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A cartografia tradicional se define como uma representação do espaço, retratando a dimensão territorial e suas particularidades referentes a uma região de interesse.

Uma vez aplicada a cartografia para grandes dimensões, há limitações e distorções que, inevitavelmente, surgem quando estamos transferindo a geometria da realidade (espaço geográfico) para o plano cartográfico (mapa).

Esse processo nos fornece uma cartografia superficial.

Na perspectiva de mapeamento de uma camada inferior ou subjacente, as tecnologias de detecção remota vêm apresentando desenvolvimento tecnológico constante.

Em tempos atrás, os métodos de investigação de subsolos eram eminentemente destrutivos, o que gerava elevados custos operacionais.

Em vista disso, o GPR (Ground Penetrating Radar) ou, popularmente, georadar é um método geofísico que utiliza ondas eletromagnéticas de alta frequência (variando de 10 a 2500 MHz) para mapear estruturas, obras, feições geológicas, solos etc.

No âmbito da arqueologia, o GPR é largamente utilizado na identificação de sítios arqueológicos ou objetos de valor histórico.

Princípio Físico

georadar artigo figura 1 300x238 Serviço GeoPaiva: O uso do Georadar para a Cartografia Subsuperficial

Antenas transmissora e receptora biestática MFL. Ao lado, detalhe das antenas transmissora (esquerda) e receptora (direita) MFL

O GPR utiliza o método de emissão de ondas eletromagnéticas (EM) através de pulsos de alta frequência que são disparadas para dentro do terreno por uma antena transmissora.

As propriedades elétricas dos materiais como – condutividade elétrica, permissividade elétrica, e permeabilidade magnética – juntamente com a frequência do sinal, permitem a propagação do sinal no subsolo e a profundidade de alcance da onda.

O Georadar é constituído por uma antena transmissora e por um receptor biestático MFL. Seu funcionamento é efetivado numa rápida troca de transmissão de impulsos e recepção de ondas eletromagnéticas refletidas.

O levantamento consiste na emissão de pulsos de energia eletromagnética com frequências específicas (variaando 10 e 2000 MHz) que penetram na subsuperfície refletindo-se nas interfaces entre camadas ou em objetos enterrados, e retornando à superfície, onde são registrados.

A imagem a seguir ajuda a entender a detecção de respostas eletromagnéticas através do solo:

georadar artigo figura 2 600x205 Serviço GeoPaiva: O uso do Georadar para a Cartografia Subsuperficial

Aplicações do GPR

As aplicações do georadar dependem do nível de frequência que apresenta sua antena. A relação se mostra inversa, ou seja, quanto maior for a frequência, menor é a profundidade de levantamento. Em elevadas frequências, o nível de detalhamento das características subsuperficiais são maiores.

Como frequência de 2600 Mhz, por exemplo, o instrumento é capaz de realizar inspeções em estruturas de concreto, investigação de lâmina asfáltica para correções, dentre outras aplicações em engenharia de estruturas. Seu grau de profundidade é de aproximadamente meio metro.

A GeoPaiva Consultoria, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui o GPR SIR 3000 da empresa GSSI, com antenas de 200 Mhz. Essa frequência atende aplicações nas mais diversas áreas, como: Geologia, meio ambiente, arqueologia, investigação criminal, mineração dentre outros.

A seguir, a imagem do instrumento:

georadar artigo figura 3 600x342 Serviço GeoPaiva: O uso do Georadar para a Cartografia Subsuperficial

O instrumento GPR não atua sozinho no levantamento. Para garantir consistência posicional planimétrica, utilizamos duas antenas GNSS (GPS) de dupla frequência para limitar a área de varredura do instrumento, com a finalidade da correção geodésica da varredura GPR.

Isso permite integração dos dados ao ambiente de Sistemas de Informação Geográfica (SIG). O Geoprocessamento é importante para confeccionar mapas e cartas ou reclassificar os valores levantados, indicando níveis de susceptibilidade ou potencialidade de ocorrência de determinada variável de interesse.

O resultado do levantamento é um gráfico indicativo das seções verticais 2D (radargramas) que ilustram a estratigrafia do subsolo, podendo indicar a presença de tubulações, fundações de concreto, dutos, túneis.

Serviços GPR

A GeoPaiva Consultoria, juntamente com a equipe de geofísicos e engenheiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresenta a solução GPR para a aplicação de uma cartografia subsuperficial.

As áreas de atuação da empresa estão na geotecnia, onde é possível identificar áreas de instabilidade ou levantar a estratigrafia pedológica de determinada área de risco. No meio ambiente, onde há soluções que possam minimizar os efeitos danosos causados pela disposição de resíduos em interação direta com o meio ambiente. Na arqueologia, na validação de Modelos Preditivos ou na simples investigação de sítios e fragmentos históricos, de forma georreferenciada.

Palestra online: Aplicações e Vantagens do Georadar na Engenharia

Para falar sobre Aplicações e Vantagens do Georadar na Engenharia (GPR – Ground Penetrating Radar), será realizado um webinar no dia 30 de outubro às 14h (hora de Brasília).

A apresentação será de: Arthur Paiva, Diretor Executivo da GeoPaiva Consultoria; João Henrique Rosa, Especialista em Arqueologia e Cartografia Histórica; e Gleide Alencar Nascimento Dias, Coordenadora Operacional de Levantamento GPR.

Inscreva-se agora mesmo

Portanto em parceria com a MundoGEO, a GeoPaiva Consultoria apresenta as potencialidades e as vantagens de utilizar o instrumento de Georadar para investigação e mapeamento subsuperficial.

georadar 445x600 Serviço GeoPaiva: O uso do Georadar para a Cartografia SubsuperficialNo webinar serão abordados os seguintes temas:
• Princípios Físicos do GPR
• Delimitação de Área de Levantamento
• Varredura Eletromagnética
• Processamento dos Dados
• Aplicações Ambientais
• Aplicações Cartográficas
• Aplicações Arqueológicas
• Vantagens de Operação

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Após registrar-se gratuitamente, você receberá um email de confirmação com o link de acesso e as instruções para assistir o webinar e tirar suas dúvidas ao vivo. Nos vemos lá!

Confira também o artigo Entenda como funciona os Modelos Multicritério para o processo decisório, de Arthur Paiva.