A forma de criar, armazenar e compartilhar informações geográficas mudou muito nos últimos dez anos. O acesso e a distribuição de mapas vetoriais e imagens raster passaram do desktop para a internet, através de portais de dados geográficos. O poder de disseminação de informações espaciais na web elevou a geotecnologia a um patamar bem mais importante, nivelando-a à tão badalada tecnologia da informação.
Os nomes mais fortes da área de geoinformação sempre foram basicamente os mesmos: Esri, Autodesk, Bentley, DigitalGlobe, Spot, Space Imaging, PCI, MapInfo, Leica, Erdas, Oracle, etc.. A corrida pela padronização de dados e a interoperabilidade entre sistemas deu maior acesso à informação geográfica para os técnicos, porém faltava o passo definitivo para que a geoinformação caísse nas graças do cidadão comum.
O ano de 2005 pode ser considerado como um marco na história da geoinformação. Com a aquisição da empresa Keyhole, o Google comprou também uma poderosa tecnologia de apresentação de informação geográfica na internet, através de camadas de dados sobrepostas sobre um globo virtual em 3D. A partir do lançamento do Google Earth, a internet nunca mais foi a mesma.
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