Evento consolida sua liderança como ambiente ideal e exclusivo para geração de novos negócios, além de atender plenamente técnicos e dirigentes multidisciplinares com a apresentação de soluções inovadoras

Por Marjorie Xavier

Organizado e promovido pela Alcantara Machado Feiras de Negócios, a quarta edição do congresso e feira de geoinformação aconteceu entre os dias 21 e 23 de maio no Centro de Convenções Imigrantes, em São Paulo. Apesar dos problemas econômicos e de transição política que o país enfrenta, o GEOBrasil 2003 conseguiu atingir e até superar as expectativas em relação aos anos anteriores. O público presente nesta edição teve um perfil mais qualificado no que se refere ao poder de decisão em suas empresas, oriundas de todo o Brasil, principalmente do setor privado.

O êxito foi ratificado ainda durante o evento, quando algumas das mais expressivas empresas do setor fizeram questão de assinar contratos de participação referentes a boa parte do espaço da feira, garantindo antecipadamente o sucesso da edição de 2004, que será realizada de 3 a 6 de maio do próximo ano (confira a planta do evento). Esta data inclusive coincide com as comemorações do Dia do Cartógrafo (6 de maio), fato que já está motivando a organização de um dos eventos paralelos do GEOBrasil 2004, previsto para o Centro de Convenções Imigrantes. Como sempre, a temática principal da feira e do congresso será ampla e analisará desde as influências da crescente utilização da informação geográfica no mundo dos negócios e da administração pública até suas conseqüências no trabalho de várias classes de profissionais.

Uma das características mais marcantes do GEOBrasil é a sua capacidade de reunir todos os setores do mercado como aerolevantamentos, sensoriamento remoto, software, dados, consultoria, equipamentos, levantamentos terrestres e entidades de classe, além da área de ensino e pesquisa.

"Fizemos inúmeros contatos com executivos de grandes empresas, que com certeza nos trarão bons negócios nos próximos meses. Além disso tivemos a presença de empresários de pequenas e médias empresas que adquiriram durante o evento muitos de nossos produtos, como mais de 50 cópias do software ArcView. Ficamos muito satisfeitos com o evento e com certeza estaremos aqui novamente em 2004", concluiu Enéas Brum, presidente da Imagem, representante da ESRI no Brasil. Segundo ele, o evento foi o melhor dos últimos anos e por esta razão a empresa já garantiu a presença numa das "ilhas" da feira, que são reservadas aos "âncoras" da próxima edição.

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Empresas confirmadas na feira de 2004: Base, CTGEO, Charpointer, Digibase, Intersat, Imagem, GITA Brasil, GITA Internacional, Revista InfoGEO, Revista Mira, Santiago & Cintra, Sisgraph

Em agosto será realizada a primeira reunião preparatória para o GEOBrasil 2004. Estão sendo organizados dois grupos de trabalho: um conselho consultivo e uma comissão técnica. Na oportunidade serão discutidas as linhas mestras que deverão nortear os diferentes temas da programação do congresso. Serão definidos também os critérios para a elaboração dos convites a especialistas e autoridades que farão parte dos fóruns específicos. Uma das novidades é a possibilidade do congresso também receber propostas de palestras vindas de instituições produtoras e usuárias de Geoinformação. Segundo Emerson Granemann, consultor da Alcantara Machado Feiras de Negócios e coordenador do congresso, tanto o conselho consultivo como a comissão técnica serão formados por executivos de algumas das empresas expositoras e usuários de geotecnologias, sendo que os membros da diretoria da GITA Brasil, como apoiadora do evento, terão participação especial. Além do congresso, prevê-se a realização de eventos paralelos de temas afins, como encontros de usuários de produtos tradicionais e de comunidades ainda emergentes na área da geoinformação. "Espaços na programação de palestras serão ampliados para aplicações da geoinformação nas áreas de infra-estrutura, administração pública, cadastro rural, geomarketing e LBS, navegação aérea, marítima e terrestre, atendendo a grande demanda que tivemos este ano. Na área de tecnologia teremos espaço para serem apresentadas e discutidas as novidades nas áreas de GIS, Sistemas de Posicionamento Global e Mapeamento, tanto nos aspectos técnicos como de legislação e normatização", adianta Granemann.

"O GEOBrasil conquistou após estas 4 edições a posição de liderança como principal evento brasileiro do setor, por sua sinergia com o mercado, sua fidelidade ao foco de alavancar novos negócios e também por ser o único evento que oferece num mesmo local exclusivo a chance do usuário encontrar sua melhor solução. Outro fator importante é que o evento não privilegia públicos e respeita a individualidade deste mercado. O GEOBrasil acontece não vinculado a outros eventos, nem destinado a públicos específicos, isto é, o perfil dos participantes é amplo, abrangendo analistas de sistemas, especialistas em TI, ambientalistas, engenheiros, geógrafos, urbanistas, administradores e inúmeros outros profissionais ligados á área pública e privada". Emerson Granemann.

