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Técnicos independentes do CONFEA/CREA: como fica agora?

Por Eduardo Freitas | 18h24, 02 de Outubro de 2018

Depois dos Arquitetos e Urbanistas, que se tornaram independentes do sistema CONFEA/CREA e criaram seu próprio Conselho, o CAU, agora é a vez dos Técnicos Industriais e Agrícolas que têm seu próprio órgão de representatividade.

Leia até o fim para entender como fica a partir de agora…

tecnicos independentes do sistema confea crea 300x199 Técnicos independentes do CONFEA/CREA: como fica agora?Segundo um comunicado oficial do CONFEA , em conformidade com a Lei nº 13.639/2018, promulgada em 26 de março passado, e do Decreto 9461, de 8 de agosto de 2018, a partir do último dia 21 de setembro, o CONFEA e os CREAs estariam impedidos de prestar serviços, como orientações ou emissão de documentos para esses profissionais, uma vez que daquela data em diante eles estariam sob a jurisdição do Conselho Federal dos Técnicos (CFT).

Esse impedimento levaria em conta que, uma vez que teria sido feito o repasse financeiro referente a anuidades pelo CONFEA ao CFT, estipulado no artigo 32 da Lei nº 13.639/2018, deveria cessar imediatamente o vínculo jurídico dos técnicos industriais com o Sistema CONFEA/CREA.

O CONFEA reforçou que, durante toda a transição, será mantido o diálogo com os representantes do CFT, para garantir a harmonia, tranquilidade e transparência ao processo e à convivência entre os Conselhos, garantindo o fortalecimento das instituições representativas dos profissionais e zelando pelos interesses da sociedade.

Por sua vez, o CFT prometeu aos Técnicos Industriais que seu sistema estaria no ar na última segunda-feira (1/10), inaugurando uma nova fase nas relações entre o Conselho Federal de Técnicos Industriais e a todos àqueles ao quais ele se propõe atender e servir.

Este deveria ser um novo marco de independência e valorização profissional dos Técnicos Industriais, porém devido a problemas técnicos a inauguração do sistema teve que ser adiada.

Lei cria Conselho Federal de Técnicos

Foi sancionada em 26 de março passado a Lei Federal nº 13.639/2018 que cria o Conselho Federal dos Técnicos Industriais, o Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas e os respectivos Conselhos Regionais.

Com a publicação da referida Lei no Diário Oficial da União, os técnicos industriais e agrícolas deixaram de fazer parte do sistema CONFEA/CREA.

Os conselhos federais e regionais dos técnicos têm como função orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional das respectivas categorias. Os conselhos regionais são denominados Conselho Regional dos Técnicos Industriais e Conselho Regional dos Técnicos Agrícolas, com acréscimo da sigla da unidade federativa ou da região geográfica correspondente.

O Art. 16 institui que o trabalho de atuação compartilhada com outras profissões regulamentadas será objeto de Termo de Responsabilidade Técnica (TRT), mediante recolhimento da taxa pela pessoa física do profissional ou pela pessoa jurídica responsável, que não poderá ser superior a 50 reais.

Segundo o Art. 26, cabe a cada conselho regional a emissão do registro da carteira de identificação para o exercício das atividades de técnico industrial ou de técnico agrícola, sendo que o registro habilitará o profissional a atuar em todo o território nacional.

Quanto à área de atuação, o Art. 31 diz que o Conselho Federal dos Técnicos Industriais e o Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas devem detalhar, observados os limites legais e regulamentares, as áreas de atuação privativas dos técnicos industriais ou dos técnicos agrícolas, conforme o caso, e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas.

Na hipótese de as normas do Conselho Federal dos Técnicos Industriais ou do Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas sobre área de atuação estarem em conflito com normas de outro conselho profissional, a controvérsia deverá ser resolvida por meio de resolução conjunta de ambos os conselhos.

Acesse a íntegra da Lei Federal nº 13.639/2018.

Cooperação entre CFT e CONFEA

No dia 25 de julho passado, a diretoria executiva do CFT foi apresentada oficialmente ao engenheiro civil Joel Krüger, presidente do CONFEA. Durante a reunião, realizada em Brasília, foram traçadas algumas estratégias preliminares de cooperação entre as entidades.

Segundo Krüger, cinco comissões do CONFEA terão ligação direta com o CFT, principalmente para que os profissionais envolvidos não se sintam momentaneamente desassistidos.

