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INDE: agora vai!

Por MundoGEO | 14h52, 08 de Fevereiro de 2010

Uma notícia que passou meio despercebida, no final da semana passada, foi o anúncio da Concar disponibilizando o plano de ação para a implantação da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE).

A Comissão Nacional de Cartografia (Concar) é um órgão colegiado do Ministério do Planejamento, descendente da antiga Cocar, que fixa as diretrizes e bases da cartografia brasileira. Dentre as atribuições da Concar estão assessorar o Ministro de Estado na supervisão do Sistema Cartográfico Nacional (SCN), coordenar a execução da Política Cartográfica Nacional e exercer outras atribuições relacionadas à cartografia a nível federal.

O plano de ação para implantação da INDE foi elaborado pelo Comitê de de Planejamento da Infraestrutura de Dados Espaciais (Cinde) da Concar. É um documento com 205 páginas que detalha os conceitos de IDE, os subsídios para o plano de ação da INDE, os atores envolvidos e as suas funções, os dados e metadados geoespaciais envolvidos, o diretório brasileiro de dados, as ações de capacitação e treinamento de recursos humanos, além das iniciativas para difusão e divulgação.
 
A INDE foi legalmente instituída pelo Decreto Presidencial 6.666, de 27 de novembro de 2008, que estipulou um prazo de seis meses para a Concar elaborar o plano de ação para implantação da INDE e submetê-lo ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP).

Para isso foi criado o Cinde, com 110 membros representando 26 organizações brasileiras, sendo 22 ligadas ao governo federal, três secretarias estaduais e uma universidade. O resultado desse trabalho está sendo compartilhado com a sociedade neste momento.

Segundo a Concar, a partir de 2010 a INDE será efetivamente implantada, seguindo as diretrizes traçadas no plano de ação. A estratégia baseia-se em um cronograma de metas, com prioridades e objetivos bem definidos, a serem alcançadas ao longo desta década, em três ciclos, sendo que o primeiro termina em dezembro de 2010, o segundo vai de 2011 a 2014 e o terceiro e último de 2015 a 2020.

Segundo o plano de ação, a iniciativa da INDE deverá ser deflagrada primeiramente no âmbito do setor público, ganhando força e se consolidando nos próximos 12 a 18 meses.

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Copa + Olimpíadas = 7 anos de obras no Brasil

Por MundoGEO | 7h49, 05 de Outubro de 2009

Com a confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, brilhou o olho dos empreendedores de todo o País.

Esses dois eventos vão transformar o Brasil – e o Rio de Janeiro em especial – em um gigantesco canteiro de obras. Com responsabilidade na liberação de recursos por parte do governo, controle nos gastos por parte de toda a sociedade e excelência na gestão por parte dos empresários, o Brasil tem tudo para ser a principal nação da próxima década.

Será uma verdadeira revolução na infraestrutura, não só com grandes obras na região Sudeste – como o trem de alta velocidade entre Campinas, São Paulo e Rio -, mas também com mudanças estruturais nas regiões Norte e Nordeste.

E a geomática?

O setor de geotecnologia tem tudo para ser alavancado por toda essa movimentação, com trabalho nos setores de topografia (locação de obras, implantação de rodovias e ferrovias, etc), monitoramento de estruturas (pontes, viadutos, estádios, etc), GIS (gestão de obras, geomarketing, utilities, etc), sensoriamento remoto (cartografia, imagens para veículos de comunicação e agências de turismo, etc), dentre outros.

Bom trabalho a todos nos próximos sete anos!

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

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