Quarta edição
O GEOBrasil 2003, que aconteceu no último mês de maio, em São Paulo, recebeu mais de 3,6 mil pessoas e foi marcado por um público diferente dos outros anos. Pela proposta de apresentar soluções e pelo esforço de divulgação, compareceram muitos profissionais, principalmente como visitantes da feira, que nunca tinham participado de eventos desta área, que foram ao GEOBrasil para conhecer as geotecnologias e procurar soluções para suas empresas. Este foi um dos pontos mais destacados pelos expositores da feira. "Foi o melhor evento que já participamos do setor, além dos contatos corporativos com potenciais clientes de nossos serviços de mapeamento, vendemos nos três dias do evento uma quantidade surpreendente grande de fotos aéreas que tínhamos em nosso acervo", disse Irineu Idoeta, um dos diretores da Base Aerofotogrametria, confirmando que esta edição do GEOBrasil teve mais visitação qualificada.

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Nelson Ismar, gerente de contas da divisão de infra-estrutura da Autodesk para a América Latina-Sul, considerou muito importante a participação no GEOBrasil 2003, pois reforçou a presença da companhia no segmento e deu a oportunidade de mostrar os novos produtos e serviços. "Fizemos contatos com clientes de diversos estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Pará e Distrito Federal", comentou Ismar.

De acordo com a diretora administrativa da Charpointer, Regina Roncada, a participação foi muito positiva, pois a empresa divulgou seus produtos e serviços para um público qualificado. Foram realizados negócios com vários estados brasileiros. "Nosso objetivo era fixar o nome da companhia no mercado", comentou a executiva.

"Foi gratificante constatar que conseguimos mais uma vez realizar com pleno sucesso o único evento voltado exclusivamente aos setores de geoinformação e possibilitar que um maior número de profissionais, das mais diferentes áreas tenham tido, através do congresso e dos produtos da feira, informações fundamentais para a difusão e conhecimento sempre mais abrangente das geotecnologias", afirmou o diretor do GEOBrasil, José Danghesi. (Veja Box abaixo com os números do GEOBrasil 2003)

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A quarta edição do evento proporcionou diversas palestras voltadas para a atualização dos profissionais nas diversas aplicações da geoinformação (gestão de cidades, infra-estrutura, inteligência de mercado, meio ambiente, cadastro rural, entre outros) e também as tecnologias mais modernas disponíveis no mercado, apresentadas nos Workshops Empresariais por expositores como Autodesk, Imagem, Sisgraph, Santiago & Cintra, Charpointer e Digibase.

Quanto ao congresso, que teve 100 palestras, já na abertura o diretor-presidente da Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam-SP), Denilvo Moraes, anunciou o investimento da prefeitura de São Paulo no valor de R$ 23 milhões para a elaboração de um mapeamento digital da cidade. O fato deu uma amostra ao mercado da retomada dos investimentos no setor, que tem sofrido os efeitos do desa-quecimento econômico que atinge o país.

"Fiquei impressionada com a iniciativa da prefeitura de São Paulo, que decidiu investir cerca de US$ 7,7 milhões no mapeamento digital da cidade, é um investimento significativo. Costumamos encontrar dificuldades para colocar em prática os projetos que envolvem geotecnologia porque, entre outras coisas, esta é uma linguagem e uma realidade que está amadurecendo, em todos os pontos do planeta", comentou a americana Karen Levy, presidente da GITA Internacional, entidade que apóia o evento desde sua primeira edição em 2000.

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Durante o GEOBrasil 2003 foram mostrados vários casos reais de sucesso do uso da geoinformação. Os 650 congressistas puderam conferir palestras como a do chefe de geoprocessamento de Guarulhos (SP), Dicson Galipi, que falou sobre os investimentos do município nesta tecnologia e os excelentes resultados alcançados. Representantes de outras cidades como Belo Horizonte, São Paulo, Goiânia e Porto Alegre também expuseram suas experiências. O público também pode conhecer cases do uso da tecnologia em empresas como Telefonica, Copel, Brasil Telecom e Fiat.

Instituições públicas e privadas usufruíram as vantagens de estar no maior e mais qualificado evento do setor. "Apostamos no congresso como forma de captar associados para a nossa recém-criada entidade de usuários e produtores de geoinformação. Conquistamos a marca de 100 filiados individuais e mais de 10 corporativos, o que significou a meta do ano todo", comentou o presidente da GITA Brasil, Geovane Cayres Magalhães. Criada há um ano, a GITA Brasil conseguiu triplicar seu número de associados durante o GEOBrasil 2003, onde ainda apresentou uma proposta para a criação de uma infra-estrutura básica de endereçamento georreferenciada, cuja idéia interessou muito a ECT -Correios, uma das palestrantes da abertura do evento. Para Mateus Batistella, gerente de pesquisa da Embrapa Monitoramento por Satélite, "a nossa participação como expositores foi bem sucedida, com resultados melhores que os obtidos na edição anterior do evento". Cerca de mil pessoas visitaram o estande em busca de informações sobre a atuação da Embrapa no mercado de geotecnologias.

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"Este ano conseguimos atingir o nosso grande objetivo de atrair para o evento desde profissionais da área de agrimensura até analistas de marketing, passando por engenheiros e administradores de sistemas de TI de grandes empresas. Nossa avaliação é que com certeza a grande variedade de temas da grade do congresso atendeu tanto usuários iniciantes como os mais experientes. Tivemos ainda alguns eventos paralelos que foram também responsáveis por atrair mais profissionais do setor como as reuniões dos cartógrafos para reorganização da classe, da Sociedade Brasileira de Geomática, de países latinos para a criação da GITA América Latina e da Comissão de Entendimento das Concessionárias da cidade de São Paulo", finalizou Emerson Granemann.