3 regras de ouro para evoluir no mercado de Geo & Drones

Confira nossas 3 Regras de Ouro para você superar o medo e evoluir no mercado de Geotecnologia & Drones:

medo de empreender 300x198 Técnicos independentes do CONFEA/CREA: como fica agora?Regra #1 – Atualização profissional constante, ou seja, não parar nunca de estudar, participar em cursos e eventos da área, ‘devorar’ livros, vídeos, podcasts…

Regra #2 – Networking, que é uma palavra ‘chique’ pra criar, aumentar e cultivar uma rede de contatos abrangente, de várias áreas, não somente de geo e drones.

Regra #3 – Oportunidades de negócios, que significa ficar de olho em espaços que talvez não sejam tão óbvios, mas que podem ser uma chance pra trabalhar e/ou empreender.

Nós estamos aqui pra te ajudar!

Na MundoGEO temos várias seções que podem te ajudar, como a agenda de webinars, o banco de vagas e o guia de empresas.

Geo e Drones na Indústria 4.0

Instagram Imagem Post B2 300x300 Técnicos independentes do CONFEA/CREA: como fica agora?Você já pode marcar na sua agenda: de 25 a 27 de junho acontecem em São Paulo (SP) os eventos MundoGEO Connect e DroneShow 2019, os maiores da América Latina e entre os cinco maiores do mundo no setor. Alinhados às tendências globais e com foco na realidade regional, o tema geral do MundoGEO Connect e DroneShow em 2019 será “Drones e Geotecnologia na Indústria 4.0”.

Os conteúdos dos cursos, palestras e debates estão sendo formatados por um time de 32 curadores para atender as demandas de empresas, profissionais e usuários principalmente nos setores de Agricultura, Cidades Inteligentes, Governança Digital, Infraestrutura, Meio Ambiente, Recursos Naturais, Segurança e Defesa.

Dentre as tecnologias disruptivas que estarão em destaque, estão Big Data, Inteligência Artificial / Machine Learning, Internet das Coisas, Realidade Virtual e Aumentada, BIM, Tecnologia Autônoma, entre outras, tudo isso cada vez mais integrado às Geotecnologias (Mapeamento, Cadastro, Imagens de Satélites, Inteligência Geográfica, GIS).

Os sites do MundoGEO Connect e DroneShow 2019 apresentam o time de curadores que está ajudando a desenhar de forma inovadora os conteúdos dos eventos. Ainda este ano será divulgado o formato e prazos para submissão de trabalhos, as formas de participação de startups e a lista completa de cursos inéditos e atividades paralelas da feira. Confira um resumo de como foi a última edição:

Imagem: Pixabay

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As 3 Regras de Ouro pra Você Evoluir no Mercado de Geo & Drones

Por Eduardo Freitas | 21h03, 10 de Setembro de 2018

O maior desafio ao empreender no setor de geo e drones é o medo, segundo enquete que fizemos.

Receio do desconhecido, desaprovação da família ou amigos, insegurança quanto a economia…

Tudo isso pode ser resumido numa palavra: medo!

E aqui não falamos só de empresários, pois quem é intra-empreendedor também fica com apreensão diante dos rumos do mercado, automatização de processos, mudanças na legislação…

Por isso, trouxemos aqui 3 Regras de Ouro pra você superar o medo e evoluir no mercado de Geotecnologia & Drones:

medo de empreender 300x198 As 3 Regras de Ouro pra Você Evoluir no Mercado de Geo & DronesRegra #1 – Atualização profissional constante, ou seja, não parar nunca de estudar, participar em cursos e eventos da área, ‘devorar’ livros, vídeos, podcasts…

Regra #2 – Networking, que é uma palavra ‘chique’ pra criar, aumentar e cultivar uma rede de contatos abrangente, de várias áreas, não somente de geo e drones.

Regra #3 – Oportunidades de negócios, que significa ficar de olho em espaços que talvez não sejam tão óbvios, mas que podem ser uma chance pra trabalhar e/ou empreender.

Nós estamos aqui pra te ajudar!

Na MundoGEO temos várias seções que podem te ajudar, como a agenda de webinars, o banco de vagas e o guia de empresas.

Números atualizados do mercado de Geo

Oxera Geo Services As 3 Regras de Ouro pra Você Evoluir no Mercado de Geo & Drones

Não existem muitos estudos específicos sobre ‘Geociências’ e/ou ‘Geotecnologia’ no mundo. O que há são pesquisas sobre quanto vai faturar o setor de GIS, Aerofotogrametria, Observação da Terra, Agricultura de Precisão, entre outros.

