Dentro de poucos dias acontecerá, em São Paulo, um encontro entre os principais especialistas brasileiros em bases de dados geoespaciais, para debater o uso de mapas digitais nos setores de Serviços Baseados em Localização (LBS, na sigla em inglês), logística, gestão pública, infraestrutura, recursos naturais, meio ambiente e geomarketing, entre outros.

Os debates e palestras, que se realizarão no dia 8 de julho em São Paulo, durante o seminário Qualidade de Dados Geoespaciais, vão mostrar temas relacionados com a atualidade dos dados geoespaciais e as novas formas de aquisição, integração e compartilhamento de mapas.

A aquisição de dados é a fase de maior responsabilidade quando se fala em qualidade de dados, já que uma informação original com defeito nunca poderá gerar um resultado de alta qualidade.

Para debater as diferentes formas de coleta de dados com alta precisão, foram convidados os especialistas Renato Asinelli Filho, diretor de aerolevantamentos da Engefoto; Roberto Ruy, desenvolvedor do sistema aerotransportado de aquisição de imagens digitais da Engemap; João Moreira, diretor da OrbiSat; e Fernando Villasol, diretor de produtos para a América Central e do Sul da Navteq. Este debate tem como objetivo discutir as vantagens e desvantagens das diferentes formas de coleta de dados usando aerolevantamentos, imagens de satélite e dados laser e radar, para aplicações que requerem alta precisão e acurácia, como o cadastro de redes de saneamento, a demarcação de propriedades rurais, o posicionamento de linhas de transmissão, entre outras.

Porém, existem casos nos quais a precisão pode ser deixada de lado em favor de uma aquisição e disponibilização mais ágil dos mapas. A resposta a desastres naturais é um exemplo de aplicação na qual um dia pode fazer toda a diferença. Para debater as formas de aquisição utilizadas quando o mais rápido é mais importante que o mais preciso, está confirmada a presença de Wagner Pacífico, diretor da Multispectral; Felipe Seabra, gerente da Digibase; e Cássio Fernando Rosseto, diretor da Geologística.

Mapas colaborativos

Existem, hoje, várias iniciativas de mapeamento que utilizam, como fonte principal de dados, a colaboração do usuário. Um exemplo é o OpenStreetMap, um projeto colaborativo no qual entusiastas de todo o mundo estão literalmente mapeando o globo. A cidade de Porto Príncipe, no Haiti, foi mapeada por voluntários depois do terremoto do início deste ano, a partir de imagens de satélites e informações “in loco”.

Para debater se o futuro dos mapas estará nas mãos do usuário, foram convidados especialistas envolvidos em projetos de mapeamento colaborativo. Patrícia Azevedo, coordenadora estratégica do Programa Rede Jovem, vai mostrar sua experiência com o projeto Wikimapa, no qual comunidades carentes do Rio de Janeiro estão sendo cartografadas com o uso de telefones celulares. Rafael Siqueira, CTO da LBS Local, pretende mostrar as vantagens de se contar com o apoio dos “neogeógrafos” na produção, validação e atualização de dados. Já Renato da Silva Lima, pró-reitor de pesquisa da Universidade Federal de Itajubá, vai mostrar como o mapeamento colaborativo pode auxiliar na obtenção de bases geográficas para as análises conduzidas em Sistemas de Informações Geográficas (GIS, na sigla em inglês), geralmente um reduto de especialistas em geoprocessamento.

SemináriosOs interessados podem acessar a grade completa com os temas do seminário Qualidade de Dados Geoespaciais no hotsite do evento. Além disso, podem enviar um email para seminario@mundogeo.com, telefonar para (41) 3338 7789 e ainda seguir as novidades pelo Twitter.

O seminário é uma realização do Portal MundoGEO, com apoio do Portal e Revista InfoGPS, UOL, Apontador|MapLink, Associação de Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento (Gristec), Associação Brasileira de Engenheiros Cartógrafos (Abec-SP) e Instituto GeoDireito (IGD), além do patrocínio das empresas Digibase, Santiago & Cintra Consultoria, HGT e AMS Kepler. O seminário conta ainda com o apoio de divulgação dos blogs GeoinformacaoOnline, WebMapIt, TecGeoWeb, Fernando Quadro, Rascunho-Geo, GeoLuisLopes e GEOeasy.