MundoGEO continua a série de pesquisas sobre o mercado de geotecnologia. GIS é o tema desta edição

Em março deste ano foi iniciada uma série de pesquisas que tem como objetivo esquadrinhar a indústria de geomática e soluções geoespaciais no Brasil e na América Latina. Serão várias campanhas ao longo do ano, divididas por temas específicos, e ao final será possível fazer um estudo completo das principais tendências do setor de geo.

A primeira pesquisa, publicada na edição 67 da revista MundoGEO, teve como tema o sensoriamento remoto. Na edição posterior, mapeamos o setor de Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS) e na atual o tema são os Sistemas de Informação Geográfica (GIS). A pesquisa teve mais de 820 participantes em apenas três dias, no início de setembro. Veja um extrato dos resultados!

Gerenciamento e compartilhamento

Pesquisa1 Por dentro do mercadoA pesquisa também tinha o objetivo de avaliar a gestão de dados nas organizações. Dos participantes da pesquisa, 93,8% responderam que entendem o que é gerenciamento de dados e sua importância para a empresa. Porém, apenas 40,8% responderam que a organização onde trabalham possui uma política clara para gestão de dados e metadados.

Outro objetivo da pesquisa era saber que tipo de ferramentas as organizações estão utilizando para o compartilhamento dos dados geoespaciais. Segundo os resultados, 38,6% utilizam estrutura de arquivos na rede e 31,9% portal de mapas na internet, enquanto para 28,2% cada departamento utiliza seus próprios dados, 20,1% links na intranet, 11,8% não souberam responder e 6,3% usam outra forma de compartilhamento. Sobre o uso de Cloud GIS, apenas 38,4% já sabem o que significa e 7,9% comentaram que a organização onde trabalham já utiliza esta tecnologia. Entre os desafios para a adoção, 29,9% apontaram falta de conhecimento, 22,9% a segurança de dados, 22,7% a infraestrutura, 18,3% a manutenção dos dados, 18% a confiabilidade e qualidade do serviço, 17,8% a tecnologia, 39,8% não souberam responder e 2,7% apontaram outro tipo de obstáculo.

Para finalizar a pesquisa, foi perguntado quais atributos são mais importantes para a escolha de um sistema GIS. As funcionalidades existentes são mais importantes para 58,4%, seguidas de preço para aquisição/atualização (49,7%), performance técnica (48,6%), tipo de licenciamento – software livre ou proprietário (46,4%), customização e configuração (45,3%), capacitação da equipe (43,8%), suporte (39,1%), compatibilidade com padrões (32,6%), sistema operacional (27,8%), integração com sistemas corporativos (21,2%), requisitos de hardware (19,7%), aderência ao negócio (18,2%), idiomas (13,2%), referência de clientes (12,3%) e tempo no mercado (11,6%).

Dentre os comentários dos participantes da pesquisa, destaca-se o de Bruno Dourado, engenheiro florestal e especialista em geoprocessamento. “A importância de se mapear os gargalos para expansão da conscientização do uso de um GIS para os clientes (públicos ou privados), quanto ao dimensionamento em relação ao uso de softwares proprietários e livres integrados de acordo com o uso em relação ao objetivo e ao objeto. A padronização de metadados e o interesse público de dar retorno aos recursos públicos gastos também são fatores importantíssimos de serem esclarecidos e trabalhados na conscientização técnica, política e de cidadania perante os serviços e produtos no nosso setor de geoprocessamento”.

Já Alberto Calderon comentou sobre a importância da atualização profissional. “À medida em que nos especializamos, o trabalho aumenta e o tempo para estudar diminui. Temos que achar um meio termo para o trabalho e a capacitação”, conclui. Outro participante – que não se identificou – sugeriu a criação de um “ranking” com a relação custo/benefício dos softwares de GIS disponíveis no mercado.

A próxima pesquisa terá como tema as estações totais. Participe e compartilhe sua experiência! Os resultados serão compartilhados com a comunidade, pelo portal e revista MundoGEO.