O WWF-Brasil denuncia que a falta de mapeamento das áreas de risco nos Estados coloca a população em perigo e compromete o combate a desastres como o vazamento de produtos tóxicos nos rios Pomba e Paraíba do Sul. A organização não governamental (ONG) divulgou nota sobre o recente vazamento de produtos no rio Pomba. "É preciso ter um plano de ação para evitar acidentes e minimizar os riscos", alerta Samuel Barrêto, coordenador do Programa Água Para a Vida, do WWF-Brasil (Fundo Mundial para a Natureza).

"É muito mais caro corrigir do que prevenir." Há três semanas o WWF-Brasil assinou um protocolo de cooperação com o Ceivap (Comitê do Paraíba do Sul) e demais parceiros da entidade para trabalhar na conservação e recuperação de águas e florestas na Bacia do Rio Paraíba do Sul.

O mapeamento das áreas de risco daria subsídios para uma ação preventiva dos comitês, que poderiam atuar em parceria com os órgãos do poder público e com a sociedade civil. Outra medida importante é dar condições aos órgãos ambientais para que eles possam atuar não apenas no controle mas também na gestão ambiental. Para a ONG, o acidente mostra o despreparo dos Estados para prevenir e combater acidentes, pois faltam sinais de alerta e um monitoramento constante da qualidade das águas para acusar contaminações.

Além de aplicar as punições previstas pela lei, é preciso agora tomar medidas de recuperação e avaliar com cuidado a extensão da contaminação. "Precisamos conhecer os riscos que ainda existem e que permanecerão no futuro", diz Barrêto.