August | 2009 | Energia

Energia

Versões de Software – Até quando upgrade?

Por Marcos Cavalcanti | 11h14, 27 de Agosto de 2009

O passado é algo que gostamos de lembrar, porem queremos distância dele, como se o nosso sentimento representasse não ficar para traz. Assim vivemos neste mundo, sempre na busca de algo inovador que nem sempre irá resolver nossos problemas.

Conheço pessoas que usam arcview 3.2 até hoje e não deixariam de usar para sentirem modernas ou desatualizadas, o que é ser desatualizado? É ter a versão mais recente ou não saber realizar uma tarefa, o que é mais importante para o seu chefe?

Como é conviver com mudanças de softwares, recentemente tivemos a mudança de  versão do banco de dados na empresa, isso imapactou em várias customizações realizadas no cad na outra versão, quanto custa isso? Veja mudamos a plataforma do banco, até pouco tempo acreditava-se que se o banco fosse bem realizado as informações não seriam passíveis de correção por mudança de software.

É claro que algumas mudanças são importantes e evitam bugs e faz parte do mercado, porem será que existira meios de melhorar o software sem comprometer o usuário, alguns irão dizer: “parte para o software livre!!”, pode ser uma opção, porem trabalhei com alguns e tive problemas de utilização, o Spring está aí  por exemplo e porque ainda não superou os seus concorrentes pagos? Nada contra a realização das tarefas  realizadas no Spring, porem não condiz com a produção profissional. 

Sei que é um tema polêmico que mesmo eu que trabalho a anos com várias plataformas não tenho uma solução, vocês teriam? Deixe seu comentário….

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VIAGENS DE CAMPO – O QUE LEVAR?

Por Marcos Cavalcanti | 21h09, 24 de Agosto de 2009

Fiz algumas viagens de campo e sempre devemos pensar o que é necessário levar e vestir. Com relação a vestuário recomendo chapéu e óculos escuros para conter o sol,não esquecer o protetor solar e se for para reservatórios os óculos deve ser polarizado, pois reduz o reflexo da água. Camisa de manga comprida, pois se for entrar no mato, pode sair com o braço arranhado e evitar picadas de mosquitos, não esquecer o repelente. Calça velha de jeans e bota cano longo, pois animais como cobra podem aparecer.
 
As viagens são para quem coleta pontos para classificação supervisionada e para levantamentos de acesso aos empreendimentos, viagens cansativas, pois geralmente são horas e horas até o ponto a ser verificado, dentro de um carro não muito confortável e com muita poeira e estradas sem pavimentação muitas das vezes. Porem acredito que são recompensadoras, pois são lugares que poucas pessoas foram e agregam experiência profissional sem comparação.
 
O Mapeamento sistemático do IBGE é fundamental para essas viagens, pois na maioria das vezes identifica córregos e rios que não conseguimos em outras bases. Notebooks ainda são coisas complicadas, pois alem de estar protegido contra poeira e intempéries, corre o risco de ser roubado. Alguns notebooks dizem serem a prova d’agua, o que para reservatórios é fundamental, porem são muito caros, outra coisa que atrapalha e a incidência do sol na tela do computador.
 
O GPS de navegação é fundamental, a cada dia essa tecnologia vem se incorporando a sociedade e os benefícios são inúmeros, o que otimiza o processo de campo. Câmeras digitais devem ser usadas com a preocupação para que se destina, se para relatórios deve se usar resolução baixa gerando arquivos leves, para peças publicitárias e painéis devemos trabalhar em alta resolução, alguns modelos vem incorporando informações georreferenciadas o que para o trabalho evita utilização de dois equipamentos.
 
Bloquinho ou PALM ou Celular, fico pensando como acredito que o bloquinho seja mais eficiente, pois evitamos de carregar carregadores de bateria e pilhas o que nem sempre conseguimos fazer em alguns lugares.Água Mineral e comida são bem vindos, bem agora de mochila cheia . O que esqueci? Boa viagem e deixe o seu comentário…

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AHE ÁGUA LIMPA – QUESTÕES INDÍGENAS ?

Por Marcos Cavalcanti | 20h37, 19 de Agosto de 2009

Aproveitamento Hidrelétrico de Água Limpa fica no Centro-Oeste entre as cidades de Cuiabá e Goiânia, próximo da cidade de Barra do Garças, conhecida pelo festival de pesca local. AHE Aguá Limpa foi uma das minhas idas a campo, fui no estudo de viabilidade do empreendimento pelo programa de arqueologia.

