mapeamento | Latitude

Latitude

Políticas públicas: Fonte de recursos, Coordenação, Plano a longo prazo

Por Emerson Zanon Granemann | 17h36, 06 de Novembro de 2013

De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Políticas Públicas”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Políticas públicas: Fonte de recursos, Coordenação, Plano a longo prazo:

O que esperar do Governo para o setor de Geomática? Muito! A lista é grande, mas foram selecionados três pontos essenciais e inter-conectados. Considerando o nível federal, não temos hoje uma instituição que atue como integradora de esforços e coordenadora  das políticas públicas do setor. A prioridade do IBGE sempre foi a estatística. A Diretoria de Serviços Geográficos do exército (DSG) tem suas principais missões ligadas a defesa nacional. A Comissão Nacional de Cartografia (Concar) é um órgão que tem uma missão nobre, mas que na prática pouquíssimo tem feito para dinamizar o setor. Penso que a coordenação do Ministério de Planejamento e Gestão tem papel importante na integração dos esforços dos demais ministérios, bem como na tentativa de unir esforços.

Os avanços com desenvolvimento  da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), pelo IBGE e DSG, tem sido notáveis. O que falta realmente é a definição mais clara das funções dos atores. Sem esta definição não se percebe nenhum movimento claro de um projeto mais a longo  prazo, que viabilize recursos permanentes para a execução e manutenção do mapeamento do país em escala adequada.

O vazio cartográfico continua, e a colcha de retalhos aumenta.  Entra governo, sai governo – de direita, de esquerda, de centro – e infelizmente o quadro não muda. Mas precisa mudar! Este é um assunto dos mais complexos, mais comentados em eventos, mas que a anos não evolui  na velocidade que se espera. Um país que está crescendo, e que deseja de fato ser uma grande potência, tem que ser plenamente mapeado, para que sua infraestrutura seja projetada, executada e monitorada a partir de informações atualizadas, de fácil acesso e georreferenciadas.

O principal questionamento a ser feito não seria “Quanto vai custar este mapeamento”, apesar de sua importância, mas sim: “Quanto custa ao Brasil não ter um mapeamento atualizado?”

share save 171 16 Políticas públicas: Fonte de recursos, Coordenação, Plano a longo prazo

Legislação: Carga tributária, Vants & Drones, Ministério da Defesa

Por Emerson Zanon Granemann | 13h35, 17 de Outubro de 2013

De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Legislação”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Legislação: Carga tributária, Vants & Drones, Ministério da Defesa:

O primeiro ponto deste tema é a necessidade de uma revisão imediata na carga tributária que onera os equipamentos topográficos, geodésicos e fotogramétricos que não tem similaridades nacionais. Tais valores dificultam que as empresas e profissionais se atualizem, e com isso possam obter maior  produtividade, qualidade  e oferecer serviços mais baratos para os usuários.

Considerando os dados obtidos por  Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs ou Drones) para mapeamento, está sendo muito necessária a finalização da legalização dos levantamentos para fins comerciais. Com certeza esta plataforma veio para somar as imagens de satélite  e a aerofotogrametria clássica. Mas as noticias são boas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) prometeu até 2014 liberar esta legislação.

Por fim, nos parece fundamental uma urgente modernização da legislação de serviços de mapeamento do Ministério da Defesa. As empresas do setor tem se preocupado com a demora das licenças para a execução dos aerolevantamentos. Outra preocupação é a tentativa do Ministério de querer controlar e catalogar as informações obtidas no Brasil, que são muitas, por imagens de satélites e, no futuro, por VANTs. Nos tempo atuais, parece difícil implementar estas ações, a prioridade deveria ser outra. Além disso, outro ponto importante é rever os critérios para as empresas se cadastrarem no Ministério, visando se habilitar para a realização de trabalhos. A chave nesta questão é a atualização da legislação à luz das demandas por agilidade e por tipos de produtos diferentes, associado a uma rapidez muito grande das tecnologias. Dados geográficos hoje são menos de segurança nacional e mais de suporte ao crescimento do Brasil.

share save 171 16 Legislação: Carga tributária, Vants & Drones, Ministério da Defesa

Mercado: Pregão eletrônico, Qualidade dos projetos, Mapeamento do setor

Por Emerson Zanon Granemann | 20h29, 04 de Outubro de 2013

De acordo com opiniões da comunidade geoespacial, foram listados cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de avaliar as prioridades e apontar as dificuldades do setor no Brasil.

