Recursos serão aplicados em projetos de empresas selecionados em editais para o desenvolvimento de tecnologias para cidades inteligentes, combate ao vírus zika e Aedes aegypti, acelerador Sirius e aplicações espaciais. “Esses programas estão na base do desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação em qualquer país”, diz o presidente da Finep, Marcos Cintra.
19.04 Nova fonte de luz síncrotron será apoiada por recursos do MCTIC da Finep e da Fapesp 600x400 Programas de incentivo destinam 65 milhões para novas tecnologias

Nova fonte de luz síncrotron brasileira, o Projeto Sirius será um dos projetos apoiados pela parceria. Crédito: Ascom/MCTIC

A Finep e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) anunciaram nesta terça-feira (18) o apoio a 42 projetos de pesquisa para o desenvolvimento industrial e comercial de tecnologias para cidades inteligentes, combate ao vírus zika e ao Aedes aegypti, acelerador Sirius e aplicações espaciais.

Os projetos foram selecionados em quatro editais do Programa PIPE-PAPPE, de apoio à pesquisa em empresas. No total, serão destinados R$ 65 milhões em recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Finep e Fapesp.

“Programas como esse estão na base de todo o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação em qualquer país do mundo. É exatamente o apoio às pequenas e médias empresas que compõe o dinamismo, a seiva criativa na área de ciência e tecnologia”, destacou o presidente da Finep, Marcos Cintra.

Um dos projetos selecionados prevê o desenvolvimento de um nanorepelente natural de longa duração para prevenção do vírus zika, dengue e febre chikungunya. Outro trata da construção de um trem não tripulado para o monitoramento do túnel que abriga o feixe de elétrons no acelerador Sirius, em construção no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). A mesma tecnologia poderá ser usada, no futuro, para vistoriar túneis do metrô, galerias de mineração ou portos.

Há ainda aplicações para cidades sustentáveis, como um sistema de rastreabilidade e telemetria, que acompanha desde a origem do lixo até a transformação em produto reciclado, e um sistema de comunicação via rádio para monitoramento de luminárias públicas.

No edital voltado para o setor espacial, serão apoiados projetos que respondam aos desafios tecnológicos nas áreas de instrumentos embarcados da missão Equars, satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para estudo de atmosfera equatorial; eletrônica e óptica espacial; propulsão; transponder digital e antena; suprimento de energia; integração de sistemas; e controle de atitude e órbita.

 

MundoGEO#Connect 2017

9 de maio – 9h às 10h30 | Debate: Cidades Inteligentes

O conceito de Smart Cities (Cidades Inteligentes) vem sendo cada vez mais discutido e incorporado nos processos de gestão nas principais cidades do mundo. O uso integrado de tecnologias de informação e comunicação proporciona uma visão ampla do tecido urbano. Este sistema proporciona coleta de informações rápidas, precisas e estruturais para agilizar a tomada de decisão, relacionadas ao meio ambiente, mobilidade urbana, distribuição de energia, gestão das águas, defesa civil, entre outras. Descubra neste debate com especialistas como as Geotecnologias se integram às Cidades Inteligentes e os principais benefícios para os gestores e a população.


Moderador: Eduardo Freitas – MundoGEO

Engenheiro Cartógrafo (Universidade Federal do Paraná), Técnico em Edificações (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), com mais de 20 anos de experiência nos setores de Obras Civis e Geotecnologia.

Flávio Yuaça – Comdata
Especialista em geoprocessamento pela Universidade Federal do Paraná e Diretor de Informações Urbanas e Geoprocessamento da Prefeitura de Goiânia – SEMDUS. Participou de conselhos editoriais de revistas de geoprocessamento e de comissões técnicas de eventos nacionais na área de geotecnologias. Foi instrutor da GITA – Geospatial Information and Technology Association, palestrante e professor em cursos de pós-graduação na área de sistemas de informação geográfica.

Mais informações: MundoGEO#Connect 2017