Foi a primeira vez que visitei um empreendimento antes de ser implementado, foi duro chegar lá, fomos por uma estrada sem asfalto e o aeroporto mais próximo era Goiânia, fizemos levantamento das estradas de acesso e das estruturas para apoio das equipes que viriam fazer estudos.

Dormimos em um posto de gasolina que tinha quartos para alugar, praticamente próximo ao empreendimento, o que me chamou a atenção foi o avanço da soja e do algodão. Nunca imaginei olhar para os lados, para o horizonte e só ver soja e algodão ao meu lado,  Quilômetros e Quilômetros de agricultura. Próximo ao Rio uma mata de galeria que se tornou refúgio da Fauna, aliás, o lugar que mais vi animais silvestres soltos na minha vida, tatu, seriema, veado campeiro, arara vermelha em pleno dia. O rio límpido e duas reservas indígenas próximas ao empreendimento. 

O empreendimento parece que não saiu por questões indígenas, este tema me leva a outro empreendimento agregado das questões indígenas que foi UHE Serra da Mesa e atualmente AHE Belo Monte, esta questão é sempre um debate no setor elétrico, alguns nem querem ver a questão indígena pela frente, outros reconhecem o impacto e sabe que quando se modifica a natureza impacta diretamente os remanescentes indígenas.

Vou ser bem realista e direto tudo é política e cada um joga politicamente ao seu favor, basta saber de que lado você está, dos índios ou dos empresários? Você concorda com isso ? Deixe seu comentário….

Para saber + :

FUNAI
www.funai.gov.br

Rio das Mortes
Foto:Leandro A. Luciano
http://www.panoramio.com/photo/21450

 

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ESTÁGIO: A APRENDIZAGEM PROFISSIONAL !!

Por Marcos Cavalcanti | 22h09, 15 de Agosto de 2009

Fui co-orientador de 5 estagiários de Geografia, posso citar os nomes, pois hoje são meus amigos : Anderson, Tiago, Rafaela, Alexia e Mariana. Conto para eles uma história que gostaria de compartilhar com vocês se me permitirem.

Quando era técnico em Edificações trabalhava numa empresa da construção civil chamada Encol Engenharia, lá entre engenheiros e técnicos conheci um mestre de obra, o mestre me chamou uma vez no campo para contar ferros de uma sapata do prédio que seria construido na Barra da Tijuca.

Cheguei na hora da contagem e as plantas da obra estavam amareladas por causa de tomarem tanto sol e chuva, vento, etc… Não conseguia ler direito algumas medidas. O mestre me perguntou quantos ferros de tantas polegadas tem ali? Olhei para a planta e disse :  Acho que tem 8 ferros!! O Mestre olhou para a minha cara e disse : Marcos nunca diga acho, diga que não sabe, você com esse “acho” pode matar as pessoas desse prédio de 22 andares que irão morar aqui.Ao mesmo tempo disse : “Mas a planta mestre”, o mestre nem deixou eu chegar no final, pegou a minha planta e rasgou em mil pedacinhos….Arrume outra disse….

Aquela lição levo para toda a vida, dizer que não sabemos algo é uma virtude, o importante é quando temos certeza dizer com qualidade e razão.Apreender é um processo, ninguem nasce sabendo. Hoje por trás de vários especialistas são poucos que tem coragem de dizer isso eu não sei fazer, mais vou apreender, dizer “acho”, nunca mais…

 O estagiário não pode ser visto como mão de obra barata e como executor de tarefas ingratas, essa mentalidade tem que mudar, acredito em um programa de metas, nenhum estagiário que trabalhou comigo saiu sem efetivamente conhecer um software do mercado de geoprocessamento e suas aplicações no mercado de trabalho.Falo para eles para tirarem tudo que seu orientador pode te ensinar e se não houver mais nada, troque de estágio. Por ultimo digo para eles se querem continuar nessa profissão que façam por prazer, por alegria de ganhar dinheiro com aquilo que lhes dá mais prazer na vida: a geografia, cartografia e o geoprocessamento.

Deixe sua experiência como estagiário,orientador de estágio nos comentários….

