Uma equipe brasileira conquistou um importante reconhecimento internacional ao ser premiada pela Airbus Defence and Space durante o ActInSpace 2026, realizado nos dias 1º e 2 de abril, em Bordeaux, na França.
O time Ignite venceu a etapa brasileira da competição, realizada de forma simultânea em mais de 45 países, sediada pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, em Florianópolis (SC), garantindo a vaga para representar o país na final internacional.
Formado por Pedro Vinicius Meerholz, Eduardo Chiarani, Lucas Porfirio Nunes, João Vitor Lehmen Sanmartin e Renan Mocelin, o grupo apresentou uma proposta que conecta infraestrutura da rede elétrica, vegetação urbana e tecnologia espacial.
O projeto parte de uma ideia simples, porém desafiadora: processar as imagens diretamente no satélite, antes mesmo que elas sejam enviadas à Terra. Com isso, reduz-se o volume de informações transmitidas para ganhar velocidade e reduzir os custos na geração de informação. A solução foi pensada no contexto da constelação CO3D, da Airbus,que produz modelos tridimensionais detalhados da superfície terrestre e cujos satélites possuem capacidade de processamento à bordo.
A proposta foi inspirada em duas frentes já existentes no Grupo Concert Technologies. De um lado, o VERA, plataforma usada na gestão de vegetação em redes de infraestrutura, que organiza dados georreferenciados para mapear ativos, identificar riscos e orientar ações de poda das árvores que geram riscos à rede elétrica. De outro, o BIFROST, iniciativa que propõe uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO) com capacidade de obter imagens da Terra, processar, extrair os dados de interesse e transmiti-los sem necessariamente enviar a própria imagem. Além disso, a constelação é capaz de ter sua missão atualizada mesmo após ter sido lançada ao espaço, seja pelo recebimento de novos algoritmos, seja pela atualização dos existentes.
Segundo Rafael Mordente, mentor da equipe e CEO da unidade de negócios do grupo, a Concert Space, o projeto mostra como soluções já aplicadas em campo podem evoluir com o uso de tecnologia espacial.
“Levamos ao espaço a lógica do VERA, usando processamento em órbita para transformar grandes volumes de dados em informações úteis antes mesmo de chegarem ao solo. Isso reduz o custo e o tempo de resposta, além de ampliar as possibilidades de aplicação em áreas como monitoramento ambiental, gestão de ativos e planejamento territorial”,
afirma.
O reconhecimento no ActInSpace 2026, organizado pela European Space Agency (Agência Espacial Europeia – ESA) e pelo Centre National d’Études Spatiales (Agência Espacial Francesa – CNES), reforça uma tendência da aproximação entre infraestrutura, geotecnologias e o uso inteligente de dados vindos do espaço. Um movimento que deve ganhar escala nos próximos anos, com impacto direto na forma como empresas e cidades planejam, monitoram e tomam decisões.
Com informações e imagens da Airbus
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