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Educação: Como melhorar os recursos humanos

Por Emerson Zanon Granemann | 17h49, 05 de Dezembro de 2013

De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Educação”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Educação: Como melhorar os recursos humanos

Peça mais importante na cadeia produtiva e de usuários do setor, o fator humano vem sendo citado como um dos principais obstáculos atualmente. O que vem acontecendo é que a formação vem falhando com algumas exceções. Como regra geral, o atual momento brasileiro de crescimento vem esbarrando na quantidade de profissionais bem formados disponíveis no mercado.

Vale lembrar aqui que as equipes de profissionais que atuam no mercado são cada vez mais multidisciplinares. Geógrafos, agrimensores, cartógrafos e analistas de sistemas formam basicamente os especialistas do setor, porém os demais engenheiros, geólogos, urbanistas, administradores, ambientalistas entre outros, estão também nas diversas de equipes de desenvolvimento e usuários do setor de geotecnologia. Em ambos os casos, nem sempre a formação destes profissionais vem sendo alinhada com as novas tecnologias e as demandas da sociedade.

Algumas ações podem ser feitas de imediato para melhorar a situação. Aproximar mais as universidades das empresas do setor pode diminuir um pouco esta distância. Modernizar os currículos universitários dos cursos existentes e ampliar e distribuir melhor pelo Brasil a oferta de cursos na área de Geomática irão ampliar a massa crítica e diminuir a quantidade de profissionais pouco preparados que atuam no setor.

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Políticas públicas: Fonte de recursos, Coordenação, Plano a longo prazo

Por Emerson Zanon Granemann | 17h36, 06 de Novembro de 2013

De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Políticas Públicas”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Políticas públicas: Fonte de recursos, Coordenação, Plano a longo prazo:

O que esperar do Governo para o setor de Geomática? Muito! A lista é grande, mas foram selecionados três pontos essenciais e inter-conectados. Considerando o nível federal, não temos hoje uma instituição que atue como integradora de esforços e coordenadora  das políticas públicas do setor. A prioridade do IBGE sempre foi a estatística. A Diretoria de Serviços Geográficos do exército (DSG) tem suas principais missões ligadas a defesa nacional. A Comissão Nacional de Cartografia (Concar) é um órgão que tem uma missão nobre, mas que na prática pouquíssimo tem feito para dinamizar o setor. Penso que a coordenação do Ministério de Planejamento e Gestão tem papel importante na integração dos esforços dos demais ministérios, bem como na tentativa de unir esforços.

Os avanços com desenvolvimento  da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), pelo IBGE e DSG, tem sido notáveis. O que falta realmente é a definição mais clara das funções dos atores. Sem esta definição não se percebe nenhum movimento claro de um projeto mais a longo  prazo, que viabilize recursos permanentes para a execução e manutenção do mapeamento do país em escala adequada.

O vazio cartográfico continua, e a colcha de retalhos aumenta.  Entra governo, sai governo – de direita, de esquerda, de centro – e infelizmente o quadro não muda. Mas precisa mudar! Este é um assunto dos mais complexos, mais comentados em eventos, mas que a anos não evolui  na velocidade que se espera. Um país que está crescendo, e que deseja de fato ser uma grande potência, tem que ser plenamente mapeado, para que sua infraestrutura seja projetada, executada e monitorada a partir de informações atualizadas, de fácil acesso e georreferenciadas.

O principal questionamento a ser feito não seria “Quanto vai custar este mapeamento”, apesar de sua importância, mas sim: “Quanto custa ao Brasil não ter um mapeamento atualizado?”

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Mercado: Pregão eletrônico, Qualidade dos projetos, Mapeamento do setor

Por Emerson Zanon Granemann | 20h29, 04 de Outubro de 2013

De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Mercado”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Mercado: Pregão eletrônico, Qualidade dos projetos, Mapeamento do setor:

A palavra chave aqui é “qualidade” dos serviços por preços justos que permitam aos usuários receberem produtos e serviços que lhes atendam, às empresas obter  resultados do capital investido para reinvestir e crescer. Dois pontos são destaque. Primeiro, a modalidade de escolha de serviços por pregão eletrônico, o chamado “leilão”. Esta opção tem suas vantagens, incluindo a compra de produtos e dados do setor, mas pela legislação que a criou, não deveria ser usada para contratação de serviços de engenharia, como muitos trabalhos de mapeamento, por exemplo. Na nossa opinião, este assunto precisa ser melhor tratado, até porque ele é unanimidade em todos os estado brasileiros.

