June | 2010 | Energia

Energia

NÃO AS MUDANÇAS DO CODIGO FLORESTAL !!!

Por Marcos Cavalcanti | 9h20, 29 de Junho de 2010

Onze organizações socioambientalistas brasileiras divulgaram na quarta-feira dia 23 de junho, uma nota pública em que criticam o uso pela bancada ruralista na Câmara Federal – com a finalidade de pressionar pela alteração da legislação florestal brasileira – de um documento elaborado por entidades de agricultores norte-americanos.

O estudo prevê a possibilidade de que grandes poluidores norte-americanos possam compensar suas emissões de gases do efeito estufa financiando a proteção de florestas em países tropicais. Para os deputados ruralistas brasileiros, essa proposta seria a prova de que a preservação de florestas, como defendem os ambientalistas, é uma bandeira dos concorrentes internacionais que não querem ver a expansão das áreas de agricultura do Brasil.

“Com isso, querem justificar a necessidade de aprovação de um projeto de lei que altera dramaticamente a legislação florestal brasileira”, afirma a nota divulgada pelas organizações, entre as quais se inclui o ISA.

ONGs contestam as conclusões do estudo e o uso dele para justificar mudanças no código.
 
Leia a íntegra do documento:
   
Nota pública: Código Florestal, desmatamento zero e competitividade agrícola
 
Recentemente lançado nos Estados Unidos, o estudo “Fazendas aqui, florestas lá”, patrocinado pela organização National Farmers Union (União Nacional de Fazendeiros), principal sindicato rural norte-americano, e apoiado pela Avoided Deforestation Partners (Parceiros pelo Desmatamento Evitado) – uma aliança informal de pessoas e organizações que defendem o fim do desmatamento no mundo – foi feito para promover a aprovação da lei de mudanças climáticas, em tramitação no Senado americano.

Um dos dispositivos desse projeto de lei prevê a possibilidade de que grandes poluidores norte-americanos possam compensar suas emissões de gases do efeito estufa financiando a proteção de florestas em países tropicais. É o caso da Indonésia e do Brasil, onde o desmatamento torna esses dois países o terceiro e o quarto maiores poluidores do clima no planeta, respectivamente.

Elaborado com a intenção de convencer parte da bancada republicana – contrária à lei – a mudar de posição, sobretudo a pertencente a estados com grande produção agropecuária, o estudo defende que o investimento em mecanismos de desmatamento evitado em países tropicais elevaria os ganhos da agricultura norte-americana, não só diminuindo os custos com a mudança de tecnologia para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, mas, sobretudo, afastando a competição de produtores rurais desses países, que hoje competem diretamente com os americanos pelos mercados de commodities agrícolas. Segundo o estudo, os ganhos poderiam alcançar US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030 só com a diminuição da competição dos países tropicais.

Em função dessa conclusão infundada, esse estudo vem sendo usado, nos últimos dias, por diversos parlamentares e lideranças ruralistas brasileiros para defender a tese de que a proteção de florestas no Brasil é algo que contrariaria o interesse nacional. Com isso, querem justificar a necessidade de aprovação de um projeto de lei que altera dramaticamente a legislação florestal brasileira. Nessa história, no entanto, estão enganados os ruralistas norte-americanos e os brasileiros.

Em primeiro lugar, o estudo, que desconhece a realidade brasileira, é equivocado ao assumir que o fim do desmatamento por aqui significaria paralisar a expansão da produção de commodities agrícolas a preços competitivos. Segundo dados da Universidade de São Paulo/Esalq, temos pelo menos 61 milhões de hectares de terras de elevado potencial agrícola hoje ocupadas por pecuária de baixa produtividade e que podem ser rapidamente convertidas em áreas de expansão agrícola.

Com o fim da expansão horizontal da fronteira agrícola, há forte tendência de valorização da terra e de substituição dos sistemas de produção agropecuária de baixa produtividade (que garimpam os nutrientes e degradam o meio ambiente) por sistemas de produção mais intensivos e com maior produtividade. Estudos da Embrapa mostram que há um cenário ganha-ganha quando se incorpora tecnologias (recuperação de áreas de pastagens degradadas, agricultura com plantio direto, sistemas integrados de lavoura-pecuária e lavoura-pecuária-floresta) nas áreas atualmente ocupadas com agricultura e pecuária, aumentando a produção, reduzindo custos e emissões de gases do efeito estufa.