Um dos mais recentes foi realizado em 2013 pela Oxera para a Google, na qual colocava sobre o ‘guarda-chuva’ Geoserviços tudo que é relacionado a geo, desde navegadores até imagens de satélites.

Segundo aquele estudo, a receita anual do mercado de Geo estaria entre 150 e 270 bilhões de dólares, muito maior do que a indústria de games e praticamente um terço da indústria aeroespacial.

Um estudo de 2017 da Geospatial World joga um pouco de luz sobre o mercado geoespacial, com alguns números atualizados. Segundo o estudo, o valor econômico de todo o setor seria de mais de 500 bilhões de dólares, sendo os principais stakeholders os desenvolvedores de tecnologia, os provedores de dados geoespaciais, os desenvolvedores de aplicações, os pesquisadores e educadores, os formuladores de políticas públicas e, finalmente, os usuários.

A realidade no setor mostra que as rápidas mudanças nas Geotecnologias estão levando a ciclos cada vez mais rápidos de inovação, gerando também incertezas quanto ao futuro.

Especificamente no setor de GIS, o estudo prevê que deverá chegar a 14,62 bilhões de dólares em 2020 frente a 7,61 no ano passado, o que representa crescimento de 11,4% ao ano.

Já no setor de GNSS eram 3,6 bilhões de equipamentos em 2014 e a expectativa é que este número chegue a 7 bilhões em 2019, ultrapassando em breve o número de um receptor por habitante no planeta. No mercado de escaneamento 3D, a previsão e de passar de 3,41 bilhões de dólares em 2015 para 5,9 bilhões em 2022, com taxa de 9,6% de crescimento o ano.

Especificamente no setor de Drones, talvez por ser uma área nova e que carece de números para embasar a tomada de decisão dos empreendedores, conta com mais de 50 estudos com previsões para os próximos anos.

As notícias são boas, pois algumas tecnologias estão direcionando o setor de Geo para que esteja mais alinhado à Indústria 4.0. São elas a computação em nuvem, a internet das coisas, o big data e a automação. As tecnologias inovadores que devem se beneficiar das Geotecnologias nos próximos anos são os carros autônomos, dispositivos ‘vestíveis’, impressão 3D, micro-satélites, games, realidade virtual e aumentada, entre outras…

O futuro dos eventos de Geo & Drones será virtual?

paletras em hologramas 300x199 As 3 Regras de Ouro pra Você Evoluir no Mercado de Geo & DronesSe há alguns anos existia um certo questionamento se estávamos nos aproximando do fim das interações “face-to-face” em eventos, a demanda atual por conexões cada vez mais pessoais só cresce.

Segundo uma pesquisa publicada em 2017 pela Certain, 41% dos profissionais consideram eventos como a tática de marketing mais efetiva. Além disso, 69% afirmam que pretendem aumentar o investimento de seus orçamentos de marketing através da participação em eventos.

Hoje, com as tecnologias da informação e comunicação, é cada vez mais fácil organizar uma reunião virtual, webinar, com a opção de interações entre as pessoas por vídeo, áudio, chat. Além disso, apps e redes sociais colocam profissionais de uma área cada vez mais próximos, mesmo estando distantes entre si fisicamente.

Em um post do Event Manager Blog é traçado um paralelo entre o declínio do varejo e a ascensão dos eventos nos últimos anos. E um dos motivos para a queda das redes varejistas estaria relacionado ao perfil das novas gerações, já que 75% das pessoas com menos de 35 anos estão mais dispostos a pagar por uma experiência do que por um produto.

Nos Estados Unidos, eventos geram um PIB de 115 bilhões de dólares e empregam mais de 1,7 milhão de pessoas. No Brasil, não existem estudos recentes de quanto é o total de faturamento do mercado de eventos. Um estudo realizado com mais de 2,7 mil empresas do setor, pelo Sebrae em conjunto com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), aponta que o setor movimentou 209,2 bilhões de reais em 2013.

No setor de geotecnologia e drones, o mercado, que vinha num movimento crescente na primeira metade desta década, passou por uma retração em 2015 e 2016, se estabilizou em 2017 e dá sinais de expansão este ano e no próximo. Um sinal de retomada foi o sucesso dos eventos MundoGEO#Connect e DroneShow 2018, que aconteceram em maio passado na capital paulista:

Não sei pra você, mas no meu caso, a participação em eventos presenciais na área de Geotecnologia e Drones fez toda a diferença para minha atualização profissional, networking e identificação de oportunidades. Apesar de toda a tecnologia digital de hoje, nada substitui – ainda – o contato pessoal.

