Os 3.953 hectares do Parque Nacional da Tijuca incrustrados no meio do Rio de Janeiro , serão monitorados via satélite a partir de 2006. O Ibama fechou recentemente um convênio no valor de US$ 250 mil com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que permitiu a criação de um sistema de monitoramento para a unidade com imagens de satélite. A tecnologia possibilitará analisar a região num detalhamento de até 25 metros quadrados. É a primeira vez que uma unidade de conservação do Ibama é vigiada por um sitema desse tipo. Se a experiência der certo, a instituição pretende repeti-la em outros parques. O acordo entre Ibama e BID prevê a criação de um programa de computador exclusivo para receber as imagens via satélite e processá-las com as informações colhidas no campo pelos 15 analistas ambientais do parque. Sônia Peixoto, diretora do parque, explica que o programa indentificará ameaças através das imagens, que serão recebidas pelo Landsat a cada três meses. A sobreposição de fotos no computador poderá detectar com precisão o avanço dos impacos ambientais. "Será possível saber, por exemplo, qual é a área mais crítica para reflorestamento, onde há maior desmatamento e outros dados que, apenas com a fiscalização em campo, são difíceis de controlar", afirma Sônia. O monitoramento vai servir basicamente para coibir as principais agressões ao parque e fortalecer a capacidade de gestão do parque. Mais informações: www2.ibama.gov.br/unidades/parques/reuc/7.htm Fonte: O Globo
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