A “Operação Setembrino de Carvalho 2026” levou para o campo, em Santa Catarina, unidades e meios do Exército Brasileiro envolvidos em uma série de atividades de artilharia. Em meio aos disparos, deslocamentos e ações de comando, o Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) Harpia, desenvolvido pela brasileira Advanced Technologies Security & Defense (Adtech-SD), foi empregado para ampliar a consciência situacional das equipes responsáveis pela condução do exercício, transmitindo imagens em tempo real diretamente ao Centro de Comando, apoiando a identificação de alvos.
Realizada no Campo de Instrução Marechal Hermes (CIMH), em Três Barras – SC, a atividade reuniu unidades da 5ª Divisão de Exército em uma campanha voltada ao adestramento e à integração dos diferentes componentes envolvidos no emprego dos fogos. O cenário permitiu colocar à prova não apenas os meios de artilharia, mas também os sistemas responsáveis por fornecer ao comando uma visão mais precisa do que acontece no terreno.
Foi nesse ambiente que o SARP Harpia entrou em operação. Todo o equipamento e a equipe foram transportados em uma viatura M113 e empregado como elemento de apoio ao centro de comando, transmitindo imagens em tempo real e contribuindo para a aquisição de alvos e para o trabalho do Observador Avançado.

A capacidade de levar a informação do terreno até quem precisa tomar a decisão é particularmente relevante em operações de artilharia. Quanto mais rápido o dado chega ao posto de comando, maior é a possibilidade de acompanhar a evolução da situação e alimentar o processo de planejamento e emprego dos meios.
Durante a “Operação Setembrino de Carvalho”, o Harpia foi utilizado dentro dessa lógica, atuando na obtenção e transmissão de informações sem substituir os demais elementos da cadeia de comando e controle. A solução também possui capacidade para apoiar a correção de tiro de artilharia.
A atividade envolveu diferentes unidades e meios da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército, incluindo grupos de artilharia autopropulsados e de campanha, além de elementos de morteiro pesado e estruturas de comando, observação, direção de tiro, comunicações, topografia, meteorologia e logística.
A presença do Harpia nesse ambiente mostra uma tendência cada vez mais evidente nas aplicações militares: o valor de um sistema de armas depende também da qualidade e da velocidade das informações que alimentam sua utilização. Sensores, comunicações e processamento de dados passaram a ter papel central na capacidade de transformar o que é observado no terreno em informação útil para o comando.
A atividade contou com a presença do Comandante da 5ª Divisão de Exército, General de Divisão Trovizzo; do Comandante da Artilharia Divisionária da 5ª DE, General de Brigada Assis; do Comandante da 5ª Região Militar, General de Exército Teixeira; do Comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada, General de Brigada Brandalise; e do Comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, General de Brigada Calderaro.
Também acompanharam a atividade comandantes de Organizações Militares do Paraná e de Santa Catarina, incluindo os Generais R/1 Prado, do COMDEFESA FIEP, Hermeson, da AEQ, e Paixão, da EPEX.
Para a Adtech, o emprego do Harpia durante a “Operação Setembrino de Carvalho” colocou a solução em um ambiente operacional no qual informação, tempo e consciência situacional estão diretamente relacionados à capacidade de comando. Mais do que apresentar uma tecnologia, a atividade permitiu demonstrar como um sistema nacional de observação e transmissão de dados pode se integrar à dinâmica de uma operação de artilharia e a capacidade da indústria nacional de prover uma solução ITAR-FREE e de excelente custo-benefício.
Com informações e imagens da Adtech-SD
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