Geo e Drones na Indústria 4.0

Instagram Imagem Post B2 300x300 As 3 Regras de Ouro pra Você Evoluir no Mercado de Geo & DronesVocê já pode marcar na sua agenda: de 25 a 27 de junho acontecem em São Paulo (SP) os eventos MundoGEO Connect e DroneShow 2019, os maiores da América Latina e entre os cinco maiores do mundo no setor. Alinhados às tendências globais e com foco na realidade regional, o tema geral do MundoGEO Connect e DroneShow em 2019 será “Drones e Geotecnologia na Indústria 4.0”.

Os conteúdos dos cursos, palestras e debates estão sendo formatados por um time de 32 curadores para atender as demandas de empresas, profissionais e usuários principalmente nos setores de Agricultura, Cidades Inteligentes, Governança Digital, Infraestrutura, Meio Ambiente, Recursos Naturais, Segurança e Defesa.

Dentre as tecnologias disruptivas que estarão em destaque, estão Big Data, Inteligência Artificial / Machine Learning, Internet das Coisas, Realidade Virtual e Aumentada, BIM, Tecnologia Autônoma, entre outras, tudo isso cada vez mais integrado às Geotecnologias (Mapeamento, Cadastro, Imagens de Satélites, Inteligência Geográfica, GIS).

Os sites do MundoGEO Connect e DroneShow 2019 apresentam o time de curadores que está ajudando a desenhar de forma inovadora os conteúdos dos eventos. Ainda este ano será divulgado o formato e prazos para submissão de trabalhos, as formas de participação de startups e a lista completa de cursos inéditos e atividades paralelas da feira. Confira um resumo de como foi a última edição:

Imagem: Pixabay

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Números atualizados do mercado de Geotecnologia: para onde vamos?

Por Eduardo Freitas | 17h34, 06 de Julho de 2018

Entenda onde estamos e para onde vai o setor geoespacial no mundo neste apanhado com números atualizados do mercado de Geotecnologia

Concorda comigo que, para conhecer bem um terreno é preciso de um mapa do local?

Seja para quem já empreende ou para quem ainda pretende empreender no setor de Geotecnologia, é essencial primeiro saber onde estamos e qual é o estado-da-arte, para então conhecer as previsões e as tendências que apontam para onde este mercado vai.

Fique comigo ate o fim deste post para entender um pouco mais sobre este mercado…

Falta de números

Não existem muitos estudos específicos sobre ‘Geociências’ e/ou ‘Geotecnologia’ no mundo. O que há são pesquisas sobre quanto vai faturar o setor de GIS, Aerofotogrametria, Observação da Terra, Agricultura de Precisão, entre outros.

Ainda falta um estudo geral.

Oxera Geo Services Números atualizados do mercado de Geotecnologia: para onde vamos?Um dos mais recentes foi realizado em 2013 pela Oxera para a Google, na qual colocava sobre o ‘guarda-chuva’ Geoserviços tudo que é relacionado a geo, desde navegadores até imagens de satélites.

Segundo aquele estudo, a receita anual do mercado de Geo estaria entre 150 e 270 bilhões de dólares, muito maior do que a indústria de games – que já é gigantesca – e praticamente um terço da indústria aeroespacial – que tem uma certa sobreposição com o setor de drones.

Especificamente no setor de Drones, talvez por ser uma área nova e que carece de números para embasar a tomada de decisão dos empreendedores, conta com mais de 50 estudos com previsões para os próximos anos.

Números de 2017

Para não dizermos que estamos totalmente ‘às cegas’, um estudo de 2017 da Geospatial World joga um pouco de luz sobre o mercado geoespacial, com alguns números atualizados, os quais são apresentados aqui de forma sintetizada.

Segundo o estudo, o valor econômico de todo o setor seria de mais de 500 bilhões de dólares, sendo os principais stakeholders os desenvolvedores de tecnologia, os provedores de dados geoespaciais, os desenvolvedores de aplicações, os pesquisadores e educadores, os formuladores de políticas públicas e, finalmente, os usuários.