Para Saber + :

NUBE – NUCLEO BRASILEIRO DE ESTÁGIOS
www.nube.com.br

ABRE – AGENCIA BRASILEIRA DE ESTÁGIOS LTDA.
www.portalabre.com.br

CIEE – CENTRO INTEGRAÇÃO EMPRESA ESCOLA
www.ciee.org.br

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Linhas de Transmissão – LT Norte – Sul

Por Marcos Cavalcanti | 21h15, 12 de Agosto de 2009

Os Técnicos que trabalham com reservatórios geralmente não gostam de trabalhar com Linhas de Transmissão – LT, pois as linhas não tem os mesmos critérios de licenciamento de um reservatório, sendo um trabalho bem mais simplificado do que o impacto do reservatório.

Apesar de simplificado a Linha não parece um dos trabalhos mais fáceis, pois é uma ruptura na paisagem dividindo o terreno em duas partes, são poucos os locais em que a faixa de servidão é trabalhada com usos como hortas e revegetação. O estrago ou impacto são profundos na área afetada, estudos da ELETROSUL apresentados na II Semana de Empresas de Energia da Imagem, demonstram que invasões são comuns nas LTs e fazem um estudo sobre fatores que facilitam estas invasões. Não conheço estudos de trabalho no sentido de unificação de áreas de passagem de LT e de usos alternativos para estas áreas que são as faixas de servidão.
 
Outro assunto pertinente são as estradas de acesso sempre foram um problema para as linhas, programas de recuperação de estradas de acesso são comuns no licenciamento de linhas, pois são poucos os empreiteiros que produzem acessos com estrutura de drenagem e qualidade dos acessos.
 
As Linhas são objetos de estudo de viabilidade pela Empresa de Pesquisas Energética -EPE, este estudo se chama R3, neste estudo se aponta alternativas de traçado e atualmente é produzido um Sistema de Informação Geográfico – SIG nesta etapa.
 
Este trabalho deveria permitir um trabalho mais detalhado deste SIG na execução das linhas de transmissão, porem na maioria das vezes são reproduzidos novamente no restante do licenciamento, sem melhoria de seu conteúdo.
 
A primeira Linha de Transmissão que trabalhei foi na LT Norte-Sul, lembro-me que algumas torres de transmissão foram relocadas, pois foram encontrados sítios arqueológicos na escavação de sapatas, neste estudo desenhei cavas em três dimensões com o tipos de solo para cada profundidade da cava, este trabalho foi desenvolvido pela Arqueóloga Tereza Cristina e Arqueologo Marcelo Gatti.
 
Acredito que o licencimento de linhas de transmissão ficaram cada vez mais difíceis e alternativa serão redimensionar substações e linhas de trasmissão antigas, será este mesmo o caminho??
Deixe o seu comentário…..

Para saber + :

IMAGEM
www.img.com.br

Eletrosul
www.eletrosul.gov.br/home/index.php

Tereza Cristina de B.Franco
www.arqueologia.arq.br/index.html

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GPS AUTOMOTIVO

Por Marcos Cavalcanti | 23h28, 08 de Agosto de 2009

O Global position System – GPS ou Sistema de posicionamento global entraram de vez na nossas vidas, acredito que a revolução do Googleo Earth para a popularização do meio cartográfico está sendo ampliada com a utlização de GPS automotivo.

O GPS automotivo é uma realidade que veio para ficar, os preços estão baixando e podem custar de R$ 399,00 modelos mais simples a  R$1700,00 modelos que incorporam outras tecnologias como DVD. A novidade Automotiva  já são modelos saindo com gps como a Pajero.

O que me chama atenção é que as revistas e a impreensa vem dando destaques a este dispositivo que acredito que em breve irá virar febre. Outro assunto são aplicações para este tipo de equipamento que ampliará o mercado das geotecnologias.

Outra utilidade será ir a campo para trabalhos de levantamento e futuramente entrar com dados em tempo real.Você acha que o GPS automotivo  irá emplacar?

Deixe o seu comentário….

