Continuamos com nossa série de entrevistas com profissionais do setor elétrico, desta vez segue entrevista com Fernando Silveira – Elétrobras

Nome: Fernando Silveira    

Formação: Bacharelado – Física – pós-graduação –Ciência dos Materiais (Coppe)

Empresa que atua: ELETROBRAS

Anos de experiência profissional: 25 anos

Quantos Anos trabalha com geoprocessamento agregado a sua área de atuação e qual foi o primeiro contato com essa ferramenta?

Trabalho, atualmente, em TI, na área de desenvolvimento de sistemas. Há mais de oito (8) anos venho buscando mostrar a necessidade de uma gestão centralizada das atividades de geoprocessamento no que tange a criação de normas, padrões inclusive para aquisição de produtos, como ortofotos e imagens de satélite), gestão de metadados, de imagens. Essa idéia surgiu do estreitamento de uma relação bastante produtiva com o profissional da ELETROBRAS, Marcio Giovanni Cupti Madeira, que me mostrou o caos e carência por padrões existentes nas áreas que utilizavam geoprocessamento.

Que mudanças tem ocorrido na sua área profissional que o geoprocessamento poderia contribuir?

Tenho buscado despertar o pensamento espacial na cabeça dos clientes e, procurado gerar demandas por parte deles nesse sentido. Entendo que para o nível estratégico e tático da empresa o produto de geoprocessamento mais significativo é o GIS. Por isso, temos investido nas ferramentas servidoras de mapas e seremos os viabilizadores dos SIG’s na ELETROBRAS. Sempre de forma multidisciplinar, engenheiros, geógrafos, profissionais de meio-ambiente e outros geram seus projetos e disponibilizam para que a gente dê o tratamento necessário à apresentação nas ferramentas citadas.

Como você vê os estudos ambientais e sua relação com o Geoprocessamento no setor de energia?

Sabemos que as perguntas abaixo demonstram a importância de um business ter o geoprocessamento como ferramenta de apoio.
O que?
Onde?
Sobre o que?
Áreas afetadas?
Importância?
Quando e como?
Quanto?
Como mitigar ou eliminar?

Isso é muito claro no Setor Elétrico, onde todos os empreendimentos afetam pesadamente o meio-ambiente. Empreendimentos hidrelétricos, por exemplo, destroem vários ecossistemas e, consequentemente, afetam drasticamente àqueles periféricos, para onde fogem os habitantes da área alagada, além da geração de metano por seus lago; eólicas afetam a população de aves e térmicas poluem e emitem ruídos.

Naturalmente, um geoprocessamento de qualidade é uma ajuda necessária e imprescindível às atividades de estudos ambientais.

Como está o geoprocessamento no setor Elétrico?

Engatinhando. Algumas empresas com maturidade avançada, mas a maioria delas, infelizmente, não utilizam nem 20% do que deveriam. Em geral, utiliza-se o geoprocessamento para se fazer “mapas digitais” que podem se tornar quadros de parede em salas de reunião ou de gerentes. Mapas, digitais ou não, NÃO devem ser objetivo de ninguém que queira ter um geoprocessamento de ponta que atenda igualmente as áreas operacionais, táticas e estratégicas de uma empresa. É preciso mostrar as mudanças o mais “real-time” possível. Os dados devem ser armazenados em banco de dados corporativos de onde possam ser lidos e plotados de forma segura, confiável e dinâmica. Assim, o geoprocessamento oferecerá uma ferramenta de apoio à decisão que, seguramente, responderá as questões acima listadas.

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