No caso do Brasil, onde 4/5 das terras agricultáveis são ocupadas por pastagens, tais ganhos são especialmente expressivos – de forma que poderíamos dobrar nossa produção de alimentos sem ter que derrubar novas áreas de floresta e ainda recuperando aquelas áreas onde o reflorestamento se faz necessário por seu potencial de prover serviços ecossistêmicos.

Portanto, o aumento da produção agrícola não passa necessariamente pelo aumento ou continuidade do desmatamento, como quer fazer crer o estudo norte-americano. Os produtores competitivos não são os que usam métodos do século XVIII, grilando terras públicas, desmatando e usando mão de obra escrava e sonegando impostos. Pelo contrário, são os que investem em tecnologia e mão de obra qualificada para o bom aproveitamento de terras com infraestrutura adequada. Por essa razão até mesmo a Confederação Nacional da Agricultura – CNA, afirma que não é mais necessário desmatar para aumentar e fortalecera produção agropecuária brasileira.

Não devemos esquecer que a preservação e a recuperação de florestas no Brasil interessam, antes de tudo, a nós mesmos. O fornecimento de produtos florestais, a regulação das águas e do clima, a manutenção da biodiversidade, são todos serviços ambientais prestados exclusivamente pelas florestas e indispensáveis à sustentação da agropecuária nacional.

Frente a isso, repudiamos não só as conclusões do estudo norte-americano, como a tentativa de usá-lo para legitimar propostas que, essas sim, atentam contra o interesse nacional, ao permitir o desmate de mais de 80 milhões de hectares e a anistia definitiva para aqueles já ocorridos, o que coloca em cheque a possibilidade de cumprirmos com as metas assumidas de redução de emissões de gases de efeito estufa e recuperar a oferta de serviços ambientais em regiões hoje totalmente desreguladas, algumas inclusive em desertificação.

Aumentar a produção agropecuária com base no desmatamento de novas áreas é uma lógica com data marcada para acabar, tão logo os recursos naturais se esgotem e o clima se modifique. Não podemos, nesse momento em que o Código Florestal pode vir a ser desfigurado pela bancada ruralista do Congresso Nacional, nos desviar da discussão que realmente interessa ao país, que é saber se precisamos ou não das florestas para o nosso próprio bem-estar e desenvolvimento.
A defesa das florestas é matéria de alto e urgente interesse nacional.
 
Assinam:
WWF Brasil
Amigos da Terra – Amazônia brasileira
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi)
Conservação Internacional (CI-Brasil)
Fundação SOS Mata Atlântica
Fórum Carajás
Greenpeace
Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON)
Instituto Centro de Vida (ICV)
Instituto Socioambiental (ISA)
 

RETIRADO NA INTEGRA DO SITE SOS MATA ATLÂNTICA : SITE http://www.sosmatatlantica.org.br 
 

Eu apoio…e você deixe seu comentário….

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NUVEM OU TEMPESTADE?

Por Marcos Cavalcanti | 18h44, 20 de Junho de 2010

Muitos já devem ter escutado falar do termo computação em Nuvem, que seria a passagem dos softwares como conhecemos, trabalhando em nossos equipamentos desktops, para um  mundo virtual na internet em servidores administrados por empresas. Como tudo na vida, tem o seu lado bom e seu lado ruim. O lado bom é que de onde você estiver vamos poder trabalhar com os nossos dados, o lado ruim é a confiabilidade de segurança e manutenção das suas informações nesses mundos.

Eu mesmo fui vitima desse problema à uns dez anos criei um site no Yahoo Geocities era um construtor de sites, o site virou top ten em qualquer site de busca pela temporalidade e conteúdo que ele tinha, a cerca de mais de um ano, talvez dois, veio a notícia que o Yahoo iria terminar com o serviço de construtor, agora imagina se fosse outro serviço que conhecemos na qual guardamos todos os nossos trabalhos científicos ou fotografias, fazer backup ou recuperar não seria apenas o trabalho que teriamos, pois todo sistema envolve muito mais do que Backup apenas.

