De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Mercado”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Mercado: Pregão eletrônico, Qualidade dos projetos, Mapeamento do setor:

A palavra chave aqui é “qualidade” dos serviços por preços justos que permitam aos usuários receberem produtos e serviços que lhes atendam, às empresas obter  resultados do capital investido para reinvestir e crescer. Dois pontos são destaque. Primeiro, a modalidade de escolha de serviços por pregão eletrônico, o chamado “leilão”. Esta opção tem suas vantagens, incluindo a compra de produtos e dados do setor, mas pela legislação que a criou, não deveria ser usada para contratação de serviços de engenharia, como muitos trabalhos de mapeamento, por exemplo. Na nossa opinião, este assunto precisa ser melhor tratado, até porque ele é unanimidade em todos os estado brasileiros.

Outra questão relacionada apresenta um certo despreparo, em muitos casos, na especificação do projeto e do acompanhamento da sua execução. Neste caso, esta falha compromete não são a forma de seleção da melhor proposta, como também na garantia de recebimento de um resultado de qualidade. A solução passa pela melhor qualificação dos profissionais que atuam nas empresas privadas e públicas, contratantes para quem não tem equipe interna preparada. Uma opção é o uso de consultorias especializadas ou convênios com universidades. O cuidado a ser tomado nestas opções é que os profissionais  tenham neutralidade, estejam atualizados com os avanços tecnológicos e procurem entender o que o usuário realmente precisa de acordo com sua disponibilidade  de recursos.

E por fim, para que esta relação “produtores x usuários” ganhe consistência, falta um real conhecimento da cadeia produtiva do setor, os tipos de empresas, o perfil dos seus colaboradores e as demandas dos usuários . Todo setor econômico que se preze tem dados econômicos e de empregabilidade. Na área de Geomática isto já se tornou um mito, ninguém sabe. Desta forma fica mais difícil o setor empresarial se planejar e a comunidade como um todo mostrar sua força e promover melhorarias  institucionais. Afinal qual é tamanho deste setor? Quantos profissionais emprega? Quanto movimento de recursos e quais as demandas anuais por serviços e produtos?

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