GeoDrops

Voltando a comentar semanalmente os assuntos que foram destaques nos últimos dias, nesta edição repercutimos a Geografia no Ensino Médio, o OpenStreetMap como Agência Global de Mapas, como ganhar $ com Drones, o lançamento do satélite Sentinel-2B e mais:

PS1: Infelizmente tive que mudar de lugar no meio da transmissão, por causa de um imprevisto, mas no fim deu tudo certo…

PS2: A ideia é fazer um resumão toda sexta-feira, às 11h30, na página do MundoGEO no Facebook e também pelo canal do MundoGEO no YouTube.

Nos ‘vemos’ na próxima sexta…

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Entenda a ascensão do OpenStreetMap como uma Agência de Mapeamento Global

Por Eduardo Freitas | 18h51, 08 de Março de 2017

A ideia do OpenStreetMap se tornar uma Agência de Mapeamento Global é empolgante, mas será que isso é possível? Entenda…

OpenStreetMap como uma Agência de Mapeamento Global 370x185 Entenda a ascensão do OpenStreetMap como uma Agência de Mapeamento GlobalPara qualquer pessoa que trabalha com Cartografia, Geoprocessamento, Bases de Dados Geográficos, enfim todos que atuam com Geotecnologias, a ideia do OpenStreetMap (OSM) se tornar uma Agência de Mapeamento Global é muito empolgante, e de muitas maneiras isso já está acontecendo. Mas será que isso é viável?

Vamos por partes…

Esta discussão surgiu recentemente na lista de discussão da iniciativa Geo4All, a qual compartilho aqui e pretendo colaborar com minha análise.

O OpenStreetMap é um projeto de mapeamento colaborativo para criar um mapa livre e editável do mundo, inspirado por sites como a Wikipédia, por exemplo.

Uma comunidade voluntária de mapeadores desenvolve e mantém os mapas do OSM, através de dados coletados com receptores GPS, smartphones, fotos aéreas, imagens de satélite, entre outras fontes.

Por contarem com conhecimento local, os mapeadores editam e atualizam os mapas em tempo real, com softwares abertos como iD ou JOSM.

Veja aqui um passo-a-passo de como ser um mapeador do OSM

Por sua vez, a  comunidade em geral também confere e confirma os dados pela interface do próprio site Openstreetmap.org.

Todos os mapas, dados e metadados ofertados pelo OSM são abertos, disponíveis sob uma licença Open Database License, e são formalmente operados pela OpenStreetMap Foundation (OSMF), em nome da comunidade de mapeadores.

Como já definiu o amigo Thierry Jean em um artigo para a revista MundoGEO, o OSM é o projeto de mapa colaborativo que já atingiu a massa crítica que lhe confere a força de ser o principal projeto de mapa colaborativo global.

Confira o artigo OpenStreetMap como uma comunidade de governos e não somente de pessoas

Colaboração, integração, revolução…

Openstreetmap logo.svg  370x370 Entenda a ascensão do OpenStreetMap como uma Agência de Mapeamento GlobalHoje, através de aplicativos e APIs como o OSM API, Geofabrik, Mapzen, etc, pode-se facilmente acessar dados de altíssima qualidade e atualizados, para qualquer região, cidade ou país do mundo.

Isso seria impensável há alguns anos…

Existem, hoje, centenas de exemplos de colaboração da comunidade do OSM com outras iniciativas, como por exemplo o HOT – Humanitarian OpenStreetMap Team – que está convocando mapeadores de todo o mundo para ajudar a eliminar a Malária. São dois projetos para mapear mais de 500 mil quilômetros quadrados em 7 países no Sul da África, América Central e Sudeste Asiático, como parte da iniciativa Missing Maps da DigitalGlobe, Clinton Health Access, Bill & Melinda Gates Foundation, MapBox, Path e Tableau Foundation.

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É importante levar em conta também a contribuição da Fundação Geoespacial Open Source (OSGeo), assim como o Consórcio Geoespacial Aberto (OGC), no uso de padrões abertos pela comunidade de Geotecnologia.

As pessoas envolvidas com o OSGeo e empresas membros do OGC têm um perfil mais voltado para a área acadêmica e técnica, por outro lado a comunidade do OSM pode criar um mapa do mundo sem necessariamente ter conhecimentos avançados de Geotecnologias.

Obviamente, os dados abertos são fundamentais para iniciativas como OSGeo e GeoForAll, e a colaboração com o OSM, tanto localmente como globalmente, é um caminho natural devido a inúmeras sinergias.

Do tradicional para o novo

Este novo fato, da ascensão do OpenStreetMap como uma Agência Global de Mapeamento, representa tanto uma ameaça como inúmeras oportunidades para a indústria de Geotecnologia.

Toda a indústria de GIS precisa levar em conta o fato de que sua maneira de trabalhar vai aos poucos mudar a partir do OpenStreetMap, considerando que não será preciso levantar dados de locais que já estão mapeados.

Segundo a opinião do Thierry em seu artigo, a qual compartilho, uma evolução natural seria que as empresas públicas e privadas gradualmente “desistam”, nos próximos anos, de utilizar uma base própria para então utilizar a do OpenStreetMap, porque esta será superior e mais atualizada.

Por outro lado, empresas de mapeamento vão continuar existindo e tendo a oportunidade de produzir e comercializar dados para nichos de mercado e para necessidades específicas, mas todas deverão – naturalmente – se beneficiar de uma base comum gerada e atualizada pela própria comunidade global.

Ainda, grandes empresas , governos e concessionárias podem ver o OSM como uma imensa oportunidade de obter dados e também de colaborar como o mapa global, através da convergência de informações e disponibilidade irrestrita, para todos, a qualquer tempo.

O OSM e a convergência com devices de coleta de dados e computação em nuvem vai mudar a realidade do mapeamento ao redor do globo muito rapidamente, gerando ganhos para usuários, e por outro lado a indústria geoespacial vai ter que se adaptar a esta realidade para redefinir seus rumos.

Em 2012 a comunidade do OSM no Brasil fez um encontro no evento MundoGEO#Connect:

Confira também o vídeo deste webinar (em inglês) que fizemos em parceria com a ICA e OSGeo com uma introdução ao universo do OSM:

Com informações do Geo4All, OSGeo, OSM e revista MundoGEO

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OpenStreetMap como uma Agência de Mapeamento Global 950x475 Entenda a ascensão do OpenStreetMap como uma Agência de Mapeamento Global

Fonte: GEOeduc

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Entenda o que muda com o anúncio do IGS14, o novo marco de referência para o cálculo de órbitas e parâmetros associados aos satélites GNSS

IGS14 o novo marco de referência para cálculo de órbitas dos satélites GNSS 370x185 Habemus referência: IGS14, novo marco para cálculo de órbitas dos sistemas GNSSHoje o assunto é ‘espinhoso’: Geodésia.