A realidade no setor mostra que as rápidas mudanças nas Geotecnologias estão levando a ciclos cada vez mais rápidos de inovação, gerando também incertezas quanto ao futuro. A divisão feita pelo estudo é em relação às tecnologias:

• SIG e Análise Espacial (desktop, web, mobile)

• GNSS e Posicionamento (navegação, posicionamento indoor, mapeamento)

• Observação da Terra (imagens de satélite, aerofotogrametria, drones)

• Escaneamento (Lidar, Escaners a Laser, Radar)

A porcentagem de cada área na indústria Geoespacial gira em torno de 37% para a Observação da Terra, 33% para GNSS e Posicionamento, 17% no GIS e Análise Espacial e 13% no Escaneamento.

Especificamente no setor de GIS, o estudo prevê que deverá chegar a 14,62 bilhões de dólares em 2020 frente a 7,61 no ano passado, o que representa crescimento de 11,4% ao ano, um número excepcional se comparado ao crescimento geral da economia global.

Já no setor de GNSS eram 3,6 bilhões de equipamentos em 2014 e a expectativa é que este número chegue a 7 bilhões em 2019, ultrapassando em breve o número de um receptor por habitante no planeta.

No mercado de escaneamento 3D, a previsão e de passar de 3,41 bilhões de dólares em 2015 para 5,9 bilhões em 2022, com taxa de 9,6% de crescimento o ano, também um bom número.

As áreas de aplicações que mais se beneficiam das Geotecnologias mapeadas foram infraestruturas de transporte, desenvolvimento urbano, administração de terras, defesa, segurança, agricultura e serviços baseados em localização. Por sua vez, os benefícios mais percebidos são o aumento da eficiência, produtividade e planejamento, além de melhor monitoramento e transparência.

Por sua vez, as principais barreiras em sua adoção e uso são a alta expectativa dos clientes, mudanças frequentes em projetos, falta de mão-de-obra qualificada, burocracia, altos custos, falta de interoperabilidade, entre outros.

Tendências

numeros atualizados do mercado de Geotecnologia 300x199 Números atualizados do mercado de Geotecnologia: para onde vamos?Mas as notícias são boas pois algumas tecnologias estão direcionando o setor de Geo para que esteja mais alinhado à Indústria 4.0. São elas a computação em nuvem, a internet das coisas, o big data e a automação. Segundo o estudo, tudo isso cria novos modelos de negócios, informações em tempo real para sistemas críticos, diversificação de fontes de renda, visibilidade global e maior eficiência nas operações.

As tecnologias inovadores que devem se beneficiar das Geotecnologias nos próximos anos são os carros autônomos, dispositivos ‘vestíveis’, impressão 3D, micro-satélites, games, realidade virtual e aumentada, entre outras…

Na área de aquisições e fusões, algumas negociações recentes demonstram a força e a integração das Geotecnologias com outras áreas, como a parceria entre Bentley e Siemens, a fusão entre Geoeye e DigitalGlobe, a aquisição do Waze pela Google e, a mais emblemática, a HERE sendo controlada por grandes montadoras como Mercedez, Audi e Daimler. E as empresas ‘mapeadas’ por serem altamente dependentes de geoinformação foram LinkedIn, Facebook, Twitter, TripAdvisor, Airbnb, Amazon, Uber, dentre outras.

E o Brasil?

Para finalizar, foi criado um ranking global, baseado em 5 pilares, no qual cada país foi avaliado de acordo com sua infraestrutura e políticas públicas, capacidade institucional, nível de adoção dos usuários, capacidade da indústria e índice de ‘prontidão’ geoespacial.

Neste ranking, os mais bem posicionados são, nesta ordem: Estados Unidos, Reino Unido e Holanda.

O Brasil aparece em 28º dentre 50 países, sendo classificado como um país no qual a indústria está amadurecendo enquanto percebe os benefícios do uso das Geotecnologias.

O levantamento de números sobre o mercado, além de ser um problema pode ser encarado até mesmo como uma oportunidade, pois existem um espaço para que este setor seja melhor mapeado, principalmente em países em desenvolvimento em com imensas carências, como é o nosso.

Recado dado…

numeros atualizados do mercado de Geotecnologia 1024x682 Números atualizados do mercado de Geotecnologia: para onde vamos?