Recentemente postei minha indignação com as atualizações de software, pois muito das customizações se perdem nestas atualizações e se o mesmo ocorrer nas nuvens, será que vai virar tempestade?

O que vocês acham, deixem o seu comentário…. 

 Computação em Nuvem – Winkipedia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Computa%C3%A7%C3%A3o_em_nuvem

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ENERGIA NUCLEAR – Usina Nuclear Angra 3

Por Marcos Cavalcanti | 13h38, 12 de Junho de 2010

Recentemente li no Jornal “O globo” uma reportagem sobre a liberação da ultima licença que faltava para a  construção da Usina Nuclear de Angra 3. Trabalhei na elaboração de algumas melhorias nas Usinas Angra I e Angra 2 na Engevix Engenharia, me recordo que o projeto das duas era escrito em alemão e que todo controle da usina foi reformulado por equipamentos atuais. 

Ninguem duvida que o local para construção em Angra dos Reis no Rio de Janeiro não poderia se pior para instalação de uma usina nuclear, pois os atrativos naturais da região impactam com a dureza do concreto da Usina e aos perigos relacionados a radioatividade, dizem na reportagem que será para a Copa do Mundo, poderiamos ter outras opções de energia limpa para resolver este problema, porem a opção será a pior no meu entendimento. 

No Jornal “El País” foi publicado uma entrevista com o Presidente da Rede Elétrica da Espanha – REE, que não vê espaço para novas usinas nucleares na Espanha a não ser para substituir as antigas. Segue entrevista na Integra.

El país - http://www.elpais.com/edigitales/entrevista.html?id=6841 

O que vocês acham? Deixem seus comentários…

(www imotion com br) 8693radioativo ENERGIA NUCLEAR   Usina Nuclear Angra 3 

 

 

 

 

FONTE: Imotion Images

Para Saber+ :

winkipedia – ENERGIA NUCLEAR

http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_nuclear

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ANEEL – RESOLUÇÃO 367 / 395 E 398

Por Marcos Cavalcanti | 13h31, 03 de Junho de 2010

A ANELL através de suas resoluções 367 – MCPSE, 395 – PRODIST e 398 – Campo Eletromagnético, acaba de mudar consideravelmente a questão com relação ao georreferenciamento no setor elétrico, se entendi bem até Dezembro de 2011 teremos que ter todos os patrimonios das empresas georreferenciados.

Isso não quer dizer que teremos todas as empresas com seus Sistemas de Informações Geográficas -SIGs em formatos de mapas, pois serão aceitos dados georreferenciados de estruturas com ERP – Enterprise Resource Planning.

A empresa Imagem estará realizando um WEBSEMINAR dia 10 de Junho de 2010 as 15 horas para divulgar as resoluções, alem de ter enviado uma pesquisa para várias empresas, para identificar como anda a implementação das resoluções no setor.

As inscrições do WEBSEMINAR podem ser feitas pelo Link – http://www.img.com.br/utilities/emkt/inscricao.html

Para saber+ :

ANEEL – Agencia Nacional de Energia Elétrica

http://www.aneel.gov.br/

Resolução 367/09 – http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2009367.pdf

Resolução 395/09 – http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2009395.pdf

Resolução 398/10 – http://www.abdir.com.br/legislacao/legislacao_abdir_31_3_10_3.pdf

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  • Marcos Cavalcanti
    @marcanti
    Marcos José é Arquiteto com Pós-Graduação em Análise e Avaliação Ambiental pela PUC-RIO e Gestão Integrada do Patrimônio Cultural pela UFPE/UNESCO e Extenção em Geoprocessamento na PUC-MINAS VIRTUAL.Atualmente faz Pós-Graduação em Fotografia e Imagem pela UCAM / IUPERJ;

    Marcos José é Arquiteto com Pós-Graduação em Análise e Avaliação Ambiental pela PUC-RIO e Gestão Integrada do Patrimônio Cultural pela UFPE/UNESCO e Extenção em Geoprocessamento na PUC-MINAS VIRTUAL.Atualmente faz Pós-Graduação em Fotografia e Imagem pela UCAM / IUPERJ;

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