O Departamento de Cítricos da Flórida, nos Estados Unidos, quer usar um satélite espião para estimar o número de árvores de laranja cultivadas no Brasil.

A notícia foi divulgada no Jornal do Brasil de 29 de janeiro. Para justificar o monitoramento por satélite, o órgão americano afirma que, enquanto na Flórida as previsões sobre a colheita normalmente ficam próximas da produção final, no Brasil as projeções chegam a ser até 27% menores do que a produção real, o que garante ao país vantagens no mercado de commodities.

Cerca de 90% do suco de laranja mundial é produzido pela Flórida e pelo Estado de São Paulo. As previsões das colheitas determinam os preços futuros e as cotações que os agricultores receberão na safra seguinte. "O Brasil usa estimativas baixas de forma que os preços sobem no início da temporada de colheita, em junho", disse Andy Lavigne, principal executivo da Florida Citrus Mutual.

"Já os preços caem na temporada de colheita da Flórida, em dezembro. Para piorar, o clima anda mais frio que o normal no Flórida, o que deverá reduzir a produção no Estado americano".