Geo e Drones na Indústria 4.0

Instagram Imagem Post B2 300x300 Números atualizados do mercado de Geotecnologia: para onde vamos?Você já pode marcar na sua agenda: de 25 a 27 de junho acontecem em São Paulo (SP) os eventos MundoGEO Connect e DroneShow 2019, os maiores da América Latina e entre os cinco maiores do mundo no setor. Alinhados às tendências globais e com foco na realidade regional, o tema geral do MundoGEO Connect e DroneShow em 2019 será “Drones e Geotecnologia na Indústria 4.0”.

Os conteúdos dos cursos, palestras e debates estão sendo formatados por um time de 32 curadores para atender as demandas de empresas, profissionais e usuários principalmente nos setores de Agricultura, Cidades Inteligentes, Governança Digital, Infraestrutura, Meio Ambiente, Recursos Naturais, Segurança e Defesa.

Dentre as tecnologias disruptivas que estarão em destaque, estão Big Data, Inteligência Artificial / Machine Learning, Internet das Coisas, Realidade Virtual e Aumentada, BIM, Tecnologia Autônoma, entre outras, tudo isso cada vez mais integrado às Geotecnologias (Mapeamento, Cadastro, Imagens de Satélites, Inteligência Geográfica, GIS).

Os sites do MundoGEO Connect e DroneShow 2019 apresentam o time de curadores que está ajudando a desenhar de forma inovadora os conteúdos dos eventos. Ainda este ano será divulgado o formato e prazos para submissão de trabalhos, as formas de participação de startups e a lista completa de cursos inéditos e atividades paralelas da feira. Confira um resumo de como foi a última edição:

Imagem: Pixabay

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O mercado de Geo mudou… Você se preparou pra isso?

Por Eduardo Freitas | 23h55, 14 de Junho de 2018

Estamos vivendo uma nova fase de disrupção no setor de Geotecnologia. Você tem duas opções: surfar esta onda ou afundar…

disrupcao 230x300 O mercado de Geo mudou... Você se preparou pra isso?Antes de mais nada, vamos a uma rápida história pessoal: durante muitos anos, pra mim era difícil explicar o que eu estudava na faculdade.

Afinal, Engenharia Cartográfica não é Direito, Medicina ou Civil, que todo mundo conhece.

Era uma ginástica verbal pra falar de sensoriamento remoto, sistemas de informação geográfica, geomensura, até no fim resumir e cravar que eu trabalhava com mapas…

Aí, quando surgiu o Google Earth, em 2004, ficou muito mais fácil, pois todo mundo passou a entender o que é um SIG, nem que seja somente pra traçar a menor rota entre dois pontos – ou hoje até mesmo encontrar relacionamentos de forma “georreferenciada”.

O surgimento do Google Earth foi um destes marcos no setor de Geo, o que podemos chamar de disrupção.

Voltando um pouco no tempo, a primeira grande disrupção aconteceu lá em 1854, quando o médico sanitarista John Snow (não, infelizmente não tem nada a ver com o personagem de Game of Thrones) fez a primeira análise espacial quando sobrepôs camadas com poços de água e casos de cólera acontecendo em Londres na época, com o objetivo de descobrir qual era o foco da doença.

john snow 300x178 O mercado de Geo mudou... Você se preparou pra isso?Entre o mapa de John Snow e o Google Earth, outro marco foi a popularização dos computadores, que aconteceu quase ao mesmo tempo que o surgimento dos sistemas globais de navegação por satélite GPS (norte-americano) e Glonass (russo).

Hoje, os computadores migraram pra palma das nossas mãos, com os smartphones, e temos posicionamento preciso com vários sistemas, incluindo o europeu Galileo e o chinês Beidou.

Também imagens de satélites em tempo quase real obtidas com frotas de veículos em órbita, SIGs cada vez mais simples e intuitivos, sistemas de mapeamento móvel que fazem levantamentos em 3D em uma pequena fração do tempo que uma equipe de topografia fazia anteriormente…

Mas tudo isso é evolução de tecnologias anteriores. Nano satélites são os mesmos veículos, só que miniaturizados. SIGs vêm evoluindo, mas fazem basicamente o que os anteriores faziam. Laser scanners são uma – super – evolução das estações totais e por aí vai.

Porém, tem uma tecnologia que vem sacudindo o mercado de Geo há algum tempo e deverá revolucionar ainda mais nossa área e a sociedade em geral nos próximos anos.

Esta tecnologia são os drones…

Não dá mais pra negar que eles chegaram pra ficar, que não são “modinha” e que estão gerando uma – nova – disrupção.

 O mercado de Geo mudou... Você se preparou pra isso?Na MundoGEO, a primeira vez que se falou de drones foi em 2009, na capa da revista InfoGEO, quando identificamos a “invasão dos VANTs”.

