O cadastro vai ajudar a informar qual o tipo de infraestrutura que existe nas comunidades para o planejamento da operação censitária. Dados do Censo são essenciais para algumas análises geoespaciais

Fundamental na preparação do Censo Demográfico 2020, o Cadastro Geral de Informações Quilombolas está sendo realizado pela Fundação Cultural Palmares via formulário online.

Os dados coletados servirão como base para o planejamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no recenseamento do próximo ano.

O cadastro vai permitir avanços inéditos, como a auto identificação da população quilombola em relação ao pertencimento étnico e a localização dessas comunidades.

Cadastro de comunidades quilombolas ajuda nos preparativos d 300x166 Cadastro de comunidades quilombolas ajuda nos preparativos do Censo 2020A responsável pelo Grupo de Trabalho de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE, Marta Antunes, explica a importância dessa ação: “nossa base divide o território em setores censitários, que é a área de trabalho dos recenseadores, e precisamos saber onde estão os domicílios, inclusive as comunidades quilombolas. Além disso, precisamos da localização para abrirmos a pergunta do questionário sobre se a pessoa se considera quilombola ou não”.

“O cadastro vai nos ajudar informando qual o tipo de infraestrutura que existe nessas comunidades para planejarmos a operação censitária. Vai nos dizer se há local para o recenseador se alojar, pernoitar, acessar a internet etc”, complementa Marta.

A Fundação Cultural Palmares já certificou 203 comunidades quilombolas somente em 2018, e a expectativa é que todas elas preencham o cadastro pela internet. “Temos um termo de colaboração com o IBGE para a realização do Censo 2020. A partir desse trabalho conjunto, a ideia é conseguirmos apoio para coletar informações dessas comunidades. Para nós, é importante termos mais informações das comunidades quilombolas, porque temos políticas públicas voltadas a elas”, explica o técnico da fundação, Cristian Martins.

“O cadastro reunirá dados basicamente socioeconômicos e geográficos dessas comunidades. Por exemplo, a localização delas e as condições gerais, como a quantidade de pessoas, as manifestações religiosas, se existe algum conflito fundiário”, conta Cristian.

Sobre a importância de conhecer melhor as comunidades para fortalecer a cooperação, Marta ressalta o papel do cadastro. “Vamos ter uma primeira análise desses dados antes do Censo. É algo importante para podermos abordar as lideranças comunitárias, para entrarmos nesses espaços com segurança para nosso recenseador, sem nenhum tipo de mal-entendido. Isso vai facilitar muito o trabalho de coleta”, encerra.

A Fundação Cultural Palmares mantém como recomendação apenas que o informante seja uma liderança comunitária, para garantir que a fonte tenha conhecimento profundo sobre a realidade da comunidade. Caso a liderança não tenha familiaridade com computadores ou smartphones, é recomendado solicitar auxílio no preenchimento do formulário.

ONU reconhece projeto de coleta eletrônica para censos na África

Os Centros de Referência em Censos com Coleta Eletrônica de Dados ficaram entre as cinco melhores iniciativas de cooperação Sul-Sul, no concurso de boas práticas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O projeto, uma parceria entre o IBGE, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o UNFPA, promove a troca de experiências entre os órgãos oficiais de estatística de Brasil, Cabo Verde e Senegal.

A partir da interação entre as instituições, o objetivo é que os dois países africanos atuem como multiplicadores no uso de tecnologias eletrônicas de coleta de dados para censos e pesquisas no continente. A iniciativa, que começou em 2014, realizou missões ao longo do ano passado em Cabo Verde e Camarões, para planejar e compartilhar os aprendizados, além da Indonésia, onde o projeto foi apresentado.

O assessor de Relações Internacionais do IBGE, Roberto Sant’Anna, destaca que esse resultado é o reconhecimento de um trabalho sério e competente: “temos uma equipe altamente qualificada e comprometida em disseminar uma atividade inovadora, que muito contribuirá para a realização das atividades censitárias naqueles países”.

Para o oficial do UNFPA para População e Desenvolvimento, Vinícius Monteiro, o projeto contribui para a implementação e o monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “O investimento no fortalecimento das capacidades estatísticas dos países seja para coletar, analisar, produzir e divulgar os dados são cruciais para o alcance desses objetivos e para o desenvolvimento de políticas que melhorem a vida das pessoas”, diz o oficial.

A votação do concurso foi feita por representantes do UNFPA Global, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul.

Com informações do IBGE

Geo e Drones na Indústria 4.0

Você já pode marcar na sua agenda: de 25 a 27 de junho acontecem em São Paulo (SP) os eventos MundoGEO Connect e DroneShow 2019, os maiores da América Latina e entre os cinco maiores do mundo no setor. Alinhados às tendências globais e com foco na realidade regional, o tema geral do MundoGEO Connect e DroneShow em 2019 será “Drones e Geotecnologia na Indústria 4.0”.

Instagram Imagem Post B2 300x300 Cadastro de comunidades quilombolas ajuda nos preparativos do Censo 2020Os conteúdos dos cursos, palestras e debates estão sendo formatados por um time de 32 curadores para atender as demandas de empresas, profissionais e usuários principalmente nos setores de Agricultura, Cidades Inteligentes, Governança Digital, Infraestrutura, Meio Ambiente, Recursos Naturais, Segurança e Defesa.

Dentre as tecnologias disruptivas que estarão em destaque, estão Big Data, Inteligência Artificial / Machine Learning, Internet das Coisas, Realidade Virtual e Aumentada, BIM, Tecnologia Autônoma, entre outras, tudo isso cada vez mais integrado às Geotecnologias (Mapeamento, Cadastro, Imagens de Satélites, Inteligência Geográfica, GIS).

Os sites do MundoGEO Connect e DroneShow 2019 apresentam o time de curadores que está ajudando a desenhar de forma inovadora os conteúdos dos eventos. Ainda este ano será divulgado o formato e prazos para submissão de trabalhos, as formas de participação de startups e a lista completa de cursos inéditos e atividades paralelas da feira. Confira um resumo de como foi a última edição:

Imagem: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias