A modelagem geoespacial tem permitido aos trabalhadores de agricultura se adequarem às exigências da economia globalizada e a sustentabilidade ambiental têm direcionado o setor agrícola para um maior controle das informações de produção. Essa forma de atuação aproxima-se do conceito da Agricultura de Precisão e utiliza tecnologia factível ao padrão tecnológico e de capital de uma importante fatia do agronegócio brasileiro. Buscando uma maior eficiência na utilização de insumos, serviços e, principalmente, dos recursos naturais solo e a água, vêm sendo amplamente utilizada a Estatística Clássica e Multivariada. Assim, quando uma propriedade do solo varia de um local para outro com algum grau de continuidade, expresso pela dependência espacial, a Geoestatística permite uma visão útil ao planejamento e controle das informações de produção. A modelagem geoespacial permite a descrição quantitativa da variabilidade espacial dos atributos do solo e a estimativa não tendenciosa da variância mínima de valores desses atributos em locais não amostrados. Acessar essa variabilidade faz da geoestatística uma eficiente ferramenta de suporte a decisão no manejo de solo e água (irrigação e drenagem) das culturas. Os métodos geoestatísticos apresentam propriedades ótimas de estimativas em dados esparsos. Para a aplicação das técnicas de Geoestatística, necessita-se, primeiramente, detalhar a área onde será implantado o estudo. Para tanto, todas as informações devem ser conhecidas e localizadas através de um processo de amostragem dentro de uma região geográfica definida. Esse processo é viabilizado pela implantação de um sistema de coordenadas locais ou geográficas, onde cada atributo ou característica do solo terá suas informações associados a um ponto no espaço. Essas informações podem ser obtidas por meio de coleta, mapas temáticos, imagens de satélite ou fotografias aéreas. Para referenciá-las utiliza-se o GPS ou a topografia convencional. Em etapa posterior, utiliza-se os SIGs para processar e fornecer as informações da variabilidade espacial dos atributos do solo e suas interrelações com o meio. Os SIGs realizam funções de análises espaciais baseados nos atributos das entidades gráficas armazenadas na base de dados e, a partir de módulos específicos, geram um conjunto de dados estimados amostrados nos pontos de coleta da informação. Nesse contexto, a Embrapa Tabuleiros Costeiros vem realizando pesquisas com suporte da Geoestatística, especialmente em áreas com cultivo de fruticultura irrigada, destacando-se ações desenvolvidas no monitoramento de aqüífero freático em solos de baixada litorânea e de monitoramento dos atributos físico-químicos de solos de tabuleiros. Os resultados obtidos associam informações climáticas, de relevo, edafológicas e culturais, possibilitando modelar a aplicação de diferentes insumos e métodos de manejo nas diferentes culturas, elevando assim, a eficácia dos sistemas produtivos. Informações da Página Rural
Notícias Relacionadas
Drones
Associação Brasileira de Drones realizou o ABDrone Summit 2026
Espaço
AEB e Universidade da Força Aérea abrem chamamento para trabalhos científicos
Geointeligência
Startup desenvolve tecnologia para monitorar mineração em áreas protegidas da Amazônia
Espaço
Pesquisadores do Inpe publicam estudo sobre extremos climáticos na Amazônia
Drones
Captação aérea e conteúdos imersivos: integração entre drones, fotografia 360° e realidade virtual