Veja que não falávamos nem de drone, que foi o nome que acabou se popularizando. Era VANT mesmo, sigla para veículo aéreo não tripulado.

Hoje, os órgãos reguladores usam também a sigla RPA ou ARP, usada para aeronave remotamente pilotada, mas o termo drone ficou tão forte que até uma criança, hoje, sabe o que é…

Poucas empresas no Brasil desenvolviam drones pra uso civil naquela época, mas mesmo assim realizamos em 2010 os primeiros seminários do setor, reunindo representantes daquele mercado ainda embrionário.

Em 2011 foi realizado o primeiro evento MundoGEO#Connect no qual havia poucos drones, nenhum multirrotor.

primeiro vant no mundogeoconnect O mercado de Geo mudou... Você se preparou pra isso?

Com a evolução do evento, evoluiu também o setor de drones e em outubro de 2015 aconteceu o primeiro DroneShow.

E foi show… (com a desculpa do trocadilho).

Nos anos seguintes, sempre o DroneShow aconteceu junto com o MundoGEO#Connect, afinal há muita sinergia entre os dois eventos.

E este ano aconteceu um evento histórico…

De 15 a 17 de maio de 2018 em São Paulo (SP) foi realizado o melhor evento da MundoGEO até hoje, sem nenhuma dúvida nem medo de parecer arrogante.

O mercado está maduro, tanto as empresas e instituições do setor quanto os profissionais se capacitaram e atualizaram, e hoje podemos dizer que os drones estão consolidados no Brasil e temos uma das regulamentações mais modernas do mundo.

Mas não sou somente eu que tô falando. Basta ver tudo o que saiu sobre o evento no SBT, Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, Tecmundo, Rede Vida, Correio Braziliense, 33Giga, Techtudo, Diário do Grande ABC, Além do Click, Canal Tech, Band, entre outros lugares…

Dá pra ter uma – pequena – ideia do que rolou neste vídeo de menos de 1 minuto:

Mas é importante saber que o drone, sozinho, não faz milagre. Ele é um complemento pra outras (geo)tecnologias e também depende de outros dados de alta precisão, que ainda são coletados com levantamentos em solo. E também é preciso saber que além do drone é preciso dominar os sensores e softwares envolvidos. E o DroneShow 2018 foi um prato cheio pra isso…

No meu caso, este ano fiquei mais envolvido nas atividades do MundoGEO#Connect. Na abertura, moderei o seminário que teve nada menos do que Julio Ribeiro (Hubse), Abimael Cereda Junior (Geografia das Coisas), Eduardo Francisco (Gisbi) entre os palestrantes. No terceiro dia, moderei o debate sobre o Sinter com representantes da Receita Federal, ABNT, Confea, mercado e academia, que foi acalorado mas certamente foi a mesa mais completa já formada sobre o tema.

E como o mercado não pára, o DroneShow e MundoGEO#Connect 2019 já está marcado pra 25 a 27 de junho, novamente na capital paulista. O tema será a relação entre a Revolução Industrial 4.0 e o setor de Geo e Drones.

Vem muito mais por aí. Estamos apenas “arranhando a superfície” desta nova disrupção que já está em andamento.

#Bora?

final mundogeo e droneshow O mercado de Geo mudou... Você se preparou pra isso?

Imagens: Pixabay e arquivo pessoal

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O futuro dos eventos de Geotecnologia & Drones será virtual?

Por Eduardo Freitas | 14h29, 12 de Maio de 2018

O uso de tecnologia da informação e comunicação em congressos e feiras está mudando rapidamente a forma como as pessoas interagem entre si. Por outro lado, eventos presenciais na área de Geotecnologia e Drones continuam em crescimento. Será que o futuro dos eventos de Geo & Drones será virtual?

paletras em hologramas 300x199 O futuro dos eventos de Geotecnologia & Drones será virtual?Se há alguns anos existia um certo questionamento se estávamos nos aproximando do fim das interações “face-to-face” em eventos, a demanda atual por conexões cada vez mais pessoais só cresce. Segundo uma pesquisa publicada em 2017 pela Certain, 41% dos profissionais consideram eventos como a tática de marketing mais efetiva. Além disso, 69% afirmam que pretendem aumentar o investimento de seus orçamentos de marketing através da participação em eventos.