Neste post o tema a ser debatido é “Mercado”. Abaixo você também encontra um vídeo com as minhas considerações sobre este tema estruturante. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Mercado: Pregão eletrônico, Qualidade dos projetos, Mapeamento do setor:

A palavra chave aqui é “qualidade” dos serviços por preços justos que permitam aos usuários receberem produtos e serviços que lhes atendam, às empresas obter  resultados do capital investido para reinvestir e crescer. Dois pontos são destaque. Primeiro, a modalidade de escolha de serviços por pregão eletrônico, o chamado “leilão”. Esta opção tem suas vantagens, incluindo a compra de produtos e dados do setor, mas pela legislação que a criou, não deveria ser usada para contratação de serviços de engenharia, como muitos trabalhos de mapeamento, por exemplo. Na nossa opinião, este assunto precisa ser melhor tratado, até porque ele é unanimidade em todos os estado brasileiros.

Outra questão relacionada apresenta um certo despreparo, em muitos casos, na especificação do projeto e do acompanhamento da sua execução. Neste caso, esta falha compromete não são a forma de seleção da melhor proposta, como também na garantia de recebimento de um resultado de qualidade. A solução passa pela melhor qualificação dos profissionais que atuam nas empresas privadas e públicas, contratantes para quem não tem equipe interna preparada. Uma opção é o uso de consultorias especializadas ou convênios com universidades. O cuidado a ser tomado nestas opções é que os profissionais  tenham neutralidade, estejam atualizados com os avanços tecnológicos e procurem entender o que o usuário realmente precisa de acordo com sua disponibilidade  de recursos.

E por fim, para que esta relação “produtores x usuários” ganhe consistência, falta um real conhecimento da cadeia produtiva do setor, os tipos de empresas, o perfil dos seus colaboradores e as demandas dos usuários . Todo setor econômico que se preze tem dados econômicos e de empregabilidade. Na área de Geomática isto já se tornou um mito, ninguém sabe. Desta forma fica mais difícil o setor empresarial se planejar e a comunidade como um todo mostrar sua força e promover melhorarias  institucionais. Afinal qual é tamanho deste setor? Quantos profissionais emprega? Quanto movimento de recursos e quais as demandas anuais por serviços e produtos?

share save 171 16 Mercado: Pregão eletrônico, Qualidade dos projetos, Mapeamento do setor

O que precisa mudar

Por Emerson Zanon Granemann | 19h55, 12 de Setembro de 2013

Coletando opiniões junto a comunidade e de acordo com nossas percepções, listamos cinco grupos estruturantes – divididos em três tópicos cada – que têm a proposta de resumir estas incertezas:

• Mercado: Relação entre produtores e usuários
- Rever o uso do pregão eletrônico na contratação de serviços e produtos pelo governo
- Preparar usuários para especificar melhor os termos de referência e fiscalizar a execução dos serviços
- Mapear o número de profissionais, o faturamento das empresas e as novas demandas.

• Inovação: O que precisa ser feito
- Ampliar a oferta de verbas de fomento à pesquisa e inovação
- Ampliar parcerias entre as Universidades, Empresas e Usuários
- Ampliar os projetos de pesquisa acadêmica aplicada às necessidades da sociedade.

• Educação: Como melhorar os recursos humanos
- Aproximar mais as universidades das empresas do setor
- Ampliar a oferta de cursos na área de Geomática
- Modernizar os currículos universitários dos cursos afins.

• Políticas públicas: O que se espera do Governo
- Definir melhor os responsáveis pela padronização, coordenação, produção e distribuição de dados geoespaciais no país
- Planejar e executar um Plano de Mapeamento Básico e Sistemático do Brasil
- Garantir recursos para executar e manter atualizados os dados geoespaciais do país.

• Legislação: O que precisa ser feito
- Rever carga tributária de produtos importados sem similar nacional
- Agilizar a legislação do uso de VANTs e Drones para mapeamento
- Modernizar a legislação de serviços de mapeamento do Ministério da Defesa.

Para avaliar as prioridades e descobrir outras, criamos uma pesquisa online para apontar uma pauta de debate permanente na sociedade. Nosso objetivo é atuar como facilitador e colaborar para que  os desafios – após serem identificados – possam agregar opiniões de todos os atores do setor, possibilitando a geração de soluções efetivas.

Para opinar, clique aqui e acesse a pesquisa online. Comente, critique, sugira neste espaço. Vamos construir soluções para estes e outros desafios!

Confira a seguir um vídeo no qual eu comento sobre os grupos e cada tópico:

share save 171 16 O que precisa mudar

ANCAR ou ANGEO?

Por Emerson Zanon Granemann | 14h49, 16 de Outubro de 2012

Gostaria de compartilhar com vocês algumas opiniões sobre este importante momento de repensar a organização da cartografia no Brasil.

Ser contra ou a favor? Esta é a pergunta que mais estou recebendo nos últimos dias. No recente webinar que realizamos em parceria com o Instituto GeoDireito, sobre a proposta de criação da Agência Nacional de Cartografia (Ancar), 80% dos 750 participantes apontaram não estarem satisfeitos com o quadro atual em que se encontra a cartografia no Brasil. Eu estou 100% convencido que precisamos fazer algo neste setor. Penso que a iniciativa do Deputado Arnaldo Jardim, de propor debater o assunto no Congresso Nacional sob a forma de um Projeto de Lei (PL), veio em boa hora e pode ser o provocador de um debate na comunidade para impulsionar esta necessária mudança. Afirmo isso pois existe um tempo interessante antes que a PL seja levada para a votação e depois possa receber contribuições de forma a atender sua função de reorganizar e promover o desenvolvimento do setor, para atender os usuários públicos e privados, empresas, universidades e profissionais do setor. Ajustes estes que devem contemplar uma plena integração do novo modelo, quando aprovado, com a Comissão Nacional de Cartografia (Concar), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Diretoria do Serviço Geográfico do Exército (DSG). Além de prever a criação de uma estrutura eficiente e eficaz para atender as atribuições por ela propostas.

Mudar o nome da agência, de Ancar para Agência Nacional de Informações Geoespaciais (Angeo ou outra combinação de letras): Mais do que mudar a sigla, penso que seria muito estratégico reavaliar alguns conceitos, contextualizando a discussão às atuais demandas da sociedade no século 21.

Algumas justificativas para rever o nome e o conceito da Agência:

Cartografia-Informações Geoespaciais (informação associada a uma posição): os mapas evoluíram do papel para o meio digital e, com a popularização do GIS e do GPS (mobilidade), ganharam outra dimensão de uso. A quantidade de usuários é imensa e o seu perfil é diverso devido à evolução da tecnologia. Hoje já se discute, por exemplo, como o mapeamento colaborativo pode ser integrado às bases oficiais. A grande maioria das empresas do setor, incluindo as de mapeamento mais tradicionais, já não se apresenta como empresa de mapeamento, mas enfatizam que seu negócio é gerar informações. Empresas, como Vale, Petrobras, Governos e Prefeituras, não buscam mais somente bases cartográficas mas sim informações geoespaciais para tomar suas decisões. Evidente que toda a informação geoespacial tem que ter uma boa cartografia como base, mas a proposta da Agência, a meu ver, para conseguir apoio amplo da sociedade e atingir seus objetivos tem que absorver não só no seu nome, mas na sua essência, esta nova demanda. Não se trata de modismo, mas de uma nova forma de coletar, modelar, processar, analisar e compartilhar os dados com seus inúmeros atributos para a tomada de decisões.

GGIM – ONU: Vemos que na ONU, como bem comentou o Instituto GeoDireito, já recomenda-se que os países se regulem e modernizem os processos de geração e disponibilização de informações geoespaciais. Esta será uma decisão vital e estratégica nos próximos 10 anos para o planeta, junto com temas como sustentabilidade, meio ambiente, utilities e educação. Observem que no site da Global Geospatial Information Management (GGIM) existem várias iniciativas mundiais dos Estados Membros que seguem esta tendência de discutir, prover e legislar, não em cima da cartografia, mas de um conceito mais amplo de informações geoespaciais.

Com certeza será vitorioso um movimento, via Agência ou não, que possa disseminar para a sociedade os conceitos da informação geoespacial e suas inúmeras aplicações. Além disso, que facilite a plena integração destas informações, sua ampla disponibilidade e sua reutilização para diferentes fins. Será o fim dos vazios de informações geoespacias e de áreas mapeadas várias vezes.

A sociedade não quer mais só mapas, mas sim informação. Temo que manter o termo e foco só na cartografia vai acabar despertando tão somente interesse de nichos de empresas, usuários, instituições e profissionais especificamente do setor. Mas se o movimento for mais amplo, terá um apoio e impacto maior, e mais chances de realmente despertar a atenção de governantes e políticos.

share save 171 16 ANCAR ou ANGEO?

Agencia Nacional de Cartografia e Código Cartográfico Nacional

Por Emerson Zanon Granemann | 20h39, 20 de Junho de 2012

Olá Amigos.

Leiam o texto deste link http://mundogeo.com/blog/2012/06/20/congresso-nacional-pode-mudar-a-cartografia/ Tudo indica que vamos entrar numa nova era no setor de Cartografia no Brasil. Assim como já acontece em outros países vamos evitar mapeamentos sobrepostos, preencher vazios cartográficos e fortalecer a indústria, profissionais e instituições do setor. A chave de tudo é que a comunidade se una para opinar e apoiar. Vamos deixar de lado interesses específicos empresariais, profissionais e institucionais. Vamos pensar em fortalecer a cartografia e mapear o Brasil da forma que ele precisa para continuar a crescer. Os usuários agradecem.

Um abraço a todos. Novidades sobre o assunto irei divulgando.

 

share save 171 16 Agencia Nacional de Cartografia e Código Cartográfico Nacional

Preços dos serviços de mapeamento despencam no Brasil

Por Emerson Zanon Granemann | 0h09, 24 de Abril de 2012

Desde 2011, tem ficado evidente o conflito entre as tradicionais empresas de mapeamento do país durante as concorrências públicas e privadas. A chiadeira é geral das empresas de mapeamento, pela grande variação de preços entre o máximo e o mínimo, que chega a ser de até três vezes.
Avaliar o que está acontecendo é complexo, pois de um lado podemos supor que os usuários devem estar cientes do que estão especificando e contratando. E por outro percebe-se que estão no mercado empresas novas que estão buscando seus espaços com modelos de negócios diferentes. O tempo vai dizer se a situação vai persistir. Se uma empresa tem custos (bem) menores e atua legalmente, mas consegue fazer o trabalho que o contratante quer, não existe conflito. O complicado é que algumas empresas podem estar só atuando por um tempo, “pegando” vários projetos e entregando serviços de baixa qualidade, para usuários desavisados ou reféns de pregões eletrônicos que limitam escolhas mais técnicas, para num segundo momento fechar as portas. Vale a pena acompanhar estes movimentos em outros países também.
Vamos ficar de olho e registrar aqui os próximos capítulos desta “novela”.

share save 171 16 Preços dos serviços de mapeamento despencam no Brasil
  • Emerson Zanon Granemann
    @emersonzanongranemann
    Engenheiro Cartógrafo pelo UFPR. Fundador e CEO da MundoGEO. Idealizador dos eventos MundoGEO#Connect e DroneShow. Coordenador do Fórum Empresarial de Geotecnologias e do Forum Empresarial de Drones.

    Engenheiro Cartógrafo pelo UFPR. Fundador e CEO da MundoGEO. Idealizador dos eventos MundoGEO#Connect e DroneShow. Coordenador do Fórum Empresarial de Geotecnologias e do Forum Empresarial de Drones.

  •