No último dia 10, China e a União Européia anunciaram em Pequim que o país asiático aumentará sua participação no sistema europeu de navegação por satélite Galileo com sete novos projetos. Os projetos, que tem como enfoque a aplicação do Galileo no setor pesqueiro e em equipamentos de resgate durante desastres naturais, serão concedidos a instituições e empresas chinesas no fim deste mês, destacou o jornal governista China Daily, citando os principais representantes chineses e europeus do projeto. O diretor executivo da Empresa Conjunta Galileo, Rainer Grohe, participou em Pequim de uma conferência para anunciar esse aumento da participação chinesa e destacar a cada vez maior importância do gigante asiático no projeto. "Muitos países estão interessados neste grande programa, mas nenhum deles é comparável com a China", admitiu Grohe, que confessou esperar que a cooperação aumente no futuro. Com um investimento de 200 milhões de euros, a China se uniu em outubro de 2003 ao projeto Galileo, lançado pela UE e a Agência Espacial Européia em março de 2002 como alternativa civil ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), desenvolvido pelos EUA principalmente para usos militares. A participação chinesa na GJU é administrada pelo Centro Nacional de Controle Remoto da China, cujo diretor, Zhang Guocheng, destacou que representantes chineses irão à cerimônia de lançamento dos primeiros satélites do projeto Galileo no fim do ano. Os dois satélites que serão lançados para emissão de sinais de teste são a primeira fase de um projeto que, segundo a UE, estará completado em 2008 e começará a funcionar em 2009, com uma rede de 30 satélites. Cm um custo de 3,5 bilhões de euros, o sistema oferecerá informação a setores como a aviação, a navegação marítima e outros transportes, assim como para controles policiais e fronteiriços e operações de salvamento. Segundo o China Daily, a participação da China no Galileo é o maior projeto científico conjunto entre o país asiático e nações estrangeiras. Dados da Comissão Européia apontam que o mercado mundial dos produtos e serviços envolvendo a radionavegação por satélite se aproximarão dos 300 bilhões de euros em 2020, com aproximadamente três milhões de receptores em funcionamento. Informações do Portal Yahoo!
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