A Nasa disponibilizou um novo modelo tridimensional do geoide terrestre, representação científica que descreve a forma que a superfície dos oceanos assumiria se fosse influenciada apenas pelo campo gravitacional da Terra, sem considerar marés, correntes, ventos ou outros fatores.
A nova visualização foi publicada em 15 de julho e está disponível em duas versões.
A primeira apresenta o geoide em escala real, evidenciando uma superfície extremamente suave, cujas variações de altitude são praticamente imperceptíveis em escala planetária.
Já a segunda amplia essas diferenças em um fator de 10.000, tornando visíveis as ondulações provocadas pelas pequenas variações na gravidade terrestre.
Segundo a NASA, a altura do geoide varia de +85 metros, na região da Islândia, até –106 metros, no sul da Índia. Essas diferenças refletem alterações na distribuição de massa do planeta e, consequentemente, na intensidade do campo gravitacional.
O modelo foi gerado a partir do GOCO06s (Gravity Observation Combination), um modelo global do campo gravitacional baseado exclusivamente em dados obtidos por satélites. O projeto reúne informações coletadas ao longo de 15 anos por 19 missões espaciais, totalizando mais de 1 bilhão de observações.
Entre os satélites utilizados estão a missão Gravity Recovery and Climate Experiment (Grace), da Nasa, e a Gravity Field and Steady-State Ocean Circulation Explorer (Goce), da Agência Espacial Europeia (ESA).
Os dados permitem representar com elevada precisão as variações do campo gravitacional terrestre, fundamentais para aplicações em geodésia, oceanografia, estudos climáticos e monitoramento das mudanças no planeta.
Além das animações, a agência espacial também disponibilizou um modelo tridimensional do geoide, que permite explorar de forma interativa a geometria dessa superfície de referência utilizada em medições geodésicas e em diversos estudos sobre a Terra.
Com informações e imagens da Nasa
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