O Map World Forum aconteceu em Hyderabad, na Índia, entre os dias 10 e 13 de fevereiro, reunindo cerca de 70 expositores e um público de mais de duas mil pessoas, entre especialistas e usuários de tecnologias geoespaciais. Promovido pela GIS Development, organização voltada à comunidade GIS internacional e responsável por publicações especializadas, o Map World Forum recebeu órgãos governamentais indianos e empresas de software de relevância mundial.
 
Em sua cerimônia de abertura, o evento contou com a participação da Dra. Jane Goodall, mensageira da Paz pela ONU e premiada antropóloga e pesquisadora de chimpanzés selvagens; e o Dr. C. K. Prahalad, consultor, autor e professor de Estratégias Corporativas na Ross School of Business, Universidade de Michigan. A dinâmica do fórum também incluiu conferências em diferentes tópicos de interesse, como o Location Summit, tratando sobre o mercado de Serviços Baseados em Localização (LBS), o 3rd Dimension, um dos principais focos das grandes empresas de software GIS, além de encontros de segmentos industriais e desenvolvedores.
  
Segundo Adriano Junqueira, diretor da ProMaps, o evento proporcionou, além da expansão de relacionamentos comerciais, o contato com novas tecnologias e perspectivas de mercado.

Força global e presença local

A discussão do evento permeou os desafios de mapeamento atuais da realidade indiana, como, por exemplo, a combinação da baixa infraestrutura no setor de transportes com a alta densidade populacional.
 
Para Adriano Junqueira, estas são questões relevantes também dentro do cenário brasileiro. Para ele, “os desafios de mapeamento apontados dentro da realidade indiana podem ser facilmente adaptados e repensados para o contexto brasileiro, onde também encontramos uma economia em crescimento, com novas perspectivas para o setor e, ao mesmo, tempo, com deficiências na infraestrutura urbana, particularmente acentuadas no setor de transportes”.

Outro ponto foi a necessidade de um maior entendimento das diferenças culturais próprias de cada localidade. Na Índia, por exemplo, novas tecnologias têm de se adaptar a um país onde são falados 26 dialetos, além do inglês. “No caso brasileiro, vale ressaltar que somente a localização de softwares para a nossa realidade não basta; é preciso uma re-adequação, uma tropicalização de conteúdos para a nossa realidade”, comenta Junqueira.
     
O entendimento das grandes companhias apontou para a força estratégica de empresas locais de mapeamento, que contam com uma posição privilegiada para vencer os inúmeros desafios estruturais.
 
Novas tecnologias

No espaço reservado à Feira no Map World Forum, os dias foram disputados por empresas de sensores transportáveis, aplicações de software com diversas finalidades e oferecimento de serviços qualificados. Outra presença marcante foram empresas especializadas na coleta de imagem de satélites, como a Digital Globe, Antrix e GeoEye.

Com informações das empresas ProMaps e Surface