Hoje, com as tecnologias da informação e comunicação, é cada vez mais fácil organizar uma reunião virtual, webinar, com a opção de interações entre as pessoas por vídeo, áudio, chat. Além disso, apps e redes sociais colocam profissionais de uma área cada vez mais próximos, mesmo estando distantes entre si fisicamente.

Em um post do Event Manager Blog é traçado um paralelo entre o declínio do varejo e a ascensão dos eventos nos últimos anos. E um dos motivos para a queda das redes varejistas estaria relacionado ao perfil das novas gerações, já que 75% das pessoas com menos de 35 anos estão mais dispostos a pagar por uma experiência do que por um produto.

Nos Estados Unidos, eventos geram um PIB de 115 bilhões de dólares e empregam mais de 1,7 milhão de pessoas. No Brasil, não existem estudos recentes de quanto é o total de faturamento do mercado de eventos. Um estudo realizado com mais de 2,7 mil empresas do setor, pelo Sebrae em conjunto com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), aponta que o setor movimentou 209,2 bilhões de reais em 2013.

Geo & Drones

No setor de geotecnologia e drones, o mercado, que vinha num movimento crescente, passou por uma retração em 2015 e 2016, se estabilizou em 2017 e dá fortes sinais de expansão este ano.

E um sinal é o recorde de inscrições e a feira completa de expositores com semanas de antecedência no MundoGEO#Connect e DroneShow 2018, que aconteceram de 15 a 17 de maio no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP), além do 5º Fórum Empresarial de Drones, que aconteceu no dia 14 também na capital paulista. Estes são os maiores eventos de geo e drones da América Latina, estando entre os cinco no mundo em número de expositores e participantes.

Não sei pra você, mas no meu caso, a participação em eventos na área faz toda a diferença. Apesar de toda a tecnologia digital de hoje, nada substitui – ainda – o contato pessoal. Ainda vai demorar muito para termos contatos em forma de holograma, como esta passagem do filme Star Wars:

Eu mesmo comecei a participar em conferências e feiras desde o primeiro ano da faculdade, quando a grana era curta, mas eu dava um jeito e foi no evento GIS Brasil 96, em Curitiba (PR) que decidi mudar de carreira e seguir no setor de geotecnologia e drones. Também era assinante da antiga revista InfoGEO, da qual acabei virando editor alguns anos depois…

E olha que eu sou suspeito para falar, pois liderei, em 2009, a realização dos primeiros webinars na MundoGEO. Desde então, já foram mais de 600 eventos online, em português, espanhol, inglês e até francês, com dezenas de milhares de participantes. É uma excelente ferramenta pra alcançar muitas pessoas, de diversos lugares do mundo, em um curto espaço de tempo e a um custo muito baixo, mas ainda não inventaram uma plataforma de webinar que substitua a experiência de um evento presencial.

Geo e Drones na Indústria 4.0

Instagram Imagem Post B2 300x300 O futuro dos eventos de Geotecnologia & Drones será virtual?Você já pode marcar na sua agenda: de 25 a 27 de junho acontecem em São Paulo (SP) os eventos MundoGEO Connect e DroneShow 2019, os maiores da América Latina e entre os cinco maiores do mundo no setor. Alinhados às tendências globais e com foco na realidade regional, o tema geral do MundoGEO Connect e DroneShow em 2019 será “Drones e Geotecnologia na Indústria 4.0”.

Os conteúdos dos cursos, palestras e debates estão sendo formatados por um time de 32 curadores para atender as demandas de empresas, profissionais e usuários principalmente nos setores de Agricultura, Cidades Inteligentes, Governança Digital, Infraestrutura, Meio Ambiente, Recursos Naturais, Segurança e Defesa.

Dentre as tecnologias disruptivas que estarão em destaque, estão Big Data, Inteligência Artificial / Machine Learning, Internet das Coisas, Realidade Virtual e Aumentada, BIM, Tecnologia Autônoma, entre outras, tudo isso cada vez mais integrado às Geotecnologias (Mapeamento, Cadastro, Imagens de Satélites, Inteligência Geográfica, GIS).

Os sites do MundoGEO Connect e DroneShow 2019 apresentam o time de curadores que está ajudando a desenhar de forma inovadora os conteúdos dos eventos. Ainda este ano será divulgado o formato e prazos para submissão de trabalhos, as formas de participação de startups e a lista completa de cursos inéditos e atividades paralelas da feira. Confira um resumo de como foi a última edição:

Imagem: Pixabay

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

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