Nos 36 municípios da Amazônia que mais desmataram no final de 2007, apenas 20% da propriedades rurais com áreas superiores a quatro módulos fiscais fizeram o recadastramento exigido pelo governo federal, uma das principais medidas anunciadas para tentar conter o desmatamento na região amazônica.

Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), das 15,4 mil propriedades rurais que necessitavam fazer o recadastramento, pouco mais de 3 mil cumpriram com suas obrigações. As 12.320 propriedades que deixaram de fazer o recadastramento tiveram o Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR) suspensos. Com isso, os proprietários das áreas estão impedidos de vender suas terras e obter créditos em bancos.

Os 36 municípios da lista de maiores desmatamentos – 19 localizados em Mato Grosso, 12 no Pará, quatro em Rondônia e um no Amazonas – foram responsáveis por 50% das derrubadas de árvores registradas na Amazônia recentemente.

O objetivo do governo, com o recadastramento, é monitorar os desmatamentos, cruzando os dados atualizados das propriedades com as imagens de destruição da floresta captadas por satélites. Dessa forma, pretende identificar os responsáveis pelas áreas desmatadas.

Fonte: Folha de São Paulo