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Imagens de Satélite x Aerolevantamento

Por Marcos Cavalcanti | 8h33, 06 de Agosto de 2009
A primeira imagem de satélite que vi, foi do satélite Landsat 5 e impressa, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais -INPE mandava impressa as imagens da UHE Corumbá em papel fotográfico, isso foi em 1998. De lá para cá, muita coisa mudou, passamos pelas Imagens Landsat 7 que ficou funcionando pouco e neste sentido o Brasil tem um órgão que prima pelo brilhantismo da qualidade técnica que é o INPE, corremos atrás porem acredito que chegamos hoje numa situação bem interessante. As Imagens CBERS elas estão melhores do que os Landsat, porem ainda não concorrem com imagens de alta resolução como IKONOS e GEO EYE. As imagens de alta tem a sua utilização, porem não podemos deixar de fazer vôo, ainda nenhum produto substituiu o aerolevantamento para trabalhos das empresas do setor elétrico.
 
Em Furnas mesmo realizamos várias reuniões e as ortofotos são o nosso T-ZERO. Furnas dispõe de ortofotos de praticamente todos os seus reservatórios e as imagens não atenderiam a todas as escalas de utilização. O patrimonio Imobiliário trabalha nas escalas de levantamento cadastral e a utlização de imagens é usada apenas para atualização da base e de invasões. O Departamento de Meio Ambiente trabalha com escalas médias e a utilização de imagens é em larga escala. O departamento de Engenharia utiliza todos estes produtos dando preferencia pelas restituições. Será que algum dia os satélites acabarão com o Aerolevantamento? Deixe seu comentário….
 
Para Saber + :
INPE
http://www.inpe.br/
GEO EYE
http://www.geoeye.com/
LANDSAT – NASA
http://landsat.usgs.gov/
FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS
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UHE SERRA DA MESA

Por Marcos Cavalcanti | 11h06, 04 de Agosto de 2009
rec serra mesa UHE SERRA DA MESAUHE Serra da Mesa fica na bacia rio Tocatins no planalto central, próximo a Brasília no Estado de Goías.
Assim que entrei em FURNAS, o meu primeiro trabalho foi na execução de dois programas ambientais: o de Fauna, no que foi executado um trabalho de telemetria de Animais e o de socioeconomia que contemplava as praias do Rio tocantins que poderiam ter suas condiçoes de turismo afetadas por Serra da Mesa.
 
O trabalho de Fauna, feito pelo Biólogo Hamilton Garbodinni gerou o artigo publicado em um congresso, entitulado Estudo de Telemetria da Fauna no Lago de Serra da Mesa, no I workshop de Fauna em Goías, neste trabalho em linhas gerais geramos estudo de habitat para várias espécies, em especial o Tamanduá e o Lobo Guará.
 
O trabalho com relação a socioeconomia das praias foi realizado no AUTOCAD, foi um levantamento das benfeitorias que eram realizadas todos os anos, para quem não sabe estas praias constumam receber públicos enormes para shows como Ivete Sangalo e outros.
 
Um trabalho que gostaria de fazer referencia foi a primeira classificação de Imagens Landsat 5 feita na empresa, para o programa de limpeza de vegetação do reservatório, através das Imagens foi gerado um mapa de classificação feito no SPRING que não lembro a versão, para identificar possíveis locais de retirada de vegetação em decorrencia do enchimento do reservatorio que foi realizado pelo Eng. Demétrius Meira Ferreira antes de 1998.
 
Quando executamos o SIG APM Manso, todos os técnicos diziam que Serra da Mesa, o maior lago artificial do cone sul, teria material maravilhoso para um Sistema de Informação Geográfico – SIG, que nunca foi realizado.
 
 Deixe seu comentário sobre este empreendimento…
 
FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A.
TELEMETRIA FAUNA

FONTE :  IMAGEM LANDSAT 5 – INPE

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  • Marcos Cavalcanti
    @marcanti
    Marcos José é Arquiteto com Pós-Graduação em Análise e Avaliação Ambiental pela PUC-RIO e Gestão Integrada do Patrimônio Cultural pela UFPE/UNESCO e Extenção em Geoprocessamento na PUC-MINAS VIRTUAL.Atualmente faz Pós-Graduação em Fotografia e Imagem pela UCAM / IUPERJ;

    Marcos José é Arquiteto com Pós-Graduação em Análise e Avaliação Ambiental pela PUC-RIO e Gestão Integrada do Patrimônio Cultural pela UFPE/UNESCO e Extenção em Geoprocessamento na PUC-MINAS VIRTUAL.Atualmente faz Pós-Graduação em Fotografia e Imagem pela UCAM / IUPERJ;

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