Outra questão relacionada apresenta um certo despreparo, em muitos casos, na especificação do projeto e do acompanhamento da sua execução. Neste caso, esta falha compromete não são a forma de seleção da melhor proposta, como também na garantia de recebimento de um resultado de qualidade. A solução passa pela melhor qualificação dos profissionais que atuam nas empresas privadas e públicas, contratantes para quem não tem equipe interna preparada. Uma opção é o uso de consultorias especializadas ou convênios com universidades. O cuidado a ser tomado nestas opções é que os profissionais  tenham neutralidade, estejam atualizados com os avanços tecnológicos e procurem entender o que o usuário realmente precisa de acordo com sua disponibilidade  de recursos.

E por fim, para que esta relação “produtores x usuários” ganhe consistência, falta um real conhecimento da cadeia produtiva do setor, os tipos de empresas, o perfil dos seus colaboradores e as demandas dos usuários . Todo setor econômico que se preze tem dados econômicos e de empregabilidade. Na área de Geomática isto já se tornou um mito, ninguém sabe. Desta forma fica mais difícil o setor empresarial se planejar e a comunidade como um todo mostrar sua força e promover melhorarias  institucionais. Afinal qual é tamanho deste setor? Quantos profissionais emprega? Quanto movimento de recursos e quais as demandas anuais por serviços e produtos?

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O que precisa mudar

Por Emerson Zanon Granemann | 19h55, 12 de Setembro de 2013

Coletando opiniões junto a comunidade e de acordo com nossas percepções, listamos cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de resumir estas incertezas:

• Mercado: Relação entre produtores e usuários
- Rever o uso do pregão eletrônico na contratação de serviços e produtos pelo governo
- Preparar usuários para especificar melhor os termos de referência e fiscalizar a execução dos serviços
- Mapear o número de profissionais, o faturamento das empresas e as novas demandas.

• Inovação: O que precisa ser feito
- Ampliar a oferta de verbas de fomento à pesquisa e inovação
- Ampliar parcerias entre as Universidades, Empresas e Usuários
- Ampliar os projetos de pesquisa acadêmica aplicada às necessidades da sociedade.

• Educação: Como melhorar os recursos humanos
- Aproximar mais as universidades das empresas do setor
- Ampliar a oferta de cursos na área de Geomática
- Modernizar os currículos universitários dos cursos afins.

• Políticas públicas: O que se espera do Governo
- Definir melhor os responsáveis pela padronização, coordenação, produção e distribuição de dados geoespaciais no país
- Planejar e executar um Plano de Mapeamento Básico e Sistemático do Brasil
- Garantir recursos para executar e manter atualizados os dados geoespaciais do país.

• Legislação: O que precisa ser feito
- Rever carga tributária de produtos importados sem similar nacional
- Agilizar a legislação do uso de VANTs e Drones para mapeamento
- Modernizar a legislação de serviços de mapeamento do Ministério da Defesa.

Para avaliar as prioridades e descobrir outras, criamos uma pesquisa online para apontar uma pauta de debate permanente na sociedade. Nosso objetivo é atuar como facilitador e colaborar para que  os desafios – após serem identificados – possam agregar opiniões de todos os atores do setor, possibilitando a geração de soluções efetivas.

Para opinar, clique aqui e acesse a pesquisa online. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Confira a seguir um vídeo no qual eu comento sobre os grupos e cada tópico:

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  • Emerson Zanon Granemann
    @emersonzanongranemann
    Engenheiro Cartógrafo pelo UFPR. Fundador e CEO da MundoGEO. Idealizador dos eventos MundoGEO#Connect e DroneShow. Coordenador do Fórum Empresarial de Geotecnologias e do Forum Empresarial de Drones.

    Engenheiro Cartógrafo pelo UFPR. Fundador e CEO da MundoGEO. Idealizador dos eventos MundoGEO#Connect e DroneShow. Coordenador do Fórum Empresarial de Geotecnologias e do Forum Empresarial de Drones.

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