o voo. É um resultado que demonstra a maturidade do projeto e a qualidade do trabalho desenvolvido pelas equipes envolvidas”,
afirma.
O teste integra a sequência de etapas previstas para a qualificação dos sistemas do veículo, que busca ampliar a autonomia do Brasil no acesso ao espaço e atender à crescente demanda por lançamentos de pequenos satélites.
Sobre o MLBR
O MLBR é desenvolvido por um arranjo produtivo formado pelas empresas Cenic, Concert Space, PlasmaHub, Delsis e Etsys, com o reforço de parceiros estratégicos como Almeida’s, Bizu Space, Fibraforte e Horuseye Tech. O projeto é resultado de uma chamada pública da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) destinados ao Programa Espacial Brasileiro. A iniciativa também conta com o suporte técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e apoio da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB) A primeira versão do veículo terá 12 metros de altura, 1,1 metro de diâmetro e será equipada com três motores movidos a propelente sólido. A capacidade de carga a ser colocada em uma órbita de 450 km de altitude a uma inclinação de 25 graus é de aproximadamente 40 kg, atendendo assim a uma demanda crescente do mercado global por lançamentos de pequenos satélites com aplicações comerciais em áreas como telecomunicações, agricultura, meio ambiente, dados, segurança, localização e monitoramento.
Com informações e imagens da Cenic
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