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Tendências do GIS para 2012 e além

Por Eduardo Freitas | 15h00, 16 de Janeiro de 2012

bola de cristal 300x221 Tendências do GIS para 2012 e alémComeço 2012 com um post sobre o futuro do GIS, baseado neste excelente artigo do projessor Mike Goodchild (entrevistado por mim em 2008 para a revista InfoGEO edição 53).

Segundo Goodchild, o futuro do GIS está nos ambientes “indoor”, em localização de tudo, na internet das coisas,  no GIS em tempo real e nas múltiplas formas de representar o mundo.

Indoor

No artigo, fala-se que o GIS é uma tecnologia que abrange “somente” 13% da realidade, já que o GPS e as imagens de sensoriamento remoto funcionam bem fora das edificações (outdoor), porém um americano médio passaria 87% de seu tempo em locais fechados (indoor). Por outro lado, com as tecnologias de escaneamento a laser, posicionamento por RFID, modelos de construções (BIM), etc., isto está mudando aos poucos.

Tudo localizado, todo o tempo

Estima-se que mais de 80% da informação na web tenha uma componente de localização. E hoje, qualquer computador ou celular é facilmente “localizável” através de seu IP, receptor GPS, GPRS, etc.. Ou seja, estamos avançando para uma era na qual praticamente tudo (desde um animal de estimação até um eletrodoméstico) terá sua coordenada geográfica definida e, eventualmente, rastreada. Veja no artigo que há algumas questões sobre privacidade e emergências.

Internet das coisas

Sabendo onde um objeto está, a qualquer momento, abrem-se possibilidades como por exemplo a de que dois objetos possam trocar informações entre si. Hoje, com um leitor de QR-code um smartphone pode escanear um código e “baixar” um histórico (por que não georreferenciado) com todas as informações sobre um objeto.

GIS em tempo real

Com o crescimento do mapeamento colaborativo, a popularização de equipamentos inteligentes e da internet de banda larga, torna-se possível fazer alguns estudos com dados em tempo real (ou “quase real”), tais como análises de tráfego, resposta a emergências baseada em dados de campo, etc..

Múltiplas visões do mundo

Segundo o artigo do professor Goodchild, muitas vezes o GIS contém apenas um ponto de vista, que é geralmente do setor governamental. Por outro lado, cada vez mais indivíduos ou grupos tendem a buscar novas ou diferentes formas de visualizar um dado ou até mesmo dar nome aos locais. Com isso, abrem-se novas frentes nas quais o GIS pode ser uma ferramenta para organizar diferentes visões do mundo e colocar ordem no caos.

Estes são apenas alguns pontos sobre o futuro do GIS que gostaria de compartilhar aqui. O que você acha destas tendências? Há mais algo a acrescentar?

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Proposta na mesa da ICA: Comissão de Neocartografia

Por Eduardo Freitas | 15h08, 14 de Abril de 2011

A criação de uma comissão específica sobre a polêmica “neogeografia” está nas mãos da Associação Internacional de Cartografia (ICA, na sigla em inglês).

O objetivo é colocar em sintonia os cartógrafos “tradicionais” com as atuais tecnologias de mapeamento na web, como portais de mapas online, redes sociais e games baseados localização, geocolaboração em tempo real, entre outros assuntos que são triviais para quem faz parte da geração Z.

Este próprio termo “neogeografia” ou “neocartografia” já foi assunto para debates acalorados, seja em blogs e listas de discussão ou em eventos presenciais, como o seminário Geoweb & GPS, em abril de 2009, no qual o tema “mashups, neogeografia e mapeamento colaborativo” literalmente “causou” (podcast aqui, em mp3).

neocartografia Proposta na mesa da ICA: Comissão de NeocartografiaQualquer um pode contribuir na proposta da ICA, nas categorias member, contributor, observer e supporter. Submetido por Steve Chilton (Universidade Middlesex), o documento já conta com alguns nomes de peso, como Mike Goodchild (Universidade de Santa Barbara) e Ed Parsons (Google). O próximo passo será a aprovação na conferência da ICA que acontecerá em julho na França.

Um pouco antes disso, no dia 14 de junho, acontece durante o MundoGEO#Connect em São Paulo o Seminário Geolocalização & Negócios com o tema “conheça as novas aplicações e modelos de negócios que integram análise geográfica e serviços baseados em localização”. Será uma oportunidade única para conhecer mais sobre este amplo mercado dos Serviços Baseados em Localização (LBS), com a presença de especialistas que vão debater as oportunidades e novos modelos de negócios desse setor.

E você, o que acha desta tal “neogeografia”?

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Estereótipos: mito ou realidade?

Por Eduardo Freitas | 17h23, 11 de Abril de 2011

O curitibano é “fechado”, o carioca é “malandro” e o paulistano é “workaholic”. Mitos ou realidade?

Este post sobre estereótipos não tem nada a ver com geo e ao mesmo tempo pode ter tudo a ver. O topógrafo, por exemplo, é taxado como um “brucutu”. Alguns profissionais que trabalham com software livre são estigmatizados como “reacionários”, enquanto os analistas de geoprocessamento são chamados pejorativamente de “neogeógrafos”.

workaholics Estereótipos: mito ou realidade?

Todo paulistano é workaholic, ou todo workaholic é paulistano?

Porém há topógrafos trabalhando com alta tecnologia e assumindo cargos importantes; profissionais faturando alto com software livre para geo; e “neogeógrafos” dominando o mundo dos serviços baseados em localização (LBS).

Enfim .. escrevi tudo isso para falar que aqui em Curitiba faz muito frio e sim, o povo curitibano é fechado, mas um amigo curitibano é para toda a vida.

E você, já sofreu com algum estigma?

<a href=”http://mundogeo.com/geodrops/files/2011/04/workaholics.jpg”><img src=”http://mundogeo.com/geodrops/files/2011/04/workaholics.jpg” alt=”Paulistanos são workaholics. Ponto?” title=”workaholics” width=”250″ height=”250″ class=”size-full wp-image-232″ /></a>

Todo paulistano é workaholic, ou todo workaholic é paulistano?

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

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