Como parte de uma tendência crescente entre os fundos de hedge e as empresas de Wall Street, o sensoriamento remoto está sendo usada para reunir informações sobre o mercado em movimento.
 
As imagens são frequentemente oferecidas por empresas como a DigitalGlobe, fornecedora de imagens e que no Brasil tem parceria com a Digibase. Nos Estados Unidos, essas imagens são utilizadas pelo governo, agências federais de inteligência e também por companhias de análise do setor privado.

A UBS Investment Research publicou recentemente a sua previsão de lucro para o Wal-Mart, nos EUA, e alterou para algumas estimativas, baseadas em estudos que fez com imagens de satélite que mostravam a movimentação nos estacionamentos de algumas lojas da rede de varejo nos últimos meses.

Ao contar os carros, mês a mês, que entravam e saiam dos estacionamentos das lojas do Wal-Mart, os analistas foram capazes de obter uma correção sobre o fluxo de clientes da empresa. A partir daí, trabalhou-se numa nova previsão de receita trimestral da companhia, muito diferente daquela que a UBS tinha feito usando métodos tradicionais.

Outra empresa de análises, como a Remote Sensing Metrics LLC, também tem usado as imagens orbitais para realizar estudos para grandes companhias norte-americanas como a Home Depot e Lowe’s (redes varejistas de materiais de construção e de artigos para o lar), e McDonald’s.

Para Tom Diamond, executivo da Remote Sensing Metrics LLC, com uma imagem de satélite, não é preciso mais adivinhar com base no que está dizendo um gerente de uma loja ou na opinião de um analista de pesquisas. "Temos uma verdadeira peça de dados que você pode enxergar".
 
Segundo Felipe Seabra, gerente de marketing da Digibase, vivemos num momento único de disponibilidade de informação coletada do espaço, graças à agilidade dos satélites comerciais que varrem diariamente qualquer parte do planeta.  “Em nosso país, qualquer pessoa ou empresa pode licenciar o que há de melhor em imagem de satélite, de diferentes áreas em diferentes datas. A informação é poder para a guerra empresarial em quase todos os segmentos, desde bens de consumo até segurança pública, defesa e meio ambiente. Mais do que nunca, a geografia serve para apoiar a tomada de decisão”.

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