Falhas em infraestrutura frequentemente começam com deslocamentos mínimos e variações estruturais que passam despercebidas em inspeções visuais de rotina. O Radar de Abertura Sintética (SAR) é uma tecnologia que apresenta relatórios com dados físicos do terreno e de estruturas com precisão milimétrica, independentemente de condições climáticas, horário ou acesso físico.
O uso preventivo do SAR permite identificar áreas com infiltração, saturação, deslocamento acumulado e padrões de deformação que indicam risco iminente. Essa capacidade é decisiva para o monitoramento de barragens, taludes e encostas instáveis. Em ambientes urbanos, a tecnologia mapeia áreas com subsidência, monitora zonas de risco próximas a rodovias e corredores logísticos, e detecta deformações em estruturas adjacentes a obras civis. Os dados apoiam planejamento urbano, modelagem preditiva e mitigação de riscos.
O SAR oferece uma camada de informação que métodos tradicionais não entregam, com precisão. Com esses dados, equipes técnicas podem reduzir paralisações, evitar falhas em ativos estruturais, validar hipóteses de engenharia e priorizar intervenções com base em risco. Para setores como infraestrutura, energia, saneamento, óleo e gás, logística, mineração e defesa civil, o SAR é um recurso para tomada de decisão baseada em dados.
Inovação brasileira: RD350
A Radaz desenvolveu o RD350, radar de abertura sintética multibanda que pesa apenas 5 kg e é o único no mundo a combinar o uso de três tipos de banda (C, L e P), cada qual com uma função específica. Cada banda corresponde à faixa de frequências do espectro eletromagnético. Quando combinadas, permitem a realização, entre outras aplicações, de monitoramento preciso e contínuo de locais como barragens, dutos, encostas e áreas sujeitas a deslizamentos de terra. Um diferencial é que o RD350 pode ser acoplado a um drone, reduzindo custos e ampliando o uso de forma preventiva.
As três bandas em ação
As ondas na banda C são sensíveis à camada superior da vegetação e do solo, as da banda L são ao volume da vegetação e da camada superior do subsolo e, as da banda P penetram na vegetação e no solo, com ou sem floresta. As três, atuando em conjunto, possibilitam uma leitura detalhada da superfície e o subsolo, decímetro por decímetro.
O equipamento identifica diferentes tipos de materiais e superfícies. Com a banda P, por exemplo, localiza-se dutos, camadas de minério e formigueiros no subsolo. É possível monitorar a subsidência e a identificação de cursos de rios sob florestas densas. Já o complemento com as bandas L e C permite medir a umidade e a biomassa da vegetação com precisão.
Sobre a Radaz
Fundada em 2017, a Radaz desenvolve soluções de sensoriamento remoto por radar, combinando tecnologia de ponta com excelência técnica. Desde sua criação, a empresa consolidou sua presença no mercado nacional e internacional, com crescimento contínuo impulsionado principalmente pelas exportações. Sediada no estado de São Paulo, a companhia atua globalmente, alinhada às melhores práticas de ESG (ambientais, sociais e de governança). Com seis pedidos de patente, incluindo um já concedido nos Estados Unidos, a Radaz aposta na diversificação de mercados e no fortalecimento de parcerias estratégicas. A empresa projeta a ampliação do uso de suas tecnologias em setores como mineração, gestão ambiental, defesa civil, Forças Armadas, segurança pública e infraestrutura urbana, em sintonia com sua missão de contribuir com soluções de alto desempenho para o desenvolvimento sustentável e a segurança de operações em diferentes áreas da sociedade.
Mais informações: https://radaz.com.br
A Radaz está confirmada como expositora na feira DroneShow, MundoGEO Connect, SpaceBR Show e Expo eVTOL 2026, que será realizada de 16 a 18 de junho no Expo Center Norte – Pavilhão Azul, em São Paulo (SP).
Conheça a programação de cursos, seminários e fóruns do DroneShow Robotics, MundoGEO Connect, SpaceBR Show e Expo eVTOL. As inscrições podem ser feitas antecipadamente com desconto e as vagas são limitadas.
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