A participação da indústria na produção de equipamentos e sistema de satélites do Programa Nacional de Atividades Espaciais deve alcançar, em 2005, o patamar de 30% do orçamento da Agência Espacial Brasileira. No ano passado, esta participação representou apenas 6% dos recursos aplicados. Segundo o Presidente da AEB, Sérgio Gaudenzi, a Agência Espacial está se preparando para uma nova arrancada do Programa Espacial. "Os investimentos no setor estão de fato ocorrendo. Estamos trabalhando para chegar aos US$ 200 milhões em 2006. As atividades espaciais são estratégicas para o país. Não é um programa de um governo, mas de Estado", disse Gaudenzi durante reunião do Conselho Superior da AEB, em Brasília. O orçamento da União, aprovado pelo Congresso Nacional, destinou à AEB, neste ano, cerca de R$ 233 milhões para investimento em programas de satélites, aplicações espaciais, veículos lançadores, infra-estrutura espacial, pesquisa e desenvolvimento, Estação Espacial Internacional, formação e aperfeiçoamento de recursos humanos e capacitação do setor produtivo. "Estamos no meio do ano é já empenhamos mais de 50% do orçamento previsto", afirmou Himilcon Carvalho, Diretor de Política Espacial e Investimentos da Agência. O Secretário Executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia e integrante do Conselho Superior da AEB, Luis Fernandes, sinalizou com a possibilidade de se ter acesso, em 2006, a bolsas tanto para o setor industrial quanto para as instituições executoras do Programa, por meio de fundo setorial que trata da formação e mobilização de programas estratégicos, como uma das opções emergenciais de começar a resolver o problema, enquanto se aguarda o concurso público para a área. Informações da Agência Espacial Brasileira
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