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Nova base cartográfica contínua do Brasil

Por Eduardo Freitas | 20h01, 31 de Outubro de 2013

Recentemente o IBGE anunciou que está disponível a base cartográfica contínua do Brasil na escala 1:250.000. O diferencial é que antes a base era baixada em blocos, mas agora está disponível como um só arquivo personal geodatabase, da Esri.

Por outro lado, a comunidade de software livre criticou a forma como a base foi disponibilizada – em arquivo proprietário -, indo de encontro aos padrões de interoperabilidade do governo brasileiro.

Mas alguns já encontraram uma forma de usar software livre para acessar a base cartográfica contínua, como mostrou o Anderson Medeiros neste post no blog ClickGeo.

O lançamento da nova base foi o assunto principal no vídeo com os destaques da semana passada:

Já na semana anterior o destaque foi a participação das empresas brasileiras (MundoGEO, Fototerra, Topocart, Geofusion e Orbisat – agora Bradar) na Intergeo, maior feira de geotecnologias do mundo, que aconteceu de 8 a 10 de outubro em Essen, na Alemanha:

E antes disso o destaque foi justamente a mudança do nome da Orbisat, que agora passa a se chamar Bradar:

Confira também a entrevista com Silvana Camboim, professora da UFPR e colunista da revista MundoGEO, que falou sobre as relações entre a formação e o mercado de trabalho no setor de geo:

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Fogo na Antártica

Por Eduardo Freitas | 13h35, 27 de Fevereiro de 2012

O incêndio na base brasileira na Antártica – sim, escreve-se como a cerveja, e não “Antártida”, ou você chamaria o círculo polar de “antártido”? -, além de uma tragédia pessoal pelos mortos e feridos, vai atrasar a pesquisa na região. Até que uma nova base seja construída e os trabalhos retomados, serão vários anos de espera.

Ocorrido no último sábado (25/2), o acidente na Estação Antártica Comandante Ferraz expôs a fragilidade e o improviso das instalações onde trabalhvaam cientistas brasileiros – eram 60 pessoas na base no dia do incêndio. A base começou a operar em fevereiro de 1984, levada à Antártica em módulos pelo navio oceanográfico Barão de Teffé, mas cresceu baseada em “puxadinhos” e não em um projeto de expansão pré-definido.

incendio base brasileira antartica Fogo na AntárticaOs programas de pesquisas que eram feitos na base permitiam estudar o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas consequências para as Américas inclusive a Amazônia.

Nadal

Logo que soube do acidente, lembrei do meu professor Carlos Nadal. Todos os que fizeram a disciplina Astronomia de Posição no curso de Engenharia Cartográfica da UFPR, devem lembrar das histórias do Nadal, dentre elas suas peripécias na base brasileira na Antártica. Alguns cientistas da UFPR estavam participando de pesquisas na base no dia do acidente, o que evidencia que a estação está muito longe mas ao mesmo tempo bem próxima de nós, com conhecidos que estavam – ou poderiam estar – lá, além de um forte impacto na pesquisa brasileira, que vai precisar se recuperar do baque e seguir em frente.

Em nome do MundoGEO, nossos sentimentos aos familiares dos mortos e feridos no acidente.

Atualização às 14h30: o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicou uma nota sobre a atuação do Instituto na base brasileira na Antártica. Segundo a nota, no momento do acidente, estavam na estação dois profissionais do Inpe: José Roberto Chagas, da Divisão de Geofísica Espacial; e José Valentin Bageston, da Divisão de Aeronomia. Ambos estavam na Antártica desde o dia 10 de fevereiro e tinham retorno previsto para o início de março. Eles estão bem e desembarcaram no Rio de Janeiro na madrugada desta segunda-feira, com o grupo trazido de Punta Arenas, Chile, em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Ainda hoje ambos devem chegar a São José dos Campos.

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  • Eduardo Freitas
    @eduardo
    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

    Diretor de Operações do MundoGEO. Engenheiro Cartógrafo, Técnico em Edificações, Especialização em Gestão Estratégica de EAD. Tradutor dos informativos GeoSur e OGC Iberoamérica. Nas horas vagas: pão caseiro, comida japonesa e meia-maratona

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