A utilização de sensoriamento remoto e Sistemas de Informação Geográfica (GIS) na educação de crianças e adolescentes não é algo novo, mas ainda tem potencial para expansão no ensino formal. Observa-se, no Brasil, embora às vezes desequilibrada, a intensificação do ensino de sensoriamento remoto e a formação de profissionais técnicos, principalmente os de nível superior. Entretanto, ainda há carência de projetos ou ações que visem à capacitação e ao treinamento de professores dos ensinos fundamental e médio para a inclusão das geotecnologias em sala de aula.

Geoatlas1 Geotecnologias apoiam a construção de Atlas Ambiental EscolarA Região Metropolitana de Campinas, localizada no interior do Estado de São Paulo, é um expressivo polo de tecnologia do Brasil. A existência de universidades e instituições de pesquisa contribui para a geração de uma infinidade de dados e informações locais e regionais.

Embora existam dados de excelente qualidade sobre essa região, e em específico sobre o seu principal município, esses dados não atingem de forma eficiente o público escolar de ensino fundamental. Em reuniões com o corpo docente de escolas locais, que procuram a Embrapa Monitoramento por Satélite com o objetivo de adquirir materiais para seus trabalhos e projetos com enfoque regional, essa questão fica evidente

O projeto “Geotecnologias como apoio à elaboração de material didático para o ensino fundamental: Atlas Ambiental Escolar da Região Metropolitana de Campinas” (GeoAtlas), financiado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), atualmente desenvolve uma metodologia para a construção colaborativa de um Atlas Ambiental Escolar com o objetivo de divulgar a importância das atividades agropecuárias desenvolvidas na região de Campinas e utiliza ferramentas de geotecnologias como facilitadoras do processo de ensino e aprendizagem. O uso destas ferramentas que aparentemente não pertencem ao cotidiano escolar, como no caso das imagens de satélites, aguça a curiosidade e desperta o interesse dos alunos, pois estes passam a ter novos olhares sobre o lugar em que vivem.


Este artigo faz parte da MundoGEO 69, revista queestá disponível publicamente no Portal MundoGEO. Para continuar lendo, acesse o artigo GeoAtlas na Escola na íntegra.

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