Geotecnologias, inteligência artificial e ciência de dados aplicadas ao licenciamento ambiental ocupam três sessões do III Congresso Brasileiro de Licenciamento e Consultoria Ambiental (CBLCAM), que a Ambiental Pro realiza de 21 a 24 de setembro, 100% online e ao vivo. O congresso trata dos efeitos práticos da Lei 15.190/2025, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em vigor desde 4 de fevereiro de 2026.
A norma reorganizou o licenciamento em sete modalidades e criou a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), procedimento autodeclaratório no qual o empreendedor declara atender a requisitos fixados pela autoridade licenciadora e apresenta Relatório de Caracterização do Empreendimento (RCE), sem estudo prévio. O cenário ainda está em definição: três ações diretas de inconstitucionalidade, movidas por PSOL, Partido Verde e Rede, tramitam no Supremo Tribunal Federal, e o julgamento foi retirado de pauta pelo Plenário em agosto, sem nova data.
Georreferenciamento, IA e rastreabilidade
Uma das sessões trata da transformação de dados e georreferenciamento em soluções para análise de riscos e controles ambientais. Outra apresenta estratégias práticas de aplicação de geotecnologias e inteligência artificial no trabalho do profissional de meio ambiente.
A terceira parte de uma pergunta operacional: cumprir condicionantes é o suficiente? A sessão discute dados, evidências e rastreabilidade para decisões ambientais em um cenário de insegurança jurídica, tema que ganha peso enquanto a validade da lei é questionada no Supremo. Para quem produz e processa informação espacial, é a discussão sobre como demonstrar o que foi cumprido, e não apenas declarar.
Modalidades, RCE e impactos setoriais
O congresso abre em 21 de setembro com uma oficina prática de ferramentas, conduzida pela equipe da EnviroAsset, das 17h às 18h30, mediante confirmação prévia. Nos dias 22, 23 e 24, as transmissões vão das 17h às 21h (horário de Brasília), distribuídas em três dias temáticos, com salas de intervalo para networking entre as palestras.
O primeiro dia trata do novo fluxo operacional, com ênfase nas sete modalidades, na LAC, nos novos prazos e na digitalização dos processos. Estão previstas sessões sobre como escolher e tramitar licença prévia, de instalação e de operação, sobre a elaboração do RCE e a assinatura do termo de compromisso, sobre valoração econômica ambiental aplicada a condicionantes e gestão de riscos e sobre o mosaico federativo do licenciamento.
O segundo dia aborda impactos setoriais em agronegócio, infraestrutura e projetos estratégicos, com foco nas novas dispensas e no rito especial previsto para projetos estratégicos. O terceiro reúne compliance e risco jurídico, incluindo a insegurança criada pelas ações no Supremo e a fragmentação federativa das regras, além de sessões sobre a tensão entre facilitação do processo e rigor nos estudos ambientais e sobre o reposicionamento profissional sob o novo marco legal.
As sessões são conduzidas por especialistas do setor ambiental, entre eles profissionais de ciência de dados aplicada ao meio ambiente, consultores com atuação em licenciamento e pesquisadores de pós-graduação. A expectativa da organização é de mais de 800 inscritos, entre estudantes, consultores e advogados ambientais, empresários e demais profissionais do setor. O público-alvo inclui ainda servidores de Ibama, ICMBio e secretarias estaduais, empresas de energia, mineração, agronegócio e indústria, peritos, auditores e empresas de software, GIS e monitoramento.
As inscrições estão abertas no site do evento e dão direito a certificado digital de 14 horas, enviado por e-mail na semana seguinte ao congresso. A transmissão é feita pelo Google Meet, com link exclusivo enviado aos inscritos.
Mais informações e inscrições: cblcam2026.ambientalpro.com.br
Com informações da Ambiental Pro
Imagem de capa: Wikimedia
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