Brasil e China lançam esta semana as bases de uma iniciativa com o objetivo de fornecer, de graça, imagens obtidas por câmeras orbitais para países em desenvolvimento.
O anúncio do projeto será feito na Cidade do Cabo, África do Sul, durante o encontro anual do Grupo de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês). A partir de janeiro, quatro estações localizadas a norte, sul, leste e oeste da África terão capacidade de monitorar 90% do continente.
Além das quatro estações africanas, devem entrar em funcionamento ao longo do ano que vem outros dois postos de análise de imagens: em Boa Vista (RR), para captar dados do Caribe, e provavelmente na Austrália, para monitorar o Sudeste Asiático.
Com essa iniciativa, o Brasil abre espaço para os planos do Inpe de criar um centro internacional de monitoramento das florestas tropicais de todo o mundo.
Estações Landsat
Para esse projeto, inicialmente foi previsto um gasto de R$ 10 milhões por ano, mas o valor caiu porque estão sendo aproveitadas estações que já eram usadas com o satélite norte-americano Landsat 5, em vias de ser desativado. A verba vai apenas para instalação do sistema de recepção, o software de processamento e a manutenção dos aparelhos.
