A movimentação recente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em conjunto com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e o Ministério de Portos e Aeroportos para tornar obrigatório o uso de sistemas antidrone em aeroportos brasileiros ocorre após episódios que evidenciaram fragilidades críticas na segurança aérea.
Em abril de 2026, o governo confirmou que estuda referências operacionais de países como Estados Unidos e Israel, após a paralisação do Aeroporto de Guarulhos durante o Carnaval, quando múltiplos drones interromperam operações por cerca de três horas, provocando atrasos, cancelamentos e desvios.
O episódio expôs um ponto cego relevante nos sistemas tradicionais de vigilância, especialmente diante da popularização de drones comerciais, modelos caseiros e equipamentos modificados.
Hen Harel, CEO e fundador da Ôguen e especialista em segurança de infraestruturas críticas, afirma que o desafio vai além da simples adoção de tecnologia:
“O Brasil está diante de uma decisão estratégica. Se os aeroportos investirem em sistemas baseados apenas em radares convencionais ou bibliotecas de assinatura digital, vão continuar vulneráveis a drones modernos, especialmente os modelos FPV e dispositivos modificados. Esses equipamentos simplesmente não aparecem nesses sistemas, o que cria uma falsa sensação de segurança.”

A discussão ganha relevância porque envolve investimentos elevados em um contexto de modernização obrigatória. Países que servem de referência para o Brasil já utilizam soluções baseadas em inteligência de radiofrequência passiva, tecnologia empregada em cenários militares e considerada mais eficaz na detecção de ameaças complexas.
Diferentemente dos radares tradicionais, essa abordagem não depende de emissão de sinais e consegue identificar drones independentemente do protocolo utilizado, além de permitir a localização do operador fora da área protegida. Esse fator é considerado decisivo para ações preventivas e resposta rápida em ambientes críticos como aeroportos.
Para Harel, o sucesso da futura regulamentação depende diretamente da escolha tecnológica feita neste momento:
“A medida é necessária e urgente, mas existe o risco de se investir em soluções que já nascem defasadas. A tecnologia de radiofrequência passiva resolve o problema na origem, porque detecta qualquer drone e ainda permite identificar o piloto, o que transforma a resposta de reativa em preventiva. É isso que garante segurança real e viabilidade operacional no longo prazo.”
Com informações e imagens da Ôguen
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