Michael Jones, gerente de tecnologia do Google Earth e co-fundador da Keyhole, empresa que desenvolveu o sistema e foi adquirida pela Google em 2005, disse na última Fifth International Symposium on Digital Earth, realizada em junho na Califórnia, que o número de downloads do Google Earth pode ser equiparado ao número de habitantes dos países mais populosos do mundo.

”Mais de 200 milhões de pessoas já baixaram o Google Earth. Isso é menor que a população da Indonésia, que possui aproximadamente 233 milhões de habitantes, e menor que a população dos Estados Unidos, que é da ordem de 301 milhões. A população do Brasil, com 188 milhões de habitantes, se aproxima bem dos usuários do Google Earth”, enfatiza Jones.

O Google Earth também tem atraído a simpatia de celebridades. A atriz Angelina Jolie tatuou a latitude e longitude de nascimento de cada um de seus filhos em seu próprio braço. Aproveitando a oportunidade, uma revista alemã divulgou a foto do braço da atriz e sugeriu que essa seria uma oportunidade para mapear a localização de crianças pelo Google Earth.

”Há uma mudança acontecendo”, frisa Jones. Segundo ele, estes são verdadeiros sinais de uma sociedade que está se adaptando e percebendo o quanto é importante saber “onde está” e “para onde ir”. Ele também destacou que a grande atração não é sobre o Google Earth, mas sim sobre a curiosidade de poder perceber a Terra digitalmente e observar seus contornos.

Tribo de índios brasileira vai para aparecer no Google Earth

A tribo indígena Suruí, de Rondônia, está prestes a assinar um acordo com a Google para incluir informações sobre sua reserva no Google Earth. Almir Suruí, atual chefe da tribo, esteve recentemente em Montain View, na Califórnia, para fechar detalhes do acordo que, dentre outros detalhes, permitirá incluir palavras do vocabulário da língua Mundé nas buscas do Google. Um dos objetivos desse acordo é fazer com que a exposição ajude evitar a derrubada de árvores e conter o avanço das madeireiras.

Os índios fornecerão dados e mapas da região que habitam para que possam visualizar essas informações e as áreas de desmatamento ao redor da tribo e da floresta nativa. Em troca das informações sobre a região, Almir conseguiu o compromisso da Google que a empresa irá capacitar os indígenas para o usar os computadores. A idéia é fazer com que no futuro os próprios índios sejam capazes de inserir dados e informações sobre a região.

Outros projetos semelhantes já foram criados aqui no Brasil. No site Pro-Yanomami há uma série de mapas, imagens e fotos da região das aldeias. Em 2003, um outro programa foi criado com o mesmo objetivo e levou imagens de satélite às tribos ao redor de Oiapoque, no Amapá. No mesmo ano, a ONG Comitê pela Democratização da Informática levou um programa de inclusão digital para aldeias indígenas.