Mais especificamente, um assunto que recebi através do informativo GeoNotas edição 61, sobre o recém anunciado IGS14, o novo marco de referência para cálculo de órbitas dos satélites GNSS.

Mas vamos por partes…

GNSS é a sigla para Global Navigation Satellite System, ou Sistema Global de Navegação por Satélites. Refere-se a sistemas com alcance mundial, usados para posicionamento, com base na posição de satélites em órbitas.

Exemplos: o norte-americano GPS, o russo Glonass, o europeu Galileo e o chinês Beidou.

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A determinação de coordenadas a partir do posicionamento por satélites somente é possível se forem utilizados sistemas de referência que permitam a relação direta entre a posição dos satélites e as coordenadas dos pontos em Terra.

No caso específico dos sistemas GNSS, as coordenadas calculadas sobre a superfície da Terra devem estar associadas ao mesmo sistema de referência no qual se expressam as efemérides dos satélites GNSS.

Tal sistema é o Sistema Internacional de Referência Terrestre (ITRS, na sigla em inglês), materializado por uma rede global de estações geodésicas com coordenadas muito precisas:

image003 Habemus referência: IGS14, novo marco para cálculo de órbitas dos sistemas GNSS

Desde 1988 são calculadas regularmente soluções do ITRF (por exemplo, ITRF88, ITRF97, ITRF2014), sendo que a cada nova solução se inclui um número maior de observações, as quais por sua vez são de maior qualidade, fazendo com que as coordenadas das estações de referência sejam cada vez mais precisas.

Acesse aqui as diferentes versões do ITRF

O ITRF vigente atualmente é o denominado ITRF2014, publicado pelo IERS (International Earth Rotation and Reference Systems Service) em janeiro de 2016, que inclui observações GNSS (GPS + Glonass), SLR (Satellite Laser Ranging), VLBI (Very Long Baseline Interferometry) e Doris (Doppler Orbit determination and Radiopositioning Integrated on Satellite).

O porquê do IGS

Dado que nem todas as estações GNSS incluídas no ITRF têm uma precisão homogênea, o IGS (International GNSS Service) seleciona aquelas estações que satisfazem certos critérios de qualidade e as utiliza como marco de referência no cálculo de seus produtos finais (por exemplo, órbitas dos satélites GNSS, correções para os relógios dos satélites, parâmetros de orientação terrestre, etc.).

Os critérios de seleção se baseiam, entre outros, em uma distribuição global, monumentação adequada das estações, continuidade em sua operação e integração com outras técnicas geodésicas espaciais.

Em princípio, a rede formada pelas estações de referência selecionadas pelo IGS não apresenta translações, nem transformações, nem mudança de escala com respeito ao ITRF; por isso, nominalmente, o marco de referência do IGS e o ITRF são rigorosamente iguais.

De acordo com isto, desde 2004, a cada ITRF corresponde um marco de referência do IGS. Por exemplo, para o ITRF2008, o IGS definiu o marco de referência IGS08, o qual, devido aos fortes terremotos no Chile em fevereiro de 2010 e no Japão em março de 2011, foi redefinido no IGb08 mediante a exclusão daquelas estações afetadas.

Veja aqui os diferentes marcos de referência do IGS

Com a entrada em vigência do ITRF2014, o IGS se deu a tarefa de selecionar as melhores estações GNSS não incluídas e definiu então o marco de referência IGS14.

As órbitas GNSS do IGS se calculam neste novo marco de referência desde 29 de janeiro de 2017 e, portanto, as coordenadas que se determinem mediante posicionamento GNSS e usando os produtos do IGS (como por exemplo, o marco de referência SIRGAS) também se referem ao IGS14 desde esta data.

Fazendo um parênteses, o Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (SIRGAS) é o sistema de referência geodésico para o Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) e para as atividades da Cartografia Brasileira.

Em 2005, a Resolução do Presidente do IBGE Nº 1/2005 estabeleceu o SIRGAS, em sua realização do ano de 2000 (SIRGAS2000), e foi definido um período de transição de no máximo dez anos, no qual o SIRGAS2000 poderia ser utilizado em paralelo com outros sistemas de referência, como o SAD 69, por exemplo. Ou seja, desde 2015 toda Cartografia tem que ser feita usando como sistema de referência o SIRGAS2000.

Confira aqui os detalhes do IGS14

Marco de referência IGS14

Com informações do Sirgas, informativo Geonotas e revista MundoGEO

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IGS14 o novo marco de referência para cálculo de órbitas dos satélites GNSS 950x475 Habemus referência: IGS14, novo marco para cálculo de órbitas dos sistemas GNSS

Post publicado originalmente no site do Instituto GEOeduc

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Um verdadeiro evento sísmico abalou o mercado de Geotecnologia: o Google Earh Enterprise se tornará de código aberto a partir de março. Entenda as causas e consequências, e veja como você pode tirar proveito disso

Google Earth Enterprise se tornará de código aberto a partir de março 370x185 Excelente notícia: Google Earh Enterprise terá código aberto (!) a partir de marçoTrês momentos são marcantes na história do Google Earth. Primeiro, a compra da Keyhole pela Google em 2004 e o lançamento do Google Earth, que revolucionou o setor de Geotecnologia para sempre. Uma década depois, foi liberado gratuitamente o Google Earth Pro, levando uma ferramenta profissional para milhões de pessoas. E em março próximo será liberado o código do Google Earth Enterprise, o que vai permitir que corporações possam disponibilizar seus dados nessa plataforma, agora open source.

Baixe aqui o Google Earth Pro e veja aqui o replay do webinar sobre 2 anos de GEP

Desde 2015 a Google já havia sinalizado sobre a descontinuidade de vários produtos geoespaciais, incluindo o Google Earth Enterprise (GEE), e no último dia 31 de janeiro veio a boa notícia, de que o Google Earth Enterprise vai se tornar um software de código aberto.

Segundo o comunicado oficial da Google, cerca de 470 mil linhas de código dos produtos GEE – GEE Fusion, GEE Server e GEE Server Portable estarão disponíveis no GitHub, para qualquer desenvolvedor, sob a licença Apache2.

Por outro lado, os outros produtos da área de mapeamento, como o Google Earth Enterprise Client, Google Maps JavaScript API V3 e Google Earth API, continuarão como softwares proprietários.

Por dentro do Google Earth Enterprise

O GEE permite a criação de um verdadeiro mundo virtual, disponível na intranet da empresa ou órgão público e acessível a vários colaboradores. Além disso, distribui espacialmente informações já presentes na organização, nas áreas de ERP, CRM, GIS, CAD, entre outras.

A interface única do sistema, acessível a qualquer usuário, técnico ou não, combina imagens, plantas, ruas, pontos de interesse e modelos 3D de edificações em um mesmo globo. O GEE permite a visualização dos dados da organização tanto na base de imagens de satélites do Google como nos próprios servidores da instituição, aumentando assim a segurança para empresas e órgãos públicos.

Os principais componentes do GEE são o Google Earth Fusion, o Google Earth Servidor e o Google Earth Cliente/Google Maps. Os dados geoespaciais, na forma de imagens e vetores, são organizados pelo Google Earth Fusion, formando o banco de dados, que é gerenciado e disponibilizado na intranet da organização para diversos usuários através do Servidor. Por sua vez, os usuários passam a visualizar, imprimir, pesquisar e criar dados através do Google Earth Cliente ou do Google Maps.

Nos EUA, praticamente todos os órgãos de defesa usam a ferramenta, principalmente pelo fator segurança, já que o GEE roda independentemente da internet pública. O Virtual Alabama é um exemplo de sucesso da implantação do GEE, com toda a administração pública do Estado interligada através da ferramenta.

Prefeituras podem usar o GEE para criar verdadeiras “cidades virtuais”, possibilitando o gerenciamento de todos os recursos da cidade. Várias informações importantes ficam disponíveis para todas as secretarias, autarquias e outras entidades municipais, melhorando os processos decisórios e o atendimento das necessidades dos cidadãos.

Como exemplos de informações que podem ser distribuídas estão os dados sobre agricultura e abastecimento, cultura e lazer, defesa civil, educação, finanças, indústria e comércio, meio ambiente, obras, segurança pública, trânsito e transportes, planejamento, entre outras.

Dentro de prefeituras, todas as informações espaciais do município ficam organizadas em um servidor do próprio órgão. O Google Earth Server gerencia as informações e os usuários das secretarias, através do Google Earth Cliente, podem acessar e atualizar as informações espaciais. Os munícipes, por sua vez, podem enviar informações espaciais às secretarias utilizando o Google Earth gratuito.

O Google lançou o Google Earth Enterprise em 2006 e parou de vendê-lo há quase dois anos. Desde então, o Google lançou atualizações e forneceu suporte a organizações com licenças existentes.

Uma vez que o código do GEE será liberado no GitHub, as organizações serão livres para modificá-lo, de forma colaborativa ou independentemente, para suas próprias necessidades como software open source.

Segundo a empresa, a Google tentará facilitar o uso desses recursos publicando instruções para que as corporações possam executar o Google Earth Enterprise em sua nuvem pública.

Descontinuidade?!? #SQN

Desde 2015, havia muita incerteza e muito tem sido prognosticado sobre as consequências da descontinuidade do Google Earth Enterprise.

Porém, agora a situação parece muito mais clara. O futuro do Google Earth Enterprise será aberto.

O anúncio de 30 de janeiro passado marca o início de um novo marco para a GEE. Os recursos do GEE Server, Fusion e Portable serão abertos e disponíveis para a comunidade global de desenvolvedores.

Um resultado muito importante é que o suporte ao produto, de parceiros da Google e da comunidade de código aberto, continuará para o GEE, incluindo melhorias que inevitavelmente serão disponibilizadas.

Um exemplo é a empresa Thermopylae Sciences & Technology, que trabalha em estreita colaboração com a Equipe de Produtos do Google Maps e desde o anúncio de descontinuidade do GEE não parou, testando as últimas atualizações do Google, comunicando bugs e incubando formas inovadoras de manter o GEE funcional para novos usuários.

Com o código aberto do GEE, surge agora a oportunidade de desenvolver novos recursos e conectar outros componentes, o que revitalizará o ecossistema de tecnologia geoespacial e garantirá que padrões amplamente utilizados, como o KML, continuem suportados pelas plataformas da Google e de outros fornecedores.

Oportunidades de negócios

O Google Enterprise propicia um ambiente privado com dados corporativos estratégicos, que ficam ‘separados’ dos demais dados abertos na internet, tudo isso em uma plataforma web com acessibilidade para os diversos membros de uma instituição pública ou privada, de maneira fácil e rápida.

O GEE de código aberto é uma boa notícia para todos os tipos de usuários, desde curiosos até empresas, mas principalmente para os governos, que podem ter agora uma plataforma corporativa aberta para integrar seus dados.

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Google Earth Enterprise se tornará de código aberto a partir de março 950x475 Excelente notícia: Google Earh Enterprise terá código aberto (!) a partir de março

Post publicado originalmente no site do Instituto GEOeduc

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Pode isso, Arnaldo? Segundo o CAR, o Brasil é muito (!) maior

Por Eduardo Freitas | 21h36, 22 de Fevereiro de 2017

Recentemente o Serviço Florestal Brasileiro divulgou números atualizados do Cadastro Ambiental Rural. Porém, segundo os números do CAR, o Brasil tem área (muito) maior. Entenda…

pode isso arnaldo Pode isso, Arnaldo? Segundo o CAR, o Brasil é muito (!) maior“Pode isso, Arnaldo?”

Se você esteve em Marte nos últimos anos e ainda não conhece esta expressão, “pode isso Arnaldo” é uma piada com o comentarista de futebol Arnaldo Cezar Coelho, pois sempre que tem alguma polêmica, o amado/odiado narrador Galvão Bueno pergunta: “pode isso, Arnaldo???”

Neste caso, a polêmica é por causa dos números recentemente divulgados pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), mostrando que o Cadastro Ambiental Rural (CAR) está tão adiantado no Brasil, mas tão adiantado, que algumas regiões já ultrapassam 100% da área cadastrável.

Na região Norte, são impressionantes 34% a mais de área…

Mas como isso seria possível?

Vamos por partes: antes de tudo, é preciso relembrar que o CAR não deixou claro qual deveria ser a precisão dos dados.

Somente como comparação, no caso do Georreferenciamento de Imóveis Rurais, é definido o limite de 50 centímetros de acurácia para os vértices das propriedades, garantindo assim a qualidade da geometria dos polígonos. E no caso de um ponto já ocupado e ‘certificado’, as coordenadas do mesmo devem ser usadas para o polígono vizinho, e assim por diante.

Mas voltando ao CAR, já que não existe uma Norma Técnica para direcionar os levantamentos e a forma de entrega dos dados, os polígonos foram definidos das mais diversas formas, desde GPS de mão até Geodésico, passando por imagens de satélites, drones e até pelo Google Earth.

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Segundo os dados oficiais do CAR, até o último dia 31 de janeiro já tinham sido cadastrados mais de 3,95 milhões de imóveis rurais, totalizando 401.055.948 hectares inseridos na base de dados do sistema:

numeros atualizados do car Pode isso, Arnaldo? Segundo o CAR, o Brasil é muito (!) maior

Veja na imagem acima que a região Norte tem 34% a mais de área cadastrada, enquanto na região Sudeste são pouco mais do que 6%, e as demais regiões estão caminhando para apresentarem as mesmas inconsistências.

Enquete

Fiz uma enquete informal em meu perfil no Facebook e recebi vários comentários, dos quais destaco estes:

O Fausto Libanore comentou que “100% das áreas estão cadastradas na região Sudeste, mas conheço muitos em São Paulo que ainda não fizeram”.

Já a Grazielle Carvalho analisou que “o CAR é um cadastro feito sem nenhuma precisão cartográfica nem geodésica. O sistema não aceita polígonos muito detalhados. Como esperar que esse cadastro fosse sair perfeito?”.

Nessa linha, o Renato Filho respondeu o seguinte: “Grazielle Carvalho, o que mostra que o governo não gosta de fazer as coisas de um modo correto. Se tem profissionais qualificados para isso, por qual motivo fazer um cadastro faz de conta? Melhor fazer aos poucos e sem defeitos do que fazer rápido e furado”.

E olha que nem foi tão rápido assim, já que o prazo para fazer o CAR já foi adiado duas vezes…

E o Erick Sperb Ramos concordou: “Realmente é frágil o CAR no quesito precisão geodésica; interessante seria a integração do georreferenciamento com o CAR. Ao meu ver, o CAR nasceu para ser bonito no ‘papel’. A função de preservar regiões, formação de corredores ecológicos e outros objetivos do CAR não têm como serem eficazes sem precisão planimétrica”.

Segundo os números do CAR o Brasil tem área muito maior. Entenda... 370x185 Pode isso, Arnaldo? Segundo o CAR, o Brasil é muito (!) maiorEsta integração entre os Cadastros já tem sido abordada pelo MundoGEO há tempos, mas não tem nenhuma notícia nesse sentido, pelo menos no curto prazo.

Outras questões levantadas foram a compatibilidade do imóvel com o que consta no registro e também em relação a quem fez o registro no CAR, já que também não foi especificado um perfil de profissional “ideal” para realizar esse trabalho.

A Ana Paula Garcia Oliveira comentou que “com certeza esses dados precisam ser revistos. Pois a ideia do cadastro deixou os proprietários realizarem um croqui da propriedade e não realmente o que consta na documentação do propriedade. (…) Eu não sei como o MMA vai conferir tudo isso”.

Na mesma linha, o Marcos Araújo Navarro analisou que “muita gente vislumbrou no CAR uma fonte de renda. Sindicatos, contadores, advogados e uma gama de desempregados disputam a tapa qualquer ‘cadastrinho’. Deu no que deu”.

A integração com o Incra também foi abordada pela Mariana Machado: “quando saiu a lei 10.267, do Georreferenciamento, foi justamente porque em cartório tinha uma soma de áreas cadastradas umas três vezes maior que a área do Brasil. Aí fizeram a lei pra todo mundo regularizar isso, maaaasss que não foi todo mundo que fez, porque é caro, pelos equipamentos e tal. A ideia seria usar os dados do georreferenciamento pra cadastrar a questão ambiental das propriedades, maaaassss…”.

Para o Alexandre Araripe, de duas, uma: “ou refazem os cadastros da forma tradicional, através de topografia com estação total, geo e drones, ou simplesmente desconsideram tudo. Pois vislumbro uma confusão generalizada em pouco tempo nos cartórios do país”.

Erros de cálculo, terras sobrepostas, jeitinho brasileiro? Independentemente de quais as causas, a verdade é que agora vamos ter que conviver com as consequências de um cadastro com problemas.

Na minha opinião, não é o caso de desconsiderar tudo e iniciar de novo, mas com uma integração com outros cadastros (Incra, Receita Federal) e advertências para trabalhos visivelmente de má qualidade, o CAR pode sim se tornar um cadastro confiável e útil para a preservação ambiental no Brasil.

Pode isso, Arnaldo???

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Aproveito para agradecer a todos que deixaram seus comentários, os quais resumi (por motivo de espaço) e compartilhei aqui.

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Segundo os números do CAR o Brasil tem área muito maior. Entenda... 950x475 Pode isso, Arnaldo? Segundo o CAR, o Brasil é muito (!) maior

Post publicado originalmente no site do Instituto GEOeduc

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Desconhecimento? Irresponsabilidade? Falta de capacitação? Má-fé? Voltando ao assunto, o Incra fez recentemente uma auditoria, constatou inconsistências e cancelou certificações de imóveis rurais. Onde está o problema?

Por Eduardo Freitas

sigef certificacao 230x230 Falta de capacitação e/ou má fé? O que está por trás do cancelamento de Certificações de imóveis pelo Incra?

A primeira versão da Norma Técnica de Georreferenciamento de Imóveis Rurais já está quase chegando à maioridade, mas mesmo assim ainda há profissionais que cometem erros básicos e assim mancham seu nome…

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O Incra anunciou na semana passada que foi concluída a primeira etapa da auditoria nos processos de certificações de Georreferenciamento de Imóveis Rurais, para verificar o cumprimento – ou não – da última edição da Norma.

Por motivos óbvios, não era possível fazer a auditoria em todos os imóveis, então foi coletada uma amostra com o objetivo de monitorar, controlar e assegurar a precisão e autenticidade das informações prestadas pelos profissionais habilitados nos CREAs e credenciados no Incra para realizar esse tipo de trabalho.

10% de cancelamentos

Os números de cancelamentos são impressionantes.

Esta primeira etapa da auditoria inspecionou certificações feitas entre novembro de 2013 a dezembro de 2014, por meio do Sigef.

Foram auditados 27 milhões de hectares de parcelas certificadas, selecionadas aleatoriamente e distribuídas entre 30 superintendências regionais do Incra.

O trabalho resultou no cancelamento da certificação de 148 parcelas de imóveis rurais, totalizando pouco mais de 2,6 milhões de hectares.

Ou seja, em torno de 10% daquilo que foi auditado apresentou inconsistências, resultando em cancelamento.

A boa notícia boa é que essas parcelas de imóveis rurais podem ser certificadas novamente, caso as inconsistências sejam corrigidas pelos responsáveis técnicos.

Entenda as sanções…

Ano passado foram recomendadas 587 sanções aos profissionais credenciados por deixarem de atender a Norma, sendo que destas foram 83 de suspensão do credenciamento e 3 de descredenciamento.

Se levarmos em conta a Estatística e que a amostra foi retirada aleatoriamente, podemos extrapolar e admitir que aproximadamente 10% dos trabalhos apresentam problemas.

As auditorias serão realizadas anualmente com o objetivo de avaliar o trabalho de profissionais credenciados junto ao Incra. Esta é uma boa notícia para os proprietários, já que terão o Incra ao seu lado para auditar os trabalhos.

Onde está a falha?!?

Em tempo de Estações Totais, Receptores GNSS e Softwares Topográficos, não é admissível que ainda sejam cometidos erros em 10% (!) dos trabalhos entregues ao Incra.

Também não dá para reclamar do Sigef, que em alguns momentos pode até estar fora do ar, mas é uma plataforma completa para baixar os documentos e subir os conteúdos para fazer a certificação.

E o preço cobrado também não pode ser desculpa para um trabalho de má-qualidade. Se alguém cobra mais barato, mesmo assim deve cumprir a Norma. E quem cobra mais caro deve justificar seu preço com um trabalho de altíssima qualidade.

Então, se o problema não é tecnologia nem plataforma, onde está a falha? Má-fé, irresponsabilidade ou falta de capacitação?

Eu prefiro ser otimista e acreditar na honestidade das pessoas, então ainda acredito que exista muito espaço para capacitação para quem atua com Georreferenciamento e Certificação de imóveis rurais, para que os trabalhos tenham a qualidade desejada pelos proprietários e cumpram com as exigências do Incra.

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Post originalmente publicado no blog do Instituto GEOeduc

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Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radar

Por Eduardo Freitas | 7h31, 31 de Janeiro de 2017

Com os recentes lançamentos, os chineses se consolidam entre os grandes players nos mercados de imagens de satélite de altíssima resolução e também de radar. Entenda porque o tempo do “Xing Ling” já era…

Por Eduardo Freitas

Hiphone 6 355x355 Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radarSe você ainda não conhece o termo “Xing Ling”, era uma maneira pejorativa de se referir ao produtos chineses, que até há pouco tempo eram versões bem menos sofisticadas dos líderes de mercado.

Mais ou menos como este “HiPhone” aqui do lado…

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Porém, com o avanço tecnológico, os chineses estão literalmente atropelando em várias áreas.

Veja o Beidou, por exemplo, que é o sistema chinês de navegação por satélite que já tem mais veículos em órbita do que o europeu Galileo e em breve terá cobertura global…

E no setor de veículos aéreos não tripulados (ou drones, se preferir), a líder global é a chinesa DJI, que apresenta novidades quase semanalmente e tem drones profissionais para várias aplicações, desde filmagem até agricultura.

Já na área de Geomática, não sei se você lembra, mas há alguns anos o grupo Hexagon – dono de várias marcas, inclusive Leica, Intergraph e Erdas – comprou a fabricante chinesa de receptores GNSS e estações totais Geomax.

Olhos chineses nos observando do espaço…

Na área de observação da Terra, com os recentes lançamentos, os chineses se consolidam entre os grandes players nos mercados de imagens de satélite de altíssima resolução e também de radar.

No início de janeiro a China recebeu as primeiras imagens de um par de satélites de sensoriamento remoto de alta resolução, que tinham sido lançados no final de dezembro passado.

Nesta imagem capturada abaixo, turistas podiam ser vistos visitando o palácio de Potala, na região do Tibet:

imagem de satelite do spaceview 1 em potala no tibet Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radar

Os dois satélites foram colocados em órbita no dia 28 de dezembro e estão operando a uma altitude de 500 quilômetros, com uma resolução pancromática de 0,5 metro e multiespectral de dois metros.

Sim, você leu certo… 50 centímetros de resolução espacial!

Na imagem a seguir, dá pra ver o porto de Kwai Tsing, em Hong Kong:

imagem de satelite do spaceview 1 de porto de cargas kwai tsing em hong kong Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radar

Estes dois novos satélites fazem parte da primeira constelação de satélites comerciais de sensoriamento remoto multi-sensor da China, conhecida como SuperView-1.

E no setor de radar, o satélite chinês de alta resolução Gaofen-3, equipado com um Radar de Abertura Sintética (SAR, na sigla em inglês), enviou suas primeiras imagens na semana passada.

Com resolução de até um metro, o Gaofen-3 foi lançado em agosto de 2016 e agora coloca a China de uma vez por todas no mercado de imagens obtidas com radar, sendo o primeiro veículo de sensoriamento remoto de baixa órbita chinês previsto para ter uma longa vida útil.

Na imagem a seguir, pode-se ter uma ideia do detalhamento das imagens, na região do Aeroporto Internacional de Pequim:

imagem radar da regiao do aeroporto internacional de pequim Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radar

Radares têm a vantagem de obter imagens em qualquer condição climática, independentemente de exposição solar ou presença de nuvens.

O Gaofen-3 é capaz de alternar livremente entre 12 diferentes modos de imageamento, com resolução espacial variando de um a 500 metros e sua maior faixa de observação é de 650 quilômetros.

Com mais lançamentos previstos para 2017, a constelação chinesa vai contar com 24 satélites ao todo e deverá estar concluída até 2022. Alguém duvida?

Concorrência anos à frente…

Tandem L 300x243 Xing Ling?!? China entra na briga das imagens de alta resolução e radarPor outro lado, grandes empresas de Observação da Terra como a DigitalGlobe e Airbus Defence and Space estão em uma próxima fase, que já ultrapassou a questão da coleta de imagens e se preocupa em fornecer uma plataforma completa de acesso, uso e compartilhamento de dados geoespaciais.

Aproveito pra adiantar um conteúdo que vai estar na próxima edição da revista MundoGEO… Recentemente entrevistei o Dr. Alberto Moreira, brasileiro que está a frente de vários projetos no Centro Aeroespacial Alemão, com foco nos levantamentos com radar, e o lançamento mais ousado será o TanDEM-L, uma missão usando uma nova tecnologia que permitirá mapear a Terra 100 vezes mais rápido (!) que os atuais satélites TerraSAR e TanDEM-X.

Com o TanDEM-X, hoje demora um ano para mapear a Terra, enquanto que com o TanDEM-L isso poderá ser feito duas vezes por semana. A Terra inteira, em 3D!

Ainda vem muita coisa boa por aí…

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Post publicado originalmente no GEOeduc

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Novos atrasos do Galileo e o papel do tempo no posicionamento preciso

Por Eduardo Freitas | 12h57, 24 de Janeiro de 2017

Mais uma vez o programa Galileo sofre com atrasos. Desta vez foram os relógios atômicos – antes alardeados como “os mais precisos da galáxia” – que deram pau e deixaram os europeus na mão. Entenda…

Por Eduardo Freitas

Antes de falar do sistema europeu de navegação por satélites, primeiro vamos voltar um pouco no tempo e relembrar os “primórdios” do desenvolvimento do Galileo.

Desenvolvido para ser uma resposta civil ao norte-americano GPS e ao russo Glonass – ambos originalmente criados com finalidades militares – o Galileo era visto como uma alternativa viável e com serviços adicionais.

Porém, tem sofrido tantos atrasos que até mesmo o sistema chinês Beidou já está à frente…

galileo galilei 370x277 Novos atrasos do Galileo e o papel do tempo no posicionamento precisoO nome do sistema é uma homenagem a Galileo Galilei, que foi físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano, uma personalidade fundamental na revolução científica.

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Voltando ao sistema, pontualmente às 11h19min, horário local do Cazaquistão (3h19min em Brasília), do dia 28 de dezembro de 2005, um foguete russo Soyuz enviou ao espaço o satélite Giove A, dando início à primeira etapa do Galileo, de validação em órbita, após vários anos de desenvolvimento.

Fazendo um salto no tempo, em 17 de novembro passado o Galileo teve uma boa notícia, quando pela primeira vez um foguete europeu Ariane-5 foi usado para colocar em órbita ao mesmo tempo quatro satélites do sistema de navegação.

Até agora, 18 satélites já foram colocados em órbita para formar a constelação do Galileo.  Todos os lançamentos anteriores tinham sido feitos por foguetes russos. Ou seja, a independência em relação à Rússia quanto ao envio dos satélites Galileo para suas órbitas era para se comemorar com a champanhe mais cara…

Porém, na última semana a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) anunciou que um erro inesperado nos relógios atômicos do Galileo pode trazer novos atrasos para o sistema como um todo.

Cada satélite Galileo tem quatro relógios atômicos ultra-precisos, sendo dois de rubídio e dois maser de hidrogênio. A causa das falhas ainda está sendo investigada e, por enquanto, nenhum satélite foi declarado totalmente fora de operação.

Latino?!?

latino 370x281 Novos atrasos do Galileo e o papel do tempo no posicionamento precisoO sistema Galileo foi assunto da matéria de capa da edição 41 da revista InfoGEO (que depois se fundiu à InfoGNSS e deu vida à MundoGEO).

No início da validação em órbita do Galileo, a MundoGEO fez parte do “Consórcio Latino”, uma associação internacional criada especialmente para implementar o Centro de Informações do Galileo para a América Latina.

Formado por instituições do Brasil, Espanha, Colômbia e México, o Latino venceu uma concorrida licitação promovida pela ESA e disputada por outros cinco grupos de empresas.

Após alguns meses analisando as propostas, a ESA, por intermédio da Galileo Joint Undertaking (GJU), bateu o martelo. “Foi certamente o projeto mais completo e bem elaborado que recebemos”, conta Francisco Salabert, da GJU. O resultado do projeto foi a criação do Centro de Informações do Galileo.

O papel do tempo no posicionamento preciso

A contagem do tempo de forma ultra-precisa é essencial para o funcionamento de um sistema de geolocalização como o Galileo.

Simplificando, para se obter a posição de algo em solo, tudo se resume a medir o tempo que o sinal emitido por cada satélite demora para atingir a antena receptora.

A velocidade com que o sinal emitido pelos satélites do Galileo se propaga pelo espaço é de aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo. Multiplicando esta velocidade pelo tempo medido, obtemos a distância.

Até aí, nada demais, pois é matéria que se aprende no ensino fundamental…

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Porém, para obtenção de distâncias com a precisão de 1 metro ou menos, é preciso medir o tempo com uma precisão na ordem dos 0,000000003 segundos.

Desta forma, para medir diferenças temporais dessa ordem é necessário que os satélites e os receptores disponham de relógios extremamente precisos.

É aí que entram os relógios atômicos presentes nos satélites do sistema Galileo.

É necessário que estes relógios sejam extremamente precisos e ainda fazer com que o relógio do aparelho receptor seja constantemente atualizado com a hora atômica transmitida pelos satélites do sistema.

Os próximos quatro satélites do Galileo têm lançamento previsto para o segundo semestre de 2017, mas devido aos erros nos relógios, essa data poderá ser adiada.

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Post publicado originalmente no site do Instituto GEOeduc.

 

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Retrospectiva Geo e Drones 2016

Por Eduardo Freitas | 13h00, 29 de Dezembro de 2016

Aproveite esta pausa e a virada no calendário pra desligar um pouco do trabalho, aproveite o tempo com família e amigos, pra então voltar com tudo em 2017…

Mas de nada adianta pular 7 ondas, fazer promessas de ano novo e depois ser novamente “engolido” pela rotina.

unnamed 300x187 Retrospectiva Geo e Drones 2016Então a dica que eu tenho é:

Anote suas metas para o próximo ano e foque em duas ou no máximo três.

De nada adianta ter uma lista de dez itens e não cumprir nenhum. Escolha duas metas que vão fazer a diferença na sua vida, registre por escrito e concentre seus esforços pra alcançá-las.

Aproveito este contato pra registrar aqui a Retrospectiva de 2016 (o critério que usei foi de notícias mais visitadas ao longo do ano no GEOeduc, DroneShow e MundoGEO).

Vale a pena relembrar tudo o que aconteceu neste ano louco:

Janeiro

Análise exclusiva: veja as diferenças e semelhanças entre o ArcGIS Earth e o Google Earth Pro

Geo na Escola: A utilização de maquetes na explicação de escalas numéricas e gráficas

Vídeo do mini-curso sobre cartografia temática e como um bom mapa pode fazer a diferença

Conheça as novas instruções do Decea para uso de Drones no Brasil

Instituto de Pesquisas Espaciais da Índia se prepara para substituir o GPS

Fevereiro

Geo na Escola: A utilização de maquetes para a explicação de relevo e curvas de nível

Veja como usar estilos de superfícies no AutoCAD Civil 3D para representação de terrenos

Geo na Escola: Veja como fazer modelização 3D de edificações usando SketchUp Make

Número de Drones registrados nos EUA chega a 300 mil

Observatório das Metrópoles disponibiliza 70 livros para download gratuito

Disponível o novo ArcGIS 10.4 com destaque para a Visualização de Dados e Resiliência Corporativa

Março

Análise: nova postura do Incra nos processos de Georreferenciamento e Certificação de Imóveis Rurais

Guia Definitivo do CAR: tudo que você precisa saber para fazer o cadastro corretamente e dentro do prazo

Geo na Escola: Veja como utilizar realidade Virtual com os aplicativos e jogos do Google Cardboard

Saiba tudo sobre a Certificação e Homologação de Drones para Anatel

IBGE divulga a Grade Estatística e Atlas Digital Brasil 1 por 1

CREA-PR disponibiliza caderno técnico de Cadastro Territorial

IBGE aplica o MAPGEO2015 para rever as altitudes de sete pontos culminantes

Abril

GEOeduc atualiza seção de conteúdos gratuitos sobre Geotecnologia com mais de 60 arquivos para você baixar

Geo na Escola: Cartografia Inclusiva – entenda como elaborar mapas táteis e sonoros

Após 1 Ano da liberação do Google Earth Pro gratuito, veja aproveitá-lo ao máximo em seus projetos

Lançamento: Horus anuncia novo Drone para mapeamento

Equipe Black Bee Drones confirma presença no DroneShow

Finalistas dos Prêmios DroneShow e MundoGEO#Connect 2016

IBGE lança o Perfil dos Municípios Brasileiros

EUA e Exército Brasileiro irão compartilhar dados geoespaciais

Maio

História da Agrimensura: desenhando os rumos da História Americana através da Topografia

Arrumando a casa: entenda como será o projeto Geo na Escola a partir de agora

CAR é prorrogado até 2017 para propriedades até 4 Módulos Fiscais, entenda como fica

Conheça os Espaços de Trabalho do AutoCAD e entenda mais sobre as ferramentas SIG no Civil 3D

Geo na Escola: Saiba como gerar um mapa de localização do seu município no Google Earth Pro

Estudo revela que o mercado global de Drones pode chegar a 127 bilhões de dólares

XMobots e Geo Agri lançam Drones para pulverização de lavouras

Conheça os ganhadores do Prêmio MundoGEO#Connect e DroneShow 2016

Exército Brasileiro lança especificação para mapeamento topográfico de grandes escalas

Junho

Disponível vídeo e pdf do mini-curso online Introdução ao Georreferenciamento de Imóvel Rural

Conheça ferramentas de Topografia no AutoCAD Civil 3D: Guia Survey e Description Keys

Geo na Escola: Você já ouviu falar de RPG na sala de aula? Ele pode ajudar você no ensino da geografia

Santos Lab desenvolve novo Drone para cumprir missões distantes

FAA libera a primeira legislação dos Drones nos Estados Unidos

Unifei oferece novo curso presencial de Pós-Graduação em Drones

Temer prorroga CAR até o fim de 2017 para todas as propriedades. Veja o que muda

Secretaria de São Paulo disponibiliza mapeamento de áreas urbanas para gestores públicos

IBGE lança Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 com mapas interativos e caderno temático sobre indígenas

Julho

Pokémon Go: entenda os detalhes técnicos por dentro do jogo e a Geotecnologia envolvida

Geo na Escola: Conheça agora o ambiente online Geocraft – o Minecraft da vida real

Trilha de Aprendizagem em Topografia: registre-se e garanta 10 dias de conteúdo 100% gratuito

Software Drone2Map 1.0 para ArcGIS já está disponível. Confira!

Comunidade envia carta à ANAC e cria abaixo assinado pela regulamentação dos Drones

Aplicativo DJI GO agora inclui sistema de Geofencing para drones. Entenda

Satélite de altíssima resolução Kompsat-3A entra em operação comercial

IBGE lança Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 com mapas interativos e caderno temático sobre indígenas

Google Earth atualiza base de imagens do mundo e Brasil ganha mais detalhes. Confira!

Agosto

Check-list grátis: Trabalhando com Equipes de Sucesso

Já está disponível vídeo e pdf do mini-curso online Introdução ao CCIR. Assista agora!

Disponível vídeo e pdf da palestra online sobre GeoIncra e CCIR: Dificuldades e Soluções

Abaixo-assinado pela regulamentação dos Drones alcança a meta

Pós-graduação Drones em Aplicações Civis e Comerciais abre inscrições

Maior fabricante de drones do Mundo apresenta novidades para o setor

Leica apresenta seu mais novo sensor GNSS: o Leica Viva GS16

Tutorial: Importe arquivos SHP e salve como KMZ no Google Earth

Prorrogado o prazo para vinculação dos dados cadastrais de imóveis rurais

Setembro

Entenda como você pode fazer exportação de arquivos do Civil 3D para o Google Earth

Gestão Territorial: Conheça a nova trilha para atuar na área e inscreva-se agora mesmo

Assista agora o replay onde você entenderá como escolher o drone ideal para seu projeto

Conheça o DOBBY, o Drone tamanho de bolso para fotografia aérea

DJI lança seu novo drone compacto e dobrável: conheça o Mavic Pro

A espera acabou! GoPro lança em outubro o seu primeiro Drone Karma

Autodesk antecipa o futuro com novidades para o setor de Geotecnologia

IBGE disponibiliza o novo Mapa Político do Brasil versão 2016. Confira

Aprovada a Lei que prorroga o Cadastro Ambiental Rural. Confira os novos prazos

Outubro

Conheça as funcionalidades da Topografia no AutoCAD Civil 3D

Disponível vídeo e pdf da palestra online com uma Introdução ao Sensoriamento Remoto. Assista!

Assista agora mesmo o replay da palestra SIG ao Alcance de Todos com Global Mapper

Replay do webinar: Raio-X do Setor de Drones

Artigo: você sabe quem regulamenta o setor de Drones no Brasil?

Baixe o eBook gratuito sobre como fazer Aerofotogrametria com Drones

Ministério Público Federal recomenda que seja dada transparência ao CAR

CAU disponibiliza nova interface Geo para consulta a dados públicos

Satélite PeruSat-1 envia suas primeiras imagens. Confira!

Incra realiza auditoria em certificações de imóveis rurais de todo o Brasil

Novembro

Entenda como a eleição de Trump nos EUA pode impactar o setor de Geotecnologias e Drones

REPLAY: Veja neste vídeo como fazer 10 processamentos com o software Global Mapper 18

Instituto GEOeduc lança 10 novos mini-cursos de Geotecnologia e Drones. Confira!

Conheça o e-book “Piloto de Drone, uma Profissão de Futuro” e garanta já o seu!

DJI anuncia lançamento dos drones Phantom 4 Pro e Inspire 2. Confira!

Novo curso online de Aperfeiçoamento em VANTs e Drones com 88 horas de duração

IBGE divulga novo Mapeamento de Recursos Naturais. Confira!

Georreferenciamento e certificação de imóveis acima de 100 ha passam a ser obrigatórios

Lançada versão 2.18 do software livre QGIS. Confira as novidades!

Exército Brasileiro produz dados para cobrir vazio cartográfico na Região Sul do país

Dezembro

MMA disponibiliza dados das propriedades registradas no CAR. Veja como andam os cadastros!

Assista o replay da Palestra Modelagem Geográfica na Avaliação Ambiental

Lançamento: novo Combo de cursos online de Introdução às Geotecnologias

Aplicativo DroneShow inicia cadastramento de empresas

Decea reúne operadores de drones para orientações sobre normas de voo

Amazon realiza primeira entrega de forma autônoma com drone

Terracap abre concurso com 423 vagas para nível médio e superior

IBGE apresenta versão atualizada da Base Cartográfica Contínua do Brasil

Disponível novo Módulo de Consulta Pública aos dados do CAR

Mapa online interativo sintoniza rádios ao redor do globo

Bastante coisa, não é mesmo?

Lembre-se que tudo acontece duas vezes… Primeiro, na mente de quem sonhou com algo, e depois quando o sonho se realiza.

Neste fim de ano, sonhe, mas no início do ano, execute.

Feliz 2017!

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Será que estamos preparados para estudar em Universidades sem professores? Veja como isto vai impactar a forma como os alunos aprendem e se relacionam

Universidades sem professores Elas já existem e serão mais comuns do que você imagina 370x185 Universidade sem professor?!? Elas já existem e serão mais comuns do que você imaginaFoi destaque na grande mídia, na semana passada, a notícia sobre a Universidade denominada somente com o número 42 – uma alusão ao livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias” – onde os alunos aprendem de forma independente, sem professores.

Muitos criticaram, outros apoiaram, mas poucos ficaram alheios ao assunto, porque este fato é simbólico quanto à revolução pela qual o ensino está passando.

O Netflix acabou com as locadoras sem lançar ao menos um DVD físico, o Uber está acabando com os taxistas sem ter nenhum carro, o Airbnb se tornou a maior rede hoteleira do mundo sem ter construído nem ao menos um casebre. Por que as Universidades passariam incólumes pela revolução digital que estamos vivendo???

Mas voltando à “42″, que tinha que ser no Vale do Silício – não se esperaria nada diferente – naquela Universidade os alunos trabalham juntos na resolução de problemas e avaliam o trabalho de seus pares.

Fundada por Xavier Niel, um empresário do setor de tecnologia, a 42 deverá receber cerca de mil estudantes interessados em programação e desenvolvimento de software, e tem o “singelo” objetivo de revolucionar a educação, assim como o Facebook e o WhatsApp fizeram com a comunicação. Só isso…

Pra isso, a Universidade combina o ensino colaborativo com a aprendizagem através de projetos. Porém, o que geralmente seria supervisionado por um professor ou mentor, na 42 é feito de forma totalmente independente.

Esta forma de aprender é muito mais voltada para o mercado, já que os alunos aprendem como se já estivessem trabalhando em uma empresa como desenvolvedores de software, por exemplo. Todos trabalham juntos – como se fosse um co-working – e ao final do projeto a avaliação é feita por um colega, escolhido aleatoriamente.

Aprendendo como em um jogo…

Assim como num game, os alunos vão avançando na “grade”, como se fossem fases ou níveis e, ao final, recebem um certificado de conclusão do curso, que pode levar de três a cinco anos.

Segundo os criadores da Universidade 42, este método faz com que os alunos aprendam de forma ativa e tornem-se mais independentes, algo valorizado pelo mercado de trabalho. Segundo eles, quem já passou pela escola tem mais habilidades para trabalhar em grupo, discutir e defender ideias.

Choque cultural

Críticos do modelo dizem que simplesmente abolir os professores é ir longe demais, e que o ideal seria haver a supervisão de mentores que direcionem os alunos para encontrarem sozinhos as respostas, porém questionando pontos que passariam despercebidos sem a presença de um mestre.

Pessoalmente, eu penso que ainda não estamos prontos para tanta independência assim, ainda mais com a nossa cultura de procrastinação. Imagine quantos deixariam para fazer o projeto na véspera… Da mesma forma, dependendo da idade do aluno, deixar horários e cronogramas totalmente “soltos” poderia virar uma bola de neve.

Por outro lado, esta forma de trabalho geraria lideranças naturais, de alunos que tomariam para si as rédeas de seus pequenos grupos e os levariam ao sucesso.

Enfim, o debate vai longe…

Nano-Faculdade

Se há alguns anos a novidade eram os MOOCs (sigla para cursos online abertos e massivos), hoje já existem várias iniciativas ao redor do mundo que oferecem uma “graduação sem diploma formal”.

Por mais estranho que isto pareça, tem muito aluno optando por cursos mais rápidos e totalmente focados nas necessidades do mercado (alguns deles criados sob-demanda para uma empresa ou aplicação).

Vamos tomar como exemplo o Udacity, que oferece nano-degrees (em uma tradução literal e meio tosca, seria mais ou menos uma “nano-graduação”). São cursos ultra-focados, como por exemplo o de inteligência artificial (parceria com a Amazon), o de machine learning (parceria com Google) e o de engenheiro de carros autônomos (parceria com Uber, Nvidia e Mercedes).

Aproveite pra assistir esta paletra da Udacyti em parceria com LinkedIn sobre como construir um perfil profissional de sucesso:

Incansáveis

Aproveitando, recentemente fui ao lançamento do livro “Incansáveis”, ver a palestra do autor, Maurício Benvenutti, que mora no Vale do Silício e fala em sua publicação sobre as “empresas de garagem” que estão mudando o mundo.

Ainda não posso falar muito, pois estou no comecinho do livro, mas assim que tiver uma impressão mais completa, farei um post aqui pra compartilhar este assunto…

Universidades sem professores Elas já existem e serão mais comuns do que você imagina 950x475 Universidade sem professor?!? Elas já existem e serão mais comuns do que você imagina

Na sua opinião, como você acha que será a Universidade do Futuro? Envie pra mim sua resposta que será um prazer ler e responder: eduardo@geoeduc.com.

Post publicado originalmente no blog GEOeduc


 

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Coordenador de cursos e pesquisas do Instituto GEOeduc, Consultor da MundoGEO, Diretor Financeiro da ABEC-PR. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, cursando Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Pai do Rafael e da Julia, Marido da Luciana, sushiman e corredor (quando dá tempo)

    Coordenador de cursos e pesquisas do Instituto GEOeduc, Consultor da MundoGEO, Diretor Financeiro da ABEC-PR. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, cursando Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Pai do Rafael e da Julia, Marido da Luciana, sushiman e corredor (quando dá tempo)

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