Dois grandes desafios para se realizar pesquisas na Floresta Amazônica são os custos e a logística, tanto para a coleta de dados como para a manutenção de uma equipe em excursão, pois tanto as distâncias quanto as dificuldades de permanência em locais isolados podem onerar a pesquisa.

Para tentar mudar esta realidade, um grupo de pesquisadores lançou mão da tecnologia para realizar tarefas quase impossíveis. Por meio do projeto “Sistema Remoto de Coleta de Dados para Redes de Sensores sem fio Geograficamente Distribuídos”, eles buscam estudar métodos e tecnologias de comunicação alternativos que permitam a utilização de redes de sensores geograficamente distribuídos.

O estudo desenvolvido pelo laboratório do Núcleo de Pesquisas em Computação, da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), realizou experimentos na reserva florestal da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Segundo o pesquisador da Fucapi, Carlos Maurício Seródio Figueiredo, as aplicações de monitoramento ambiental permitem observar diferentes localidades remotas sem infraestrutura e comunicação. “Estas áreas podem ser monitoradas apenas por sensores, o que facilita a coleta dados para um ponto central de armazenamento e análises”, explicou.

Estudo

Segundo Figueiredo, o estudo com a utilização de sensores é desenvolvido a partir de três pontos estratégicos. O primeiro, baseado em redes GPRS/GSM, tendo como sequenciamento o uso de dispositivos móveis como tablet, PCs ou smartphone. E, por último, o uso de robôs móveis que vão ao local de interesse.

Ele explicou que foram necessários equipamentos tais como: protótipo de redes de sensores, dispositivos móveis programáveis, plataformas de sistemas embarcados, modems de comunicação e kits de robôs móveis.

O uso de tecnologias para a realização de pesquisas sobre o meio ambiente já mostrou ser bastante útil. “Prova disso foi a publicação de artigos científicos e orientações de alunos de graduação e mestrado, como também, a participação em eventos nacionais e internacionais, a partir do trabalho desenvolvido pela Fucapi”, afirmou.

Figueiredo destacou que a disponibilização de equipamentos diferenciados em uma instituição de ensino e pesquisa como a Fucapi proporcionou ainda outras oportunidades de aprendizado não diretamente relacionadas ao projeto, como aulas práticas e a criação de novos projetos.

Fonte: